sábado, 3 de janeiro de 2009

Desmentindo o Livro: Como Evangelizar os Muçulmanos - Parte 1

É incrível a falta de despreparo e a arrogância com que o Sr. Elizeu Martins, autor do livreto intitulado "Como Evangelizar os Muçulmanos" manifesta em seus escritos. É ainda mais impressionante o crime cometido pelo mesmo, uma vez que nossa lei permite a liberdade de expressão, mas veta o anonimato. E neste não é mais que um pseudônimo seu, ato comum entre os covardes. Poderíamos dizer ser até contraditório com a humildade pregada pelo Profeta Jesus (que a paz esteja com ele), ao qual o mesmo diz seguir, mas que pelo seu texto manifesta estar indo na direção diametralmente oposta. Vejamos porque no excertos abaixo, os quais comentarei em letras coloridas e em itálico os absurdos e tolices escritas pelo mesmo, provando seu desconhecimento tanto de seus próprios Livros Sagrados, a saber: a Bíblia, como de nossa própria religião.
No primeiro capítulo de seu livreto, o mesmo diz:
"Eles são muito suscetíveis ao racismo e a atitudes paternalistas. Podem manifestar para com os cristãos (os ocidentais) muita desconfiança e hostilidade, que encorajam e reforçam a aversão ao evangelismo. As várias formas de pensamento no mundo muçulmano estão frequentemente em profundo contraste com o pensamento ocidental. sendo assim é muito importante estudar a cultura islâmica, a fim de que esses obstáculos sejam ultrapassados".
O mais interessante a esse respeito, é que o autor aconselha a se estudar a cultura islâmica, para não cometer erros. No entanto o próprio comete erros tolos e primários a respeito. E o pior, ainda propaga seus erros numa atitude de extrema irresponsabilidade.
Neste parágrafo o mesmo diz que os muçulmanos podem manifestar profunda desconfiança e hostilidade aos missionários cristãos. Será que isso não se deve a pérfida campanha marqueteira que fazem de seu próprio Messias, rebaixando as coisas mais banais, e principalmente porque certos "Missionários Cristãos" estupram nossas mulheres num ato de tremenda covardia e desumanidade, e ainda por esquecerem de praticar o que ensinam? Fato esse provado pelos artigos jornalísticos listados ao lado deste texto? Obviamente as idéias do mundo muçulmano estão e sempre estarão em contraste com o mundo ocidental, enquanto este quiser não fazer uma divulgação de sua religião, mas tentar impor suas idéias através de estratégias de marketing primárias, estupro, violência e assistencialismo barato. E sim, é necessário que se estude mais, pois os muçulmanos têm consciência de sua religião, e não seguem uma fé cega, diferente de tais cristãos.
No tópico Problema Psicológico o mesmo diz:
"A sociedade muçulmana exige uma conformidade enorme da parte dos cidadãos. A opinião do indivíduo conta pouco. O que a comunidade pensa é muito mais importante. (...) Por isto, o muçulmano não está habituado a tomar decisões pessoais, como aceitar o evangelho. Há um provérbio árabe que diz: "Num país em que ninguém te conhece podes fazer o que te apetece". É apenas fora de seu país que um muçulmano pode sentir-se livre das restrições de sua religião e sociedade. Mas mesmo longe de sua pátria, a influência psicológica da religião e da sociedade islâmica tendem a continuar a influenciar o muçulmano, que tem dificuldade em agir de forma independente e em aceitar a fé cristã".
Estranha conclusão chegada por nosso "escritor" pois em um sistema em que a mulher já tem direito ao divórcio e possui além disso os direitos que as mulheres ocidentais lutaram desde a década de 70 para conseguirem, e ainda continuam lutando, pois seus salários ainda não se igualam ao do homens, é motivo mais que suficiente como prova de uma opinião própria. Além do mais a arrogância do Sr. Elizeu já começa a se manifestar desse ponto, pois para ele só pensa, ou se torna um ser inteligente digno do título de racional se for cristão, e muito mais provavelmente de sua denominação, pois assim o mesmo poderá vender mais livros com suas idéias deturpadas e assim manipular a mente de um maior número de pessoas, sendo que ele próprio já a tem deturpada, e se não a tem é ainda pior, pois age de má fé. Em ambos os casos Jesus (que a paz esteja com ele) sempre repudiou tal tipo de atitude, pois um cego não pode guiar outro. E se tem conhecimento de tal distorção da verdade é como ele chamava os fariseus, ou seja: hipócrita.
O próprio ato de se criar uma resistência a suas idéias vazias já um ato nítido de manifestar sua individualidade e poder de escolha.
O cômico autor ainda continua: "A Cultura Islâmica e a língua árabe determinam a forma de pensamento. Sendo assim, cristãos e muçulmanos têm concepções diferentes sobre o pecado, a oração, a fé, o Filho de Deus. Quem quiser partilhar sua fé com um muçulmano deve procurar utilizar termos simples e defini-los de forma a assegurar que foram bem compreendidos.
Após mais um ato rude de tal postulante a escritor o mesmo diz que a língua árabe e a cultura islâmica formam o pensamento do muçulmano. Ora, a própria psicologia já diz isso, que a personalidade de um indivíduo se forma até os 7 anos de idade como produto do meio onde vive. Para isso não é necessário ser muçulmano. Uma criança que nasça numa família protestante, tenha uma educação ocidental, viva no subúrbio, terá obviamente um pensamento diferente de uma outra criança que nasça nas mesmas condições, porém num local mais requintado. Provavelmente ele ao escrever tal asneira, desconhecesse tal fato. mas uma indicação clara da falta de cultura e pesquisa do mesmo.
Não satisfeito ele diz que deve-se explicar claramente, definir bem as palavras para que um muçulmano entenda. Todavia, este senhor esquece que primeiro somos uma religião que se submete à própria lógica, e não foge dela, como este o faz. Segundo que uma religião que incita ao estudo, que grande número de seus membros possui todo seu livro sagrado de cabeça, letra por letra, e vírgula por vírgula, uma religião que possui renomados doutores e cientistas pelo mundo, não teria inteligência para compreender princípios tão pequenos? Se o mesmo aceita dogmas sem questioná-los e colocá-los sob o crivo minucioso da razão, acha que seríamos loucos de fazer o mesmo? Tolice.
Depois ele prossegue: "Quando alguém se propor a compartilhar a Cristo com um muçulmano, deve saber que estará entrando em um verdadeiro campo de batalha. O muçulmano é ensinado em sua religião a opor-se ao Cristianismo. Para o Islamismo, a cruz é uma pedra de tropeço. Nenhuma outra religião odeia a cruz como o Islamismo, e esta é uma razão pela qual o missionário cristão tem que se preparar não só intelectualmente, mas também espiritualmente, antes de partilhar Cristo com um muçulmano.
Bem, parece que o sr. Elizeu não se preparou nem de uma forma e nem de outra para escrever este livreto. Pois primeiramente que comete um grave pecado ao mentir. Dentro de meu conhecimento como muçulmano e como ex-clérigo, Deus abomina a mentira. E diz um dos Dez Mandamentos "Não levantarás falso testemunho". Será que o Sr. Elizeu sofreu de amnésia ao escrever este parágrafo, ou foi levado a escrever guiado por uma esquizofrenia muito comum entre os fanáticos religiosos? Não sei, talvez esta seja uma resposta para ser respondida por seu psiquiatra.
O mais estranho, é que para uma religião que odeie a cruz, segundo tal autor que fomenta ainda mais o preconceito e o ódio religioso, o livro mais sagrado para nós, o Alcorão, diz o seguinte: "Em verdade, encontrarás que os mais próximos aos crentes (muçulmanos), em afeição, são os que dizem: 'Somos Cristãos.' Isso,, porque há dentre eles clérigos e monges, e porque não se ensoberbecem." Surata Al Mai'dah. Ora, se tal propagador do erro como este que escreveu o referido livreto de nome "Como Evangelizar os Muçulmanos", se ensoberbece, e se faz coisas contrárias a este excerto, certamente não pode ser chamado de cristão, então com certeza não está próximo de nós como diz o Livro Sagrado.

5 comentários:

  1. Nova cruzada? Outra merda de Jihad?
    Poupe-me!
    Alah, Jeová, Papai Noel e Mula-sem-cabeça não passam de lendas idiotas!
    Acorde!

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  2. Omar, em nome dos cristãos peço desculpas se o livro citado acima lhes causou dano, ofença ou desrespeito.
    O que tenho a lhe desejar e lhe pedir é que leia a Bíblia.
    Uma vez que você já decorou o Alcorão, agora leia a Bíblia com um olhar investigativo, com um olhar crítico, como quem deseja encontrar falhas neste livro. Comece pelo evangelho de João, Romanos, Gênesis, e depois todos os outros.
    Dê a Deus e ao evangelho (não a nós homens falhos que somos)o benefício da dúvida. Faça um contraponto dos ensinos e doutrinas constantes no Alcorão e na Bíblia.
    Jesus te ama. Ele quer te salvar.
    Ele disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim." (joão 14.6).
    Que Deus te abençoe e te ilumine na VERDADE.

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  3. Sr. Omar, não me leve a mal, mas nós Cristãos protestantes; como pode ser observado em nossas palavras; conhecemos praticamente nada do islamismo, o que nos chega de informação do islamismo são totalmente contrárias ao que ouvimos dos mesmos "Mulçumanos", pois a informação que temos é que esta fé é imposta aos filhos pelos pais, que destes foi tirado o livre arbítrio dado por Deus, que se estes se desviarem de sua fé são perseguidos, deserdados e até mortos, que os islâmicos em nome de Alá dizimam aqueles que possuem outra crença que não as suas, que não podemos pregar o evangelho de Jesus Cristo nos países islâmicos, por isto muitos estão presos como criminosos, será que todas estas coisas são mentira? ao contrário da liberdade que os senhores tem nos paises cristãos. Isto tudo é muito diferente do que cremos, pois o nosso Senhor Jesus Cristo diz "Se alguém tem sede, venha a mim e beba" (Jo 7.37b),(isto é livre arbítrio pois depende da vontade do que tem sede) também diz: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará e sairá e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."(Jo 10.9,10). Por favor me diga que coisas semelhantes a estas podemos encontrar em seu livro sagrado?

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  4. Caro leitor,
    Gostaria de dizer que realmente falta informação com relação ao Islam e que as "informações" disponíveis na mídia são deturpadas e tendenciosas...
    O muçulmano reconhece tanto a Torah quanto a Bíblia como livros sagrados, embora tenham sido comprovadamente adulterados devido às suas diversas traduções e manipulações de pessoas com sede de poder, que distorceram a palavra de Deus para direcionar os fiéis...
    Nós, muçulmanos seguimos os ensinamentos do Profeta Jesus, bem como os ensinamento de todos os outros profetas, visto que todos eles foram enviados por Deus para nos mostrar o que Deus requer de nós...
    Seria interessante que o senhor lesse o Sagrado Alcorão, assim notaria que Torah, Bíblia e Alcorão não são palavras distintas, apenas o Sagrado Alcorão conseguiu manter-se fiel desde sua revelação, visto que todas as traduções trazem seu texto original em árabe, impossibilitando assim qualquer alteração.
    Quanto a imposição na religião pelos pais e ao livre arbítrio, digo que não há livre arbítrio quando somos "obrigados" a ouvir pregações pelas ruas... Livre arbítrio está em ir à igreja, sinagoga ou mesquita para buscar a palavra de Deus da melhor maneira que nos couber a cada um!...
    Meu marido e eu somos muçulmanos e meu filho não o é... Ele não é tratado de forma diferente ou menosprezado em função de não seguir a mesma religião que nós... ONDE ESTÁ A IMPOSIÇÃO QUANTO A RELIGIÃO?

    Informe-se mais sobre o Islam!
    www.sbmrj.org.br

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  5. Caro leitor

    O senhor me pergunta que coisas como estas (relacionadas ao livre arbítrio em relação a religião) existe em nosso livro sagrado, o Alcorão.
    Vejamos:

    "Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro". (2:256)

    "E se eles discutirem contigo (ó Muhammad), dize-lhes: Submeto-me a Allah, assim como aqueles que me seguem! Pergunta aos adeptos do Livro e aos iletrados: Tornar-vos-eis muçulmanos? Se se tornarem, encaminhar-se-ão; se negarem, sabe que a ti só compete a proclamação da mensagem. E Allah é observador dos Seus Servos" (3:20).

    "Dize: Ó seguidores do Livro! Vinde a uma palavra igual entre nós e vós: não adoresmos senão a Allah, e nada lhe associemos e não tomemos uns aos outros por senhores, além de Allah. E se voltarem as costas, dizei: Testemunhai que somos muçulmanos". (3:64).

    "Por certo, os que crêem e os que praticam o judaísmo e os cristãos e os sabeus, qualquer dentre eles que creu em Allah e no Derradeiro Dia e fez o bem terá seu prêmio junto de seu Senhor; e nada haverá que temer por eles, e eles não se entristecerão". (2:62).

    E quanto a forma que devemos tratar a todos a nossa volta independente de serem muçulmanos ou não o Sagrado Alcorão ainda diz:

    "E adorai a Allah e nada lhe associeis. E tende benevolência para com os pais e os parentes e os órfãos e os necessitados e o vizinho e o companheiro achegado e o filho do caminho (peregrinos)... Por certo, Allah não ama quem é presunçoso, arrogante... (4:36).

    Bem estas são as palavras que Allah, o Deus Único a quem adoramos e a quem o próprio Jesus adorava.

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