quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Paulo de Tarso: O Grande Deturpador


Ao ler a frase título deste artigo muitos talvez fiquem chocados. Porém o fato é que já há diversos séculos o Cristianismo tem sido paradoxalmente a antítese da doutrina ensinada pelo Messias Jesus (A.A.S.)[1], tudo isso graças a um personagem da história que ingressou nas fileiras cristãs justamente com o intuito de afastar deliberadamente os seguidores do puro ensinamento monoteísta para a idolatria paulina. Como? É o que veremos aqui. Paulo de Tarso após ver que a morte dos seguidores de Jesus (A.A.S.) só fazia com que o número de adeptos crescesse resolveu então aderir a filosofia do “quem não pode com eles, junte-se a eles”. No mundo dos negócios Paulo seria comparado aqueles acionistas que compram na baixa para vender na alta, pois a priori os cristãos estavam sendo perseguidos. Mas quando a situação mudasse, este já teria se tornado um líder no meio do povo e assim poderia usufruir de seu status.
Se observarmos atentamente, Paulo de Tarso a todo momento, se não contradiz os ensinamentos de seu suposto mestre, contradiz a si mesmo. Vejamos:
Jesus (A.A.S.) disse:
“Vós sois do diabo, vosso pai, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”. (Jo.8:44).
Mas Paulo de Tarso diz:
“Mas que importa? De qualquer maneira - ou com segundas intenções ou sinceramente – Cristo é proclamado, e com isso me regozijo”. (Fl.1:18).
Comprando as duas passagens acima podemos perguntar: A quem Paulo seguia? Porém isso não acaba por aqui, e as controvérsias de do pseudo-apóstolo apenas crescem.
Quem por exemplo, intitulou a Paulo, como apóstolo de Jesus (A.A.S.), uma vez que ele já tinha ascendido aos céus antes da época de Paulo? Se respondermos que ele foi escolhido para tal honrado posto pelo próprio Jesus (A.A.S.) na visão que teve quando estava rumando para Damasco em seu cavalo, então veremos que esta mais uma vez não passa de uma farsa:

“Estando ele em viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saul, Saul, porque me persegues?’ Ele perguntou: ‘Quem és Senhor?[2]’ E a resposta: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer’. Os homens que com ele viajavam detiveram-se, emudecidos de espanto, ouvindo a voz mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Conduzindo-o, então, pela mão, fizeram-no entrar em Damasco. Esteve três dias sem ver, e nada comeu nem bebeu”. (At.9:6-9).

Veja no entanto o relato a seguir sobre o mesmo fato histórico:

“Os que estavam comigo viram a luz, mas não escutaram a voz de quem falava comigo”. (At.22:9).

Se formos coerentes será evidente que ou eles ouviam e não viam, ou viam e não viam. Reações contrárias das mesmas pessoas no mesmo fato são impossíveis.
Notemos também que a humildade sempre foi a marca registrada do Profeta Jesus (A.A.S.) e de seus discípulos. Porém vejamos que esta era uma virtude com a qual Paulo não se familiarizava, pois se sentia superior inclusive aos verdadeiros apóstolos a quem o Messias tinha escolhido:

“E por parte dos que eram tidos por notáveis – o que na realidade eles fossem não me interessa; Deus não faz acepção de pessoas – de qualquer forma, os notáveis nada me acrescentaram[3]. Pelo contrário, vendo que a mim fora confiado o evangelho dos incircuncisos como a Pedro o dos circuncisos[4] – pois aquele que operava e, Pedro para a missão dos circuncisos operou também em mimem favor dos gentios – e conhecendo a graça em mim concedida, Tiago, Cefas e João, os notáveis tidos como colunas, estenderam-nos a mão, a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão: nós pregaríamos aos gentios e eles aos da Circuncisão. Nós só nos devíamos lembrar dos pobres, o que, aliás, tenho procurado fazer com solicitude”. (Gl.2:6-9).

Note que a prepotência de Paulo em relação aos verdadeiros apóstolos de Jesus (A.A.S.) vai ainda mais longe:
Todavia, julgo não ser inferior, em coisa alguma, a esses ‘eminentes apóstolos’! Ainda que seja imperito no falar, não o sou no saber. Em tudo e de todos os modos, vo-lo mostramos”. (2Cor.11:5-6).
Quanto ao valor das escrituras, Paulo diz:
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar nas justiça,a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra”. (2Tm.3:16-17).
Mas Paulo os escritos de Paulo não eram inspirados por Deus, mas por ele próprio, ou melhor dizendo, pelo seu próprio ego:
“Aos outros digo eu, não o Senhor...” (1Cor.7:12).
Ou seja o ensinamento dado aqui por Paulo, não tinha o aval de Deus, mas provinha do próprio pseudo-apóstolo.
Paulo afirma que basta apenas crer em Jesus para ser salvo, afirmando que nada precisa ser feito de concreto, bastando apenas à fé. Acompanhe:
“Sabendo, entretanto, que o homem não se justifica pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado[5]”. (Gl.2:16).
Veja, porém que Paulo se contradiz mais uma vez:
“Porque não são os que ouvem a lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que serão justificados”. (Rm.2:13).
Ora, comparando-se as duas passagens acima, seremos justificados pela fé e não pela lei, ou pela lei e não pela fé? Continuemos seguindo o raciocínio de Paulo:
“Pela graça fostes salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é o dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se encha de orgulho”. (Ef.2:8).
No entanto Tiago que era sim apóstolo de Jesus (A.A.S.) e viveu diretamente com ele e foi testemunha de tudo que o Messias ensinou, aprendendo diretamente do Mensageiro de Deus (Jesus) (A.A.S.), disse:
“Meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? Acaso a fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã não tiverem o que vestir e lhe faltar o necessário para a sua manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também a fé se não tiver obras, está completamente morta”. (Tg.2:14-17).
Os complexos ensinamentos de Paulo de Tarso estavam diametralmente opostos à simplicidade a que Jesus (A.A.S.) exortou. Tanto é assim que o próprio Pedro, discípulo direto do Messias chegou a ponto de afirmar que seus ensinamentos eram difíceis de serem entendidos até mesmo para ele. Veja:
“Considerai a longanimidade de nosso Senhor como a nossa salvação, conforme também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada. Isto mesmo faz ele em todas as cartas, ao falar nelas desse tema. É verdade que em suas cartas se encontram alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e vacilantes torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd.3:15-16).
Paulo como sempre com suas complexas teorias tentou também abordar o assunto do véu, porém se perdeu dentro de seus próprios sofismas quando disse:

“Toda mulher que ore ou profetize com a cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é o mesmo que ter a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre, mande cortar os cabelos! Mas, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou raspados, cubra a cabeça! (...)
É por isso que a mulher deve disciplinar seu cabelo, por causa dos anjos. (...).
Julgai por vós mesmos: será conveniente que a mulher ore a Deus sem estar coberta de véu? A natureza mesma não vos ensina que é desonroso para o homem trazer cabelos compridos, ao passo que, para a mulher, é glória ter longa cabeleira, porque a cabeleira lhe foi dada como véu?“.
(1Cor.11:5-6,10,12-15).

Ora, de acordo com Paulo, como a mulher deve se portar em relação ao uso do véu? Primeiro ele alega que a mulher deve cobrir a sua cabeça com véu, pois senão está desonrada, porque seria o mesmo que ter a cabeça raspada. Logo depois, o mesmo nem termina sua linha de pensamento e diz que se a mulher não utiliza o véu deve cortar ou raspar os cabelos. Porém para uma mulher é vergonhoso e desonroso ter os cabelos desse modo, sendo indicado o uso do véu. Todavia em sua conclusão o mesmo dá uma resposta que contradiz tudo o que havia dito anteriormente, que a glória da mulher é ter longa cabeleira, pois esta foi dada por véu. Ora, se é assim, para que a necessidade do véu que ele frisou tanto antes?
Note que por ultimo ele não admite sequer contestação para explicar sua intrincada teoria, pois diz:

“Se, no entanto, alguém quiser contestar, não temos este costume, nem tampouco as Igrejas de Deus”. (1Cor.11:16).

Por ultimo vejamos que a revelação que Deus fazia a Paulo contradizia-se inclusive sobre o mesmo fato histórico que havia sido revelado ao Profeta Moisés (A.A.S.):
“E morreram dentre eles 24.000, devido à praga”. (Nm.25:9)
Paulo, porém disse:
“Nem nos entreguemos à fornicação, como alguns deles se entregaram, de modo a perecerem num só dia 23.000”. (1Cor.10:8).
Bem depois de expostos todos os fatos fica o questionamento sobre se Paulo de Tarso é idôneo o suficiente para se autoproclamar apóstolo de Jesus (A.A.S.). ele que deturpou assustadoramente os ensinamentos do Profeta ao qual ele dizia seguir.
Reflita por si mesmo, não seja levado por especulações de líderes religiosos, use o seu discernimento. É um direito inalienável seu, pois afinal como disse Jesus (A.A.S.): “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo.8:32).



[1] Que a Paz esteja com ele.
[2] Ora pergunta um tanto sem nexo, uma vez que Paulo mesmo já afirma ser o Senhor
[3] Nota-se aqui a prepotência de Paulo achando-se superior aos eleitos por Jesus (A.A.S.).
[4] Note que primeiro: o número dos incircuncisos era infinitamente maior do que o dos circuncisos, sendo assim Paulo ficaria com o poder político da maior parte. Segundo: foi confiado um evangelho a Pedro e outro a Paulo. Quantos evangelhos existem se a mensagem de Jesus (A.A.S.) foi apenas uma?
[5] Note que aqui Paulo renega a Torah recebida por Moisés e presente no Pentateuco Bíblico. Porém o Próprio Jesus (A.A.S.), afirmou que não veio revogar a lei, mas dar pleno cumprimento a ela.

Idolatria Kids

No ultimo domingo, dia 14 de fevereiro de 2010, me surpreendi ao ler no Jornal Extra - publicado pelo Jornal O Globo no Rio de Janeiro -, uma matéria em que era anunciado o lançamento de bonecos aos moldes de Barbye e Ken, porém com personagens bíblicos tais como: Jesus, David, Golias e muitos outros. O problema é que no desvario criado em seus clientes, o mercado capitalista-gospel que está em franco crescimento esqueceu de avisar a seus consumidores que com isso estava desobedecendo a uma norma bíblica, que por sinal tem sido a bandeira levantada por muitos pentecostais e neopentecostais contra a igreja católica: as imagens. O que vemos é uma “declaração muda” de hipocrisia, pois se aponta o dedo para os erros de seu irmão, mas pratica-se o mesmo erro. Porém este nunca é tão grave quando o pecado de outrem.
De acordo com a Bíblia encontramos:

“Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que está lá em cima nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra”. (Ex.20:1).

E ainda temos:

“Os ídolos deles são prata e ouro, obras de mãos humanas: têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não tocam; têm pés, mas não andam; não há um murmúrio em sua garganta. Os que os fazem ficam como eles, todos aqueles que neles confiam”. (Sl.115:4-8).

Há inclusive pais que têm inclusive atribuído aos bonecos o fato de suas crianças estarem mais calmas. Será que elas não ficariam com qualquer outro boneco pelo fato de estarem distraídas brincando? Eis a idolatria implantada no meio de uma religião que deveria ser puramente monoteísta como consta nas escrituras.
O que ocorre é que as crianças já são ensinadas desde a mais tenra idade a serem incoerentes em seus pensamentos, palavras e ações, pois se as mesmas aprendem que as imagens da igreja católica são pecado, o que diferenciaria estas de seus bonecos que utilizam para brincar? Assim aprendem que não deve se fazer imagens de escultura, e condenarão quando se tornarem dultos a todos os que utilizarem delas, porém eles próprios assim como seus pais hoje as utilizavam como objeto de passa-tempo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Amor a Ummah: Abaixo ao Patriotismo!

Talvez os mais ufanistas se choquem ao descobrir que nós muçulmanos não somos patriotas. Porém talvez este espanto dure apenas até entender o coceito que temos de uma nação.

A nação no Islam não está dividida por barreiras territoriais ou políticas, ou ainda por um idioma. Nós jamais luataremos por um país que humilhe e e haja injustamente para com outro. Não defenderemos um país apenas porque somos daquela nacionalidade. Para nós muçulmanos não existem tais barreiras. Não estamos presos a elas, mas defendemos sim a Ummah, ou seja, a comunidade Islâmica presente em todo mundo, independente dos símbolos, costumes, ou regime político que este adote.

Muitos são os que temem ao verem na TV no período do Hajj (a peregrinação islâmica à Maka), as fileiras de oração formadas por irmãos muçulmanos de todos os cantos do mundo. Esta é uma demonstração da verdadeira Ummah, onde todos se reunem por um mesmo ideal: "Adorar a Allah" que é o centro de nossa nação, o Único Soberano da mesma. É sobre a égide de Allah e Seu Profeta (S.A.A.S.) que o muçulmano age, e é o Alcorão a Constituição desta nação. Deste modo, sempre que houver um irmão que tenha abraçado o Islam por sistema de vida, seja onde for, seja de qualquer raça ou nacionalidade, sofrendo injustiça e humilhação, nós, muçulmanos de todo mundo, estaremos de pé para defendê-lo.

PÁTRIA NÃO. UMMAH INSHA'ALLAH!

A Paz em Família

Talvez você leitor, tenha em mente que este blog seja apenas para denunciar os erros da sociedade ocidental, já tão degradada pela uzura do capitalismo, pela falta de cultura, pelo preconceito e tudo mais. Porém se devemos coibir o reprovável, também devemos indicar o que de bom haja nela, pois como a bela e alva e perfumada flor de lótus que nasce do fétido lodo, trazendo beleza e alegria aos nossos dias, também em meio a tanta obscuridade, há aqueles que conseguem vislumbrar um futuro - e por que não sermos ousados e dizermos um presente? - de paz entre os povos.

Há algumas semanas o Banco Itaú levou ao ar um belíssimo comercial sobre seu patrocínio à Seleção Brasileira. Nele um menino judeu ao brincar com sua bola, derruba uma saca de grãos de uma família muçulmana que está do outro lado da rua em uma feira. Porém devido a atitude tolerante e amistosa do menino muçulmano em devolver a bola de forma cordial, ocorre a integração entre os judeus e muçulmanos locais, mostrando assim que a essência tanto do Judaísmo é Shalom (paz em hebraico) e do Islam o nosso tão conhecido Salam (Paz em árabe).

Ao contrário do que muitos pensam, nós muçulmanos e judeus somos uma mesma família, descendentes do Profeta Abraão (A.A.S.) por meio dos Profetas Ismael e Isaac(A.A.S.). Sendo assim, os conflitos que ocorrem entre Palestina e Israel são meramente de cunho político, e nós muçulmanos repudiamos apenas ao sistema sionista, não aos judeus ou ao Judaísmo, que que teve origem na revelação de Allah, o Deus Único.

Atitudes como a do Banco Itaú nos deixam muito felizes, pois desta forma percebemos que assim como nós existem outros que aspiram a paz, a harmonia e a concórdia em nossa família, desejando assim que reine enfim no mundo Salam/Shalom.