sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Nobel da Paz Envia 30.000 Soldados Para a Guerra


Talvez você leitor ache que nós muitas vezes sejamos metódicos demais ao criticar um sistema de governo, um método de se implantar uma religião com cunho mercantilista, ou até mesmo ao falarmos sobre as contradições existentes no mundo ocidental, que tenta a todo custo mostrar-se como o suprasumo da civilização, mas que tem decaído moralmente dia após dia.


Um exemplo claro do que dissemos acima é o fato de o presidente da república dos E.U.A., Barack Obama ter recebido o Prêmio Nobel da Paz em outubro deste ano sem nada ter feito para merecê-lo. Poderíamos então perguntar se este chegou a altura de grandes vultos históricos como: Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama e Nelson Mandela (que chegaram a receber o prêmio), enquanto verdadeiros pacifistas como: Mahatma Gandhi, Sérgio Veira de Mello e tantos outros foram relegados ao esquecimento.

O que mais nos impressiona nesta tão contraditória sociedade ocidental é que cerca de dois meses depois o presidente americanos e Nobel da Paz enviou uma tropa de pelo menos 30.000 soldados para a guerra do Afeganistão, prorrogando-a assim até julho de 2011.
Seguindo os passos de seu antecessor George W. Bush porém com um molde mais carismático, adere a uma nova estratégia baseada no "morde e assopra". Diga-se de passagem: mordendo mais que assoprando.


De acordo com o critério utilizado para escolha de Barack Obama, nos questionamos porque então em anos anteriores não foram escolhidos como grandes agentes da paz: Adolf Hitler, Mussolini, Bin Laden, Sadan Hussein, Ehud Olmert e companhia. A premiação de Obama para o Nobel da Paz nos faz refletir sinceramente se o Nobel é da Paz ou da Guerra, e se os envolvidos em indicar tais laureados possuem idoneidade moral para esta grande responsabilidade de criar modelos formadores de opinião para a humanidade.

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