domingo, 18 de abril de 2010

O Brasil de Hoje e o Califado



"A religião é o ópio do povo". Karl Marx certamente teria dito sua célebre frase de forma muito diferente se conhecesse o povo brasileiro, pois para este, o futebol, a cerveja, o churrasco e óbviamente a religião são as diversas doses de ópio do povo.

Estava passando pelas ruas desertas do Rio de Janeiro e de vez enquando ouvia-se ecoando das casas o grito de Gol. Em alguns bares, homens e mulheres assistiam à uma única e pequena TV na qual passava um jogo de futebol. Como não podia deixar de ser, a cerveja está sempre presente sobre a mesa. Tal situação então me levou a refletir e cuminou neste artigo.

Temos quatro anos de uma Copa do Mundo à outra. Também são quatro os anos que um político eleito por nosso precioso voto passará no poder. Porém acompanhamos muitas vezes os passos da Seleção Brasileira, discutimos nas ruas como se fossemos técnicos, e quando chega a Copa... tudo é festa. As pessoas se vestem de verde e amarelo e o Brasil literalmente pára quando nossa Seleção está em campo. Vibramos, torcemos, nos chateamos, enfim, nos emocionamos. O sentimento fica a flor da pele. Neste momento, e apenas ,o brasileiro se torna patriota. Mas por que isso não ocorre quando o assunto são as eleições? Por que não se acompanha durante os quatro anos que um parlamentar, presidente, governador ou prefeito estão em seu período de mandato, as suas ações meritórias e os seus deslizes? Simples: Porque para isso seria necessário tomar consciência de suas responsabilidades! Nosso povo está habituado a reclamar todo o tempo de nossos políticos, porém a negligência pesa sobre os ombros tanto dos governantes como do povo que assiste a sua derrocada de forma patética e conformista.

Certamente Karl Marx ou não conhecia ou então sabia muito pouco sobre o Islam quando disse tal frase, pois ao contrário do que se imagina o Islam não é apenas religião. Não se separa a religião dos assuntos do Estado ou da Ciência. Possuímos um sistema político, educacional, moral, penal, econômico integrados e muito mais. Por isso o muçulmano deve estar sempre "antenado" no que acontece ao seu redor. Deve cobrar as providências prometidas e não cumpridas. E em contrapartida deve cumprir para com seus deveres.

2010 é ano de eleição e de Copa do Mundo. Momento perfeito para serem realizadas diversas ações "por debaixo dos panos" enquanto o povo estará entretido com futebol e cerveja. Muitos comparecerão certamente à praças para diante de um telão vibrarem pelo Brasil vestidos com roupas na cor de nossa bandeira. Mas quem estará disposto a demonstrar o mesmo civismo na hora das eleições? Quem assitirá com igual atenção o horário político para saber a proposta de candidato, e caso ele seja eleito cobrar dele as suas já conhecidas promessas eleitoreiras? Se agimos como técnicos com nosso time, nossa seleção, está na hora de passarmos a "orquestrar" também a política em nosso país. Talvez você leitor possa pensar: "iii... lá vem outro querendo se eleger..." O fato é que eu não teria estômago para tuar num campo como a nossa política, já degradada e putrefacta. Não obstante sou a favor de uma outra forma de governo tão antiga, mas com aplicações tão práticas e modernas, mas a qual o mundo ocidental pouco conhece. Mesmo que já tenha lido em seus livros acadêmicos de história. Chama-se Califado. O Sistema de Califado devolve ao ser humano a sua dignidade e o status de custódio do resto da criação, tomando suas responsabilidades para si e exigindo seus direitos. Sejam estes para muçulmanos e não muçulmanos. Alguns destes direitos são:


  1. Direito à vida;

  2. Direito à propriedade privada;

  3. Direito à dignidade humana;

  4. Direito à privacidade;

  5. Direito à igualdade perante à lei;

  6. Direito às necessidades básicas;

  7. Direito à liberdade religiosa;

  8. Direito à liberdade de expressão...

Estes são direitos que funcionam na prática em um Estado Islâmico, e não mera tinta no papel como vemos no Brasil.
A religião no Brasil também tem sido motivo de grande alienação ao que está ocorrendo no mundo de forma global, como também em nosso país. Antigamente se dizia que abria-se uma igreja pentecostal em cada esquina, hoje encontram-se até 3 ou 4 de uma esquina à outra. É o caso no Rio de Janeiro como na Av. Edgar Romero em Madureira, ou na Av. Brasil em que 2 igrejas Assembléia de Deus encontram-se separadas por apenas 3 casas. Isso é necessário já que ambas são da mesma denominação? Religiões, ordens esotéricas e diversos tipos de organização são criadas a cada dia apenas para satisfazer o ego e o bolso de seus fundadores. Há instituições sérias em todos esses ramos? Certamente. Porém as instituições de caráter duvidoso são mais abundantes que estas. É como achar uma agulha num palheiro.

Com tais instituições vemos diversas pessoas desempregadas, porém servindo ao seu pastor as vezes em troca de uma cesta básica. Algumas dessas igrejas dizem que é pecado assistir TV, ler jornais e inclusive trabalhar fora. Que o homem ou a mulher podem trabalhar apenas para Jesus. E assim a alienação é praticada, a dependência da instituição que diz que "Só Jesus Salva e Liberta" é feita e o ser humano deixa-se escravizar, servindo após isso como motivo de desordem social ao ir para vagões de trens e para as calçadas gritarem em nome de um "deus" antropomorfizado como o vídeo que poderemos ver a seguir: www.youtube.com/watch?v=hlPJvUAbsuE cometendo com isso loucuras e insanidades. Este tipo de imagem certamente é conhecida de todos os leitores de nosso blog. Certamente já devem ter visto tal tipo de abominação pelas ruas.

Está na hora de acordarmos de mudarmos esse quadro, está na hora de nos tornarmos cidadãos conscientes e não mais "ovelhas" a serem guiadas como em um rebanho, deixando que outros pensem por nós e nos manipule.

4 comentários:

  1. Excelente seu post, pena que essa realidade não parece que vá mudar tão cedo. Precisamos nos unir, de fato, para passar ao povo algo diferente desse ópio que mistura cerveja, sexo promíscuo, bailes funk, e opiáceos similares.

    ResponderExcluir
  2. Caro Pr. Marcelo
    Salam Aleikum! (Que a paz esteja contigo).
    Nós, judeus, cristãos e muçulmanos, adoradores do Deus Único temos tantas coisas boas e em comum que podemos compartilhar que de fato podemos sim nos unirmos para tentar consicentizar a humanidade do destino nefasto que a aguarda se continuar a ir por este caminho,esquecendo ou mesmo se empenhando em ir contra as leis de Deus, expressas na Torah, na Bíblia e no Sagrado Alcorão.
    Ma Salam

    ResponderExcluir
  3. Caríssimo Omar,
    Aleikum Salam (se me permite utilizar vosso belo cumprimento),
    Vejo em ti interesse genuíno em iluminar as mentes diante de tão nefastas atitudes correntes neste mundo.
    Lembrei-me do grande sábio Saladino, cuja história tomei conhecimento anos atrás em um livro ocidental sobre os templários, mas que dava a ela as maiores honrarias como fiel do Islã. Não sei sua opinião sobre ele, mas entendo que acima de tudo devemos nos unir naquilo que podemos afirmar como testemunho do grande Deus Único (Seja Louvado para Sempre).
    Grande abraço,
    Pr.MArcelo

    ResponderExcluir
  4. Pr. Marcelo

    Gostaria muito de tê-lo como amigo, caso tenha orkut por favor me adicione.
    Quanto a questão de Salahudin (Saladino), ele foi um honorabilíssimo Cavaleiro que lutou pela causa de Deus.
    De onde o Sr. é? Rio de Janeiro?
    Caso sim, marquemos de nos conhecer pessoalmente.
    Ma Salam,
    Omar

    ResponderExcluir