sábado, 23 de maio de 2009

O Preço da Banalização do Sexo na Mídia


"Vamos filinha, dança o "créu" pro papai ver! Ah que linda... "

Essas frases tão comuns hoje em dia têm levado a resultados cada vez mais desastrosos na nossa sociedade. A banalização do sexo levada pela mídia através das novelas, dos programas televisivos e das rádios e pela proliferação da "cultura do funk", tem gerado jovens erotizados cada vez mais cedo, inclusive na própria infância. E os que pensam que isto só ocorre se tais crianças forem colocadas cara a cara com um filme pornográfico, se enganam redondamente. Pesquisas comprovam que a personalidade do ser humano é formada até os sete anos de idade, logo se esta criança é exposta a músicas de duplo sentido, estimulada a mostrar o corpo e a dançarem de forma obscena como vêm muitas vezes seus próprios pais fazerem, naturalmente ela imitará tal atitude. E o resultado disso é a epidemia que vemos se alastrar em nosso país: a gravidez na adolescência e mesmo na infância.

Há poucos dias em um telejornal uma reportagem mostrava que o número de mães entre os 12 e os 17 anos de idade era assombrosamente maior a cada ano. E por que? O que você acharia se uma filha sua dentro desta faixa etária aparecesse grávida? O fato é que as bonecas, os brinquedos têm sido abandonados em troca do tão prometido prazer do sexo. Prazer este que traz como tudo na vida as suas consequências se não for usufruído no tempo devido e com as precauções necessárias.

É considerado normal hoje em dia se vermos uma menina de 3 anos de idade usando batom, mini-saia e top e rebolando. É tido como normal o pai desde cedo incentivar ao filho ter várias namoradas, dizendo que o mesmo é "pegador", "garanhão" e etc. Preocupa-se mais em que seu filho mostre virilidade que caráter.

O que você acharia se visse a sua mãe sendo chamada por outro homem de "cachorra" ou "potranca"? Creio que não seria nada agradável. No entanto já temos idade suficiente para discernir tal coisa. Agora imagine você uma criança ouvir isso a respeito de sua mãe.

Se não bastasse a gravidez precoce, quase 100% dessas mães são também solteiras, o que compromete também a formação da família. Logo também a célula mater da sociedade está sendo dia a dia comprometida, pois é cada vez mais comum os filhos serem criados sem a presença do pai. Quando muito, com a presença parcial do mesmo.
Quantas vezes ao andarmos na rua, e principalmente nossas irmãs muçulmanas, ouvimos piadas e brincadeiras de mal gosto pelo fato de andarem cobertas sem mostrar o corpo e etc.? Porém em nosso meio o índice de crianças grávidas é zero, o de adolescentes é ínfimo, e mesmo assim as estão grávidas têm seus maridos e são emancipadas. Logo, na sociedade islâmica que é tão vilipendiada pela sociedade ocidental, preconiza a moral, a educação no lar, na escola e os valores familiares não temos tais problemas, pois a criança muçulmana recebe orientação de seus pais não pelas meras palavras, mas também e principalmente pelos seus exemplos. Assim jamais um filho verá seu pai utilizar palavras de baixo de calão, tratar sua mãe e esposa com apelidos degradantes ou incentivá-lo a ouvir e ver programas que rebaixem a condição feminina.

Se a pedofilia e os crimes de abuso sexual aumentam nos dias atais não é direta ou indiretamente por conta da educação dada aos nossos filhos e ao "alimento mental" que consumimos e damos a eles? E como acabar com este maldito ciclo canceroso e putrefato? Mudando a atitude dentro de nossa própria casa, de nossa própria família, porque toda e qualquer mudança efetiva só pode ocorrer de dentro pra fora. E nossa sociedade será tão boa quanto a nossa família, os nossos pensamentos e a educação em nosso lar o for.

Nenhum comentário:

Postar um comentário