domingo, 15 de fevereiro de 2009

Desmascarando o Pr. Silas Malafaia

Quem se aventurar em desenterrar dos porões escuros e fétidos do Cristianismo onde apodrecem líderes e outras personalidades que tiveram alguma importância “santificada” na história desta religião, certamente que não dará conta na exumação de todos os cadáveres.
Reis e príncipes, padres, bispos, papas, santos, teólogos, insanos, corruptos, autoritários, torturadores, sanguinários, surrupiadores, carrascos… há uma infinidade de bestas que de alguma forma já deixaram suas marcas de terror na humanidade – em nome de Deus.
Mas se nos atentarmos para os tempos atuais, percebemos, infelizmente, que a fábrica de figuras sacrossantas continua fazendo a reposição de peças demoníacas. Há uma diversidade imensa de personalidades, cada uma delas com seus repertórios de classificação do mundo em termos do que é moral e imoral, verdade e mentira, bom e mau, divino e demoníaco.
É certo também que a economia mudou, e a religiosidade também caminha de acordo com os ditames do lucro e da produção do mundo concreto dos homens. No Ocidente, em grande parte, a imposição dogmática já não se faz mais pela ponta da espada e da lança, não é marcada pelo fogo, pelo apedrejamento, pela forca e outros rituais macabros criados pelo homem de Deus.
Entretanto, as mudanças políticas, econômicas e sociais não nos isentam, lamentavelmente, para dizer que nos dias atuais, a histeria religiosa seja menos menos perigosa que nos tempos passados. Retira-se o sangue de cena e emprega outros meios perversamente silenciosos, escamoteados, falaciosos e perfeitamente legitimados em nome daquilo que ainda parece ser algo que não deve ser criticado nem questionado: a religião.
Não vemos problemas em criticar e polemizar assuntos tais como política, moda, filosofia, ciência, economia, sociedade, práticas sociais e uma infinidade de questões que nos rodeiam. Essa mesma aceitação, não é de consenso, facilmente reconhecida quando pensamos em questionar as religiões. A religião e o que está sob o seu controle, carregam, ainda, a idéia de que é santo, sagrado, intocável, além do nosso entender. Algo que o homem não deve falar, mas respeitar enquanto legitimidade absoluta.
O mesmo parece se aplicar aos líderes religiosos que despontam em palanques com suas palavras que não fazem o estardalhaço de uma bomba nuclear, mas são tão ou mais perigosas e violentas quanto. Em silêncio, o trabalho desses líderes é a formação de legiões que possam ser manipuladas e controladas de acordo com os princípios retirados da Bíblia e modificados de acordo com as intenções materiais da alta cúpula.
Um desses nomes atende por pastor Silas Malafaia. Mais que uma celebridade entre os evangélicos, é um líder pronto a ser visto como mártir ou como herói de acordo com as necessidades; porta-voz de Jesus Cristo, Deus e o Espírito Santo, as palavras que saem da boca deste homem são prontamente aceitas como a verdade absoluta; receitadas pelos céus, elas servem para classificar o mundo, os homens e suas ações.
Sua autoridade cresce de acordo com o nível dos subalternos que aceitam passivamente as características autoritárias de um falastrão estridente cujas palavras sibilam no “coração” dos que buscam a imortalidade, a eternidade, a cura, a riqueza, a felicidade, um amuleto para a condição frágil e desesperadora da existência. Uma condição qualquer que dê sentido às suas vidas e seus limites humanos tão acostumados às regras, diretrizes e ditames elencados no magistrado da verdade.
Entre as inúmeras peripécias do arsenal imoral do pastor Silas Malafaia, altamente eficazes no que diz respeito ao aprisionamento e sepultamento de vidas no aqui-e-agora em detrimento de um futuro de ilusão onde não há direito à indenização caso as promessas não forem cumpridas, há fortes bases de (1) defesa do ultrajante criacionismo, (2) da crítica que se confunde com o ódio aos homossexuais, (3) da santificação do espermatozóide enquanto justificativa para não aceitação do aborto e uma (4) truculência sem limites aos cientistas e estudiosos que têm em vista os avanços nos estudos com as células troncos.
Tudo devidamente “justificado e legitimado” em nome da religiosidade; dos princípios de loucos, insanos e bárbaros que depositaram lendas, contos, mitos e leis sanguinárias num livro chamado Bíblia e regidos pela trindade composta pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo – que compõem o único tribunal capaz de julgar tudo o que seja possível imaginar e, principalmente, ainda não imaginado, pelos homens.
Guardem o nome desse falastrão: pastor Silas Malafaia, apresentador do programa evangélico Vitória em Cristo. Seu principal inimigo na terra é alguém bem semelhante, embora com estampagem diferente, é produto da mesma fábrica virulenta da religiosidade mercadológica, bispo Edir Macedo. Há outros inimigos que estão na pauta deste coronel de Deus, os homossexuais, as prostitutas, os cientistas, os ateus, os católicos, os espíritas, muçulmanos… e todos aqueles que se opuserem às suas palavras ungidas por Deus.
O Eterno Retorno ainda irá trazer mais contos demoníacos sobre Silas Malafaia e outras bestas que aprisionam, cada vez mais, homens e mulheres vítimas das seduções adocicadas que brotam, há milênios, das fontes do ódio e do terror, sobretudo, do Cristianismo.

Artigo gentilmente cedido pelo Blog: Eterno Retorno ( http://www.eternoretorno.com/)

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