domingo, 2 de agosto de 2009

Preconceito e Desinformação Super Interessante

Depois da reportagem sobre o livro "A Jóia de Medina" escrita pelo jornalista Francisco Alves Filho da revista Isto É em que o mesmo insulta o Islam, assim como o Profeta Muhammad (S.A.W.S.) e sua esposa Aisha (R.A.A.) faltando com qualquer ética profissional. Desta vez pesquisando sobre a pauta que elaboramos sobre o Califado Universal encontramos um artigo da revista Super Interessante escrito por Dagomir Marquzi que segue a mesma linha de seu colega.

Em seu artigo intitulado: "E se o Brasil fosse conquistado pelos fundamentalistas islâmicos?" Dagomir faz as mais torpes, irônicas e tolas comparações. Dentre elas o mesmo especula sobre uma suposta conquista das terras Brasileiras por Bin Laden em que o mesmo se tornaria um Califa Universal.
Ora, nada evidencia mais a malícia e a falta de informação deste jornalista quanto tal artigo. Se o mesmo buscasse pesquisar de forma imparcial tal como um profissional da área o deve fazer, saberia que Bin Laden de forma alguma tem o apoio de sequer 1% dos muçulmanos do planeta. Logo seria impossível que ele se tornasse um Califa. Se isso não bastasse, para que haja um Califado é necessária uma Shura. Ou seja, um conselho de homens de conduta ilibada e caráter irrepreensível. Isto posto, se torna evidente que seria inviável um Califado governado por Bin Laden e seus comparsas, até mesmo porque se deve ter o apoio popular ao Califa, o que já dissemos que falta para quem o sr. Dagomir pretende fazer ser um candidato a tal cargo.

Segundo Dagomir (que se encontra na foto acima) que demonstra um extremo preconceito sobre o Islam e os muçulmanos assim como desconhecimento sobre as práticas religiosas e sociais do sistema de Califado. De acordo com ele as mulheres devem valer menos que cabras.
Temos percebido de forma tão torpe e covarde a nossa mídia tem tentado nos impor as inverdades preconceituosas que jornalistas que sequer deveriam circular pelo mercado de trabalho por burlarem a ética e a lei em nome da liberdade de expressão tais como Dagomir Marquezi e Francisco Alves Filho. Nos perguntamos se diante de tais "profissionais" anti-éticos devemos ser passivos e apenas lermos suas matérias que tem a pretenção não de informar ou levar a cultura ao povo, mas de torná-lo cada vez mais desinformado, menos politizado ajudando assim a um sistema governamental em que a corrupção cresce e a educação diminui, de modo que assim possamos deixar o país nas mãos de pessoas imorais como eles próprios.
A parcialidade das mídias atuais no país nos faz questionar por exemplo a se realmente o diploma na vida de um jornalista faz alguma diferença, uma vez que muitos diplomados têm falado e escrito tantas asneiras como as que temos acompanhado.
Em seu artigo Dagomir diz que a música seria proíbida como se isso fosse algo completamente aceito no Islam e pelos muçulmanos e como se isso devesse ser imposto aos não muçulmanos também. Ocorre porém que os ahadice (plural de hadice, que quer dizer dito, segundo a tardição do Profeta Muhammad S.A.W.S.) que falam sobre a proibição da música são completamente fracos e carecem de base.
Fico me perguntando qual o parâmetro social que tais jornalistas têm para poderem fazer uma comparação entre o nosso sistema social do ocidente com o sistema de califado que sequer existe atualmente mesmo nos países de maioria muçulmana.


Em um slogan da revista diz: "Quem lê a Super enxerga o mundo de maneira diferente". Cremos que de fato se as pessoas começarem a enxergar o mundo desta forma em breve estaremos revivendo os moldes nazistas, diatoriais ou numa nova Ku Klux Klan espalhando o preconceito, o racismo e a intolerância por todo o país.


Está certo que este artigo foi escrito há tempos mas sempre é tempo de nos defendermos quando somos atacados. O artigo que gerou esta matéria encontra-se em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_209172.shtml


O que podemos fazer então contra esta onda islamofóbica? O mesmo que fizemos com a revista Isto é. Vejamos:
Boicote:


Como todo muçulmano devemos seguir a lei do país em que estamos e de forma pacífica de acordo com o agravo a que fomos sujeitados. Por isso faça o seguinte:
  1. Escreva um e-mail para: superleitor.abril@atleitor.com.br aos cuidados de Adriana Meneghello. Envie uma cópia para info@wamy.org.br . Esta não é uma campanha odicial da Wamy, porém como a mesma luta no combate a islamofobia creio que seja de interesse para a mesma.
  2. Evite entrar no site da revista pois é dessa forma que os mesmos ganham dinheiro com seus anunciantes.
  3. Não comprem a revista Super Interessante nas bancas.
  4. Desaconselhem aos seus amigos e parentes a leitura da mesma como um veículo de desinformação e desserviço publico como um meio para banir a cultura brasileira.

2 comentários:

  1. Omar:

    Eu jamais quis ofender a religião muçulmana com esse artigo na SuperInteressante. Mesmo porque eu sou um homem profundamente religioso, e não aceito ofensas a qualquer fé, seja lá qual for. Esse artigo para a SuperInteressante tem antes de tudo um tom satírico. Veja a data em que foi escrito: novembro de 2001! O mundo estava pegando fogo com o recente atentado ao World Trade Center. Naquele ano todos nós falamos coisas no calor dos acontecimentos.

    Eu jamais escreveria uma matéria anti-muçulmana, pois se tem algo que não suporto é preconcento, seja ele qual for. O que eu escrevi foi uma matéria anti-extremismo. E você mesmo concorda que existe uma pequena minoria de muçulmanos que quer sim governar o mundo inteiro com leis repressivas, incluindo banir a música e qualquer forma de diversão. Não seria coerente da minha parte, que adoro música árabe e toco derbake, achar que todos os muçulmanos são iguais a Bin Laden.

    Você mesmo no seu post coloca isso claramente: Bin Laden não representa 1% da população muçulmana do planeta. O artigo/sátira foi dirigido a gente como ele e al-Zawahiri, extremistas violentos e repressores, e não aos muçulmanos em geral.

    De qualquer jeito eu peço desculpas se errei em alguma informação. E não vejo sentido em pedir o boicote a uma revista por um artigo escrito há quase 8 anos atrás, numa situação diferente para todos nós. Não tenho mais qualquer ligação com a revista, mas acho que esse boicote seria, isso sim, uma atitude intolerante numa época em que precisamos acima de tudo de diálogo e compreensão mútuas. Acho também que você foi injusto em me qualificar como "imoral", e "anti-ético", num julgamento precipitado baseado num pequeno artigo deslocado no tempo. No fundo parece que hoje, em 2009, nós concordamos mais do que discordamos.

    Atenciosamente

    Dagomir Marquezi
    dagoblog@gmail.com

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  2. Como o Blog a Nova Cruzada preza pela justiça assim como ensina o Islam e utilizamos de direito de resposta fazendo uma réplica, cremos que obviamente o Senhor Dagomir tenha todo o direito de fazer sua tráplica. Motivo pelo qual deixamos e fazemos constar aqui o seu comentário.

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