sábado, 31 de julho de 2010

Ordem dos Templários na Atualidade Perde Princípios Morais e Difama o Islam

É bastante conhecido no Ocidente há séculos o quão nobre deve ser o caráter de um cavaleiro. Desde a idade média sempre foi preconizado que a palavra de um cavaleiro sempre deveria refletir a verdade. Tal preceito é a coluna central da Cavalaria.
É sabido por todos também que no período medieval os cruzados invadiram a Palestina e luataram com os muçulmanos a fim de tomar suas terras e bens. Porém encontraram a resistência dos muçulmanos que ali estavam. Os cavaleiros que deveriam manter tão nobres ideais estupravam mulheres casadas e virgens, depredavam aldeias e todo tipo sórdido de atos. Por este moitvo no ano de 1118 foi fundada a Ordem dos Pobres Cavaleios de Cristo do Templo de Salomão. Mas conhecidos popularmente como "Cavaleiros Templários". Estes, embora mantivessem os mesmos princípios interesseiros da Igreja, não combatiam para si próprios, mas à serviço da Igreja. Isso foi expresso inclusive em sua divisa que dizia: "Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomine Tuo da Gloriam", ou "Não Por Nós Senhor, Não Por Nós, Mas Para a Glória do Seu Nome", frase encontrada no primeiro versículo do Salmo 115.

Embora estivessem servindo a interesses excusos da Igreja o intuito inicial dos mesmos era servir a Deus através da Igreja a qual eles achavam que era a Sua instituição na Terra. Por isso faziam os votos monacais de obediência, pobreza e castidade característicos do Cristianismo. Todavia em meio ao combate com os muçulmanos acabaram fazendo até mesmo amizade dentre estes, com os quais aprenderam coisas que influenciaram profundamente o ocidente, como por exemplo a arte da construção, que mais tarde influenciou a Arquitetura Gótica das catedrais com seus arcos, muito semelhantes à algumas mesquitas, e também as capelas octogonais, referindo-se às 8 portas do paraíso como ensinadas no Islam.
Talvez agora você possa perguntar: Mas por que tantas explicações em relação ao caráter dos cavaleiros? A explicação é que esta mesma Ordem dos Templários, que no dias atuais é conhecida por Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém - OSMTJ perdeu em muito os seus princípios morais. Vejamos porque:
  1. A Ordem se torna hipócrita quando exige respeito à fé critã e em seu site chama os muçulmanos de radicais como pode ser visto clicando aqui. De acordo com a Ordem ainda a mesma como não poderia ser diferente associa erroneamente o Islam com o terrorismo. Porém o que nos espanta é que esta sempre foi uma Ordem que desde o período medieval sempre manteve laços com os muçulmanos.
  2. Ou a Ordem ou o Vaticano como lhe é comum distorce os ensinamentos Islâmicos aos afirmar "Para os muçulmanos, como se explica na carta Uma Palavra Comum, o amor é uma força transcendente e imperecível, que guia e transforma o respeito humano mútuo. Este amor, como nos ensina o Santo e amado Profeta Muhammad, procede do amor pelo Deus uno e trino. Um hadith mostra que a compaixão amorosa de Deus pela humanidade é maior inclusive que de uma mãe pelo seu filho". A deturpação das palavras dos muçulmanos se encontra no trecho acima em negrito, pois diferente dos cristãos, um muçulmano jamais, em tempo algum veria Deus com aspecto trino, mas apenas uno.
Vemos com isso que mesmo aqueles que enchem suas bocas e inflam seus peitos para falarem do amor a Deus da piedade cristã esquecem pois de um dos maiores mandamentos do Messias que diz: "Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. Porque observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está em seu próprio olho? Ou, como podes dizer ao teu irmão: 'Deixa-me tirar o cisco do teu olho', quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarásbem para tirar o cisco do olho do teu irmão". (Mt. 7:1-5). Vejamos porém que o Cristianismo ainda hoje nada tem de pacifista e tolerante:
Neste vídeo podemos ver a guerra que acontece até hoje entre Protestantes e Católicos na Irlanda do Norte. Não seria isso terrorismo? Como então acusar os muçulmanos de uma forma geral de terroristas se o "telhado" de nossos acusadores "é de vidro"? Tempos bons aqueles em que um cavaleiro era o sinal de alguém íntegro e que só abria a boca para falar a verdade e não para difamar. Porém tentamos entender, uma vez que o desespero começa a bater quando vemos o mundo dia pós dia se tornando muçulmano devido a falta de exemplos e doutrinas coerentes dentro de certas instituições.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Conceito de Jihad no Islam

Leitor, você provavelmente já leu em livros de história, revistas, jornais ou mesmo ouviu na TV a palavra Jihad. Seja por ignorância ou por má fé, o fato é que ela sempre é exposta com um significado errôneo, pois atribuem a ela o sentido de "guerra santa". Porém este é um conceito completamente estanho ao Islam e aos muçulmanos. Sendo no entanto bastante comum no Cristianismo com a sua "Santa" Inquisição, os tribunais do "Santo" Ofício e também as cruzadas, nas quais eram chamadas pelos próprios cristãos de Guerra Santa. Paulo de Tarso também disse na Bíblia Cristã: "Combati o bom combate" (2Tm. 4:7). Ora, então já chegamos com tudo isso à conclusão de que quem empreendeu uma Guerra "Santa" contra o Oriente foram os Cristãos e não ao contrário. Sendo assim o que seria o jihad?

Esta palavra provém do árabe e quer dizer literalmente "esforço". Logo o jihad que houve quando as cruzadas chegaram para saquear a Palestina por exemplo nada mas foi que o "esforço" para defender as famílias e as terras que já estavam ali. Porém o jihad vai muito além do conceito de defesa a um ataque. E no caso de guerra o jihad do muçulmano é sempre a defesa, jamais o ataque, pois Deus diz no Alcorão Sagrado: "Por certo, Allah não ama os agressores" (2:190).

Todo ser humano faz um Jihad (esforço) diário ao pegar um trém lotado para ir ao trabalho por exemplo, para com o seu salário sustentar a sua família que é um presente dado por Allah para que ele a cuide e proteja. Também é jihad (esforço) quando o jovem vai à escola e depois à faculdade em busca do conhecimento para que sirva da melhor forma possível à sociedade em que vive. E este serviço e esta busca de conhecimento também podem ser uma forma de adoração a Deus se ele assim intenciona antes de a empreendê-la diariamente.
Também é chamado de Jihad Nafs o combate que travamos contra o nosso próprio ego para que possamos extirpar de nós os nossos vícios e os nossos baixos instintos, nossas fraquezas de caráter, para que desta forma possamos nos transformar em melhores servos de Allah.
Eis o sublime conceito de Jihad tão deturpado pela mídia, por historiadores que deveriam ser imparciais, por líderes religiosos que subentende-se não deveriam mentir. Enfim, saiba que a cada dia você leitor empreende um Jihad. E que ele insha'Allah (Se Deus quiser) possa servir como uma adoração a Allah Subhana wa Ta'Ala (O Deus Altíssimo).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Cristianismo Que Jesus Não Ensinou

Embora pouco comentado, não é novidade que a Cristandade sempre esteve envolvida nos eventos mais obscuros da humanidade. E diga-se de passagem, não foram poucos. Dentre eles podemos citar: a morte de milhares de Palestinos inocentes no período das cruzadas, dentre eles idosos, mulheres e crianças, a "santa" inquisição, e o apoio do Papa Pio XII ao Nazismo. O que acarretou um cisma dentro da Igreja Católica Apostólica Romana - ICAR no Brasil na década de 1940, liderado por D. Carlos Duarte Costa, Arcebispo de Botucatu - SP e depois nomeado Bispo do Rio de Janeiro e por fim Bispo de Maura. D. Carlos então por não concordar com a conivência com o Nazismo, fundou então a Igreja Católica Apostólica Brasileira - ICAB, a quem até os dias de hoje a Igreja Romana persegue com uma ira insana e sem qualquer fundamento senão a mera politicagem.

Na ocasião supracitada o referido Bispo chegou a escrever o que ficou conhecido como "Manifesto do Bispo de Maura":

"O Arcebispo e os Bispos, com exceção de um, Monsenhor Fielder, tornaram-se agentes de Hitler. Todas as paróquias, mosteiros, escolas e a imprensa católica colocaram-se ao serviço do Nazismo e do Facismo".

D. Carlos Duarte Costa
Bispo de Maura

As igrejas cristãs protestantes porém não ficaram de fora em tais atrocidades, e o que vemos é que estas ultimas nos dias atuais chegaram a se igualar em suas crueldades. O Pastor Edgar Ray Killen por exemplo foi um líder da Ku Klux Klan, uma espécie de sociedade secreta, fundada por protestantes, se dedica até hoje a matar silenciosamente a: judeus, negros, católicos, asiáticos, muçulmanos e imigrantes.








Estamos dizendo com isso que todos os evangélicos são cruéis ou desumanos? Obviamente que não. Digo também que devido à todas as atrocidades citadas sobre a Igreja Católica, todos os católicos são "irracionais e cruéis" tal como o Papa Bento XVI acusou o Islam e os muçulmanos pouco depois de sua posse? Claro que não.

No entanto o que não podemos permitir é que o Islam seja difamado por tais denominações como se fossem poços de virtude quando elas mesmas têm contribuído para que o sangue de inocentes seja derramado, análogo ao que Israel hoje vem fazendo com os palestinos e que mesmo assim tem sido aclamado por certas linhas neopentecostais como um povo sofrido. Ora, quem é a vítima? Aquele que oprime ou o oprimido? O que ataca ou que defende? Sendo assim o governo Sionista de Israel que mata centenas de pessoas por dia seria o pobre coitado? E de acordo com o depoimento do Rabino Weiss, um "sacerdote judeu ortodoxo", veja quem são os grandes contribuíntes de todas essas perversidades:




Não é de nos espantar que o que o clero de certas instituições cristãs vem fazendo há séculos em nome de Deus. E longe disso ser algo que acontecia apenas na idade média, ainda se passa hoje diante de nossos olhos, onde aqueles líderes religiosos que deveriam ser os portadores da Palavra de Deus, e exemplos vivos desta, se tornam cada vez mais agentes de Satã. Veja o próximo vídeo e reflita com toda sinceridade se estas são atitudes que o próprio Profeta Jesus (A.S.) aprovaria:




Diante de atos tão sinistros e desumanos, como acreditarmos que estes ensinamentos dados hoje, são os mesmos dados por um profeta tão honrado como foi Jesus (A.S.)? Se assim fosse, que salvação seria essa ensinada por ele a custa do sofrimento alheio. Como você acha que ele se sentiria de ante de tantas distorções de seus ensinamentos e de seu próprio Evangelho? Só podemos chegar a uma conclusão: se isso que temos hoje é o Cristianismo como muitos crêm ter sido ensinado por Jesus (A.S.) certamente não foi tal profeta o seu fundador, mas um agente de Shaitan (Satã). Conheça os reais ensinamentos de Jesus (A.S.), conheça o Islam.

sábado, 17 de julho de 2010

Nós atrasados?

Frequentemente ouvimos declarações feitas até mesmo por pessoas pretensamente cultas, de que o Islam e os muçulmanos formam um sistema e uma nação atrasada. Será mesmo? Neste artigo mostraremos algumas contribuições dadas à humanidade por muçulmanos que seguiram ensinamento do Profeta Muhammad (S.A.W.S.) quando disse: "Procurar o conhecimento é uma obrigação de todo muçulmano e muçulmana".
Vejamos alguns casos:

Muhammad Bin Mussa Bin Al Khwarizmi

Ao fundar a "Casa da Aprendizagem", o Califa Al Mamun nomeou como seu diretor Muhammad Bin Mussa Bin Al Khwarizmi. O seu tratado de álgebra é intitulado: Al Gabr Wal Mukabala (Cálculo Por Símbolos). É da primeira parte do título deste trabalho que vem a palavra "álgebra", e de uma variante do nome do autor, Al Khwarizmi, a palavra "algarismo". É interessante dizer também que a primeira frase a ser lida no primeiro tratado de Algebra escrito por Al Khwarizmi foi: "Em nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso", presente em praticamente todas as Suratas do Alcorão, excetuando-se a Surata do Arrependimento.


Abu Raihan Muhammad Al Biruni



Al Biruini foi um extraordinário astrônomo, matemático, físico, médico, geógrafo e historiador. Falava grego, Sírio e Sânscrito além obviamente do árabe.

Dentre as descobertas de Al Biruini estão: sete maneiras diferentes de localizar a direção Norte-Sul, técnicas matemáticas para determinar com exatidão o início das estações, escreveu sobre o sol, seus movimentos e eclipse. Além disso, muitos séculos antes do resto do mundo, Al Biruini já defendia que a Terra gira sobre seu próprio eixo e calculava precisamente latitudes e longitudes. Estas observações estão contidas no livro "Al Athar Al Baqia". Escreveu ainda um tratado sobre cálculos horários em 1000 d.C..

Durante sua vida Al Biruini escreveu diversos livros e uma enciclopédia. É dele a frase: "Eu sirvo ao conhecimento para o bem do conhecimento, não por dinheiro".

Quem quiser saber mais sobre a vida deste sábio pode encontrar informações mais detalhadas em: www.islam.org.br/al_biruni.htm


Al Farabi

As obras dedicadas à sociedade e à filosofias políticas constituem uma das verdadeiras jóias da literatura muçulmana. Escritores das três principais línguas do Islam: árabe, persa e turca, expuseram variados e profundos pontos devista sobre a arte de governar e os diversos problemas da vida comunitária.

Al Farabi, o maior filósofo muçulmano antes de Avicenna, escreveu um tratado de alta espiritualidade e nobre sentimento intitulado "A Cidade Modelo".

Partindo do princípio platônico de que o homem foi feito para viver em sociedade, Al Farabi chega a conclusão que o Estado perfeitamente organizado deve cobrir todo o mundo habitado e compreender toda a humanidade.

A cidade ideal deve ser administrada por um governador supremo que possua essas qualidades: "grande inteligência, uma memória infalível, eloquência, um modo de pensar estudioso, amor pela justiça, firmeza de propósito sem fraqueza e determinação em fazer o bem". Se não conseguir encontrar todas essas qualidades num só homem ela poderia ser governada por dois, três ou mais que as reunam. Al Farabi chega então como Platão a idéia do Governo pelos Sábios.

Muitas outros vultos históricos de sabedoria, que contribuiram em muito com o seu saber para com a humanidade poderiam ser citados aqui. Porém teríamos uma lista infinda que tornaria monótono este artigo. Por isso recomendo que faça o Download do livro "A Contribuição Islâmica Para a Civilização Humana" no site do Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu em http://www.islam.com.br/ .

Quem Está Brincando Com Deus?

Leitor, há menos de uma semana, recebemos o comentário de um pastor dizendo que nós estávamos com nossos artigos brincando com Deus e não com a igreja. Porém todos sabem a alta estima que nós muçulmanos temos por religiosos sérios que de fato crêem no que fazem e não tentam engabelar o povo desvirtuando a palavra de Deus, fazendo suas inovações sem qualquer base nas escrituras. Porém, baseado nos vídeos abaixo, gostaria que você leitor refletisse: Quem está brincando com Deus?












sexta-feira, 16 de julho de 2010

Quem é Jesus Para os Muçulmanos

É muito comum ouvirmos algumas pessoas dizerem que os muçulmanos renegam a Jesus (A.S.) e que para se tornar muçulmano deve-se fazer este ou aquele ato que simbolicamente diz que você estará renegando a Jesus (A.S.). Tudo isso não passa de pura lenda. Lendas que como essas vêm denegrindo os muçulmanos desde a época das cruzadas.

Basta-nos dizer que o nome de Jesus (A.S.) aparece nada menos que 25 vezes no sagrado Alcorão, enquanto o do Próprio Profeta Muhammad (S.A.W.S.) por meio de quem veio a revelação do Alcorão figura apenas 5 vezes. O que torna claro que se o mesmo quisesse se promover as proporções seriam no mínimo inversas. Além disso o Sagrado Alcorão possui algo que mesmo a Bíblia Cristã não possui: um capítulo que recebe o nome da Mãe de Jesus, chamado "Sura Maryam" ou "Capítulo de Maria". Porém os muçulmanos diferente de católicos que possuem adoração pela Virgem Maria, que tentam chamar de veneração ou em grego uma hiperdulia (hiper-veneração) e algumas linhas neopentecostais que a colocam como uma mulher qualquer, os muçulmanos ocupam uma linha intermediária tomando-a como a mulher que foi escolhida e purificada sobre todas as mulheres, mas jamais a adorando, pois apenas Allah é digno de adoração. Diz o Sagrado Alcorão sobre isto:
"E lembra-lhes, Muhammad, de quando os anjos disseram, 'Ó Maria! Por certo Allah te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos. Ó Maria! Sê devota a teu Senhor e prostra-te e curva-te com os que se curvam (em oração).'" (Sagrado Alcorão 3:42-43).
Porém voltemo a Jesus (A.S.). Vejamos como Sagrado Alcorão fala sobre ele:
"Lembra-lhes de quando os anjos disseram: 'Ó Maria! Por certo Allah te alvissara um Verbo, vindo dEle, seu nome é O Messias, Jesus, Filho de Maria, sendo honorável nesta vida terrena e na Derradeira Vida, e dos achegados a Allah. E falará aos homens, no berço, e na maturidade, e será dos íntegros.'" (Sagrado Alcorão 3:45-46).
É interessante ressaltar que sempre que o nome de Jesus é citado vem acompanhado de títulos honrosos tais como: Hazrat (Venerável), Nabi (Profeta), Rasulullah (Mensageiro de Deus) e diversos outros, o que mostra o respeito que os muçulmanos têm por ele. Também após seu nome são utilizadas as palavras "Aleihi Salam (A.S.)" (Que a paz esteja com ele), utilizado apenas para os Profetas.
Para nós muçulmanos o primeiro milagre feito por Allah através de Jesus (A.S.) após o seu próprio nascimento de uma virgem, não foi o de ter transformado a água em vinho como figura nos Evangelhos Sinóticos, mas a de ter falado quando ainda recém-nascido, como podemos encontrar também no "Evangelho Apócrifo Árabe da Infância (de Jesus)".

Se nos aprofundarmos nas escrituras veremos que em nenhum momento Jesus (A.S.) declarou-se Deus. Pelo contrário, no Alcorão encontramos ele a dizer:

"Por certo, Allah é meu Senhor e vosso Senhor. Então adorai-O. Essa é a senda reta". (Sagrado Alcorão 3:51).
Allah, e obviamente o Islam classifica a adoração a qualquer ser além dEle como idolatria, que é o pecado mais grave que pode ser cometido pelo ser humano.
Na Bíblia também podemos encontrar pontos que deixam isso ainda mais claro. Jesus (A.S.) diz:

"Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos...". (Jo. 4:22).
Ora, se Jesus (A.S.) é Deus, como Deus adorava a Deus?
"Por mim mesmo, nada posso fazer: eu julgo segundo o que ouço, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" . (Jo. 5:30).
Bem, se Jesus (A.S.) é Deus, como ele por si só não pode fazer nada? Bem e a vontade dele é diferente da vontade de Deus, porém ele procursa fazer a vontade de Deus. Então ele seria Deus?

"Quanto à data e à hora , ninguém sabe nem os anjos no céu nem o Filho, somente o Pai". (Mc. 13:32).
Ora, mas uma vez, como Deus não sabe algo?
"Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus". (Mc. 10:18)
Mas mais uma vez: Jesus não é Deus? Então qual seria o problema de chamá-lo de bom?
Poderíamos citar diversas passagens bíblicas aqui em que torna-se claro que Jesus não é Deus, mas um Profeta de Deus, um Enviado de Deus, O Messias, um Verbo de Deus, mas não Deus propriamente dito.
Embora o Alcorão diga que todos os profetas, mesmo que tenham nascido junto ao povo hebreu fossem muçulmanos, - uma vez que a palavra muçulmano quer dizer "Submisso a vontade de Deus" - se perguntarmos a um cristão qual era a religião de Jesus (A.S.) ouviremos ele dizer que tal Profeta era Judeu. Se ainda assim fosse surgiriam algumas perguntas:


  1. Se Jesus (A.S.) era judeu, e praticava o Judaísmo, então seus discípulos não deveriam ser igualmente judeus?

  2. Se os Judeus seguem (adoram) a um Deus único, por que os seguidores de Jesus inventaram uma nova religião, onde Deus é trino (Pai, Filho, Espírito Santo)?


Bem de acordo com o Judaísmo, mas precisamente os 13 Princípios de Moshê Ben Maimônides, que foram todos baseados na Torah, e que é aceito integralmente há séculos como o "Credo Judaico" por judeus de todo o mundo, três em especial nos chamam atenção. São eles:

"Creio plenamente que o Criador é unico; que não existe unidade de qualquer forma igual a dEle; e que somente Ele é nosso D'us, foi e será".

"Creio plenamente que o Criador é incorpóreo e que está isento de qualquer propriedade antropomórifca".

"Creio plenamente que o Criador é o único a quem é aproproado rezar e que é proibido dirigir preces a qualquer outra entidade".

Bem, se pergunatarmos sobre quem foi Jesus (A.S.) para um judeu, teremos respostas tais como: "Jesus não é o Messias", "Jesus é um charlatão" ou "Jesus é um homem como outro qualquer". As respostas mais brandas mas que nega o fato de ser o Messias está no seguinte link: www.chabad.org.br/interativo/faq/n_cre.html . Porém em certas igrejas existe um certo ufanismo por Israel e pelo povo judeu, ou seja, pelo povo que renega o Profeta Jesus (A.S.) tanto como Profeta, Messias, Enviado de Deus ou qualquer coisa do gênero. Porém estas mesmas denominações atacam aos muçulmanos enquanto estes sim o vêm como: O Messias, um enviado de Deus, um servo de Deus, um mensageiro de Deus, um verbo de Deus e etc. Contraditório não?

O que nós muçulmanos negamos automaticamente quando fazemos a nossa Shahada (Testemunho de Fé), é que Jesus (A.S.) seja Deus ou Filho de Deus, mas jamais as condições citadas anteriormente. Inclusive quem as negar não poderá se tornar muçulmano, pois não se pode seguir o Islam renegando a qualquer Profeta desde o Profeta Adão (A.S.), passando por Noé, Abraão (A.S.), Ismael (A.S.), Isaque (A.S.), Moisés (A.S.), Jesus (A.S.) e Muhammad (S.A.A.S.). Nosso Testemunho de Fé diz: "Testemunho que não há outra divindade além de Deus (O Único)".

Outro conceito errado é de que nós adoramos ao Profeta Muhmmad (S.A.A.S.) ao invés do Profeta Jesus (A.S.). A grande verdade é que apenas Allah é digno de adoração, e não adoramos a qualquer Profeta.

Para incerrarmos é necessário dizer também a gisa de recordação que Allah não é um Deus particular dos muçulmanos, mas o mesmo Deus das escrituras. A palavra Allah é a mesma encontrada nas línguas semitas para Elloh, que em sua forma majestática no hebraico torna-se Elohim. Logo Allah é o mesmo Elohim dito tantas vezes na Bíblia.

Creio que com isso algumas dúvidas tenham sido sanadas quanto a forma que os cristãos tinham a respeito de quem é de fato Jesus (A.S.) para nós muçulmanos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os Nomes Mais Originais das Igrejas Evangélicas 3ª Edição

Quem não se lembra do nosso artigo do mês de agosto do ano passado intitulado: "Os 25 Nomes Mais Originais de Igrejas Evangélicas" e do quanto rimos com ele. Alguns chegaram a ponto de duvidar que tais bizarrices realmente existissem, e por isso passamos a nossa fonte de pesquisa. O artigo foi tão comentado que pouco depois fizemos uma segunda edição, e agora voltamos com a terceira edição.
Divirta-se:
  1. C.E.O. (Comunidade de Evangelização e Oração)
  2. Igreja Batista da Pomba Sacrificada
  3. Igreja Cristã do Novo Amanhã
  4. Igreja da Fé de Israel e Seu Povo Sofrido
  5. Igreja da Marcha a Jerusalém
  6. Comunidade Evangélica Remanescentes
  7. Igreja Evangélica a História dos Cristãos
  8. Igreja do Pastor Paulo Andrade (O homem que vive sem pecados)
  9. Igreja Evangélica Pentecostal Vencendo Vem Jesus
  10. Igreja Evangélica Que Era Eu, O Que Sou Hoje
  11. Igreja Pentecostal Armadura de Deus
  12. Igreja Pentecostal Esconderijo do Altíssimo
  13. Igreja Pentecostal Mistérios da Fé
  14. Igreja de Deus da Profecia no Brasil América do Sul
  15. Igreja de Deus no Brasil
  16. Igreja de Uma Vida Nova Para o Povo de Jardim Sulacap
  17. Igreja Assembléia de Deus Ministério Elhelhay
  18. Igreja Devotos de Cristo ao Extremo
  19. Igreja Divisão do Mar e Moisés
  20. Igreja Amor Maior Que Outra Força
  21. Igreja do Barro Santo Que Cura
  22. Igreja do Espírito Santo Perdido
  23. Igreja do Evangelho Pleno de Missão Coreana Petropolitana
  24. Igreja do Pastor Sassá
  25. Igreja do Rio Que Corre Torto
  26. Igreja e Bar Evangélico Arca Ltda. ME
  27. Igreja e Clube Diversão Para o Povo Cristão
  28. Igreja Evangélica A Maior
  29. Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
  30. Igreja Evangélica H.I.V. (Homem, Inteligência, Vida)

Será que podemos dar credibilidade a qualquer instiuição que se autonomeie desta forma?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Fim da Alienação

Enfim chegamos ao fim da Copa do Mundo de 2010, pois com a perda do Brasil para a Seleção Holandesa a Seleção Canarinho volta para casa. Porém nem tudo é negativo...
Pense bem leitor, toda Copa do Mundo é a mesma coisa: o Brasil pára. Repartições públicas deixam de funcionar e até mesmo empresas privadas quando funcionam o fazem precariamente. Enquanto isso, o Senado, as Câmaras de Deputados e Vereadores, as Prefeituras e demais organizações governamentais funcionam à pleno vapor. Óbviamente de forma extra-oficial, para tentar arrecadar o máximo possível para as contas individuais de seus integrantes. E o povo brasileiro, alheio a tudo isso, assiste vibrante os jogadores milionários de "pelada". O interessante é pensar que estes mesmos jogadores não têm que sequer frequentar uma universidade, enquanto médicos, enfermeiros e professores que se empenham em salvar vidas e construir o caráter do cidadão respectivamente, jamais receberão durante toda a sua vida o que um desses jogadores ganha por mês.

O campeonato mundial de futebol ainda não acabou oficialmente, mas o Brasil volta à sua rotina, abandonando o falso patriotismo que incorpora à cada quatro anos.

De que adianta sermos campeões mundiais de futebol se também estamos nos primeiros lugares do ranking de corrupção, fome, saúde pública precária e violência urbana? Agora o brasileiro volta a sua vida resignada e alheia a tudo que realmente lhe diga respeito, como as campanhas eleitorais que estão prestes a começar.

Durante esta Copa do Mundo muitos estranhavam o fato de minha esposa e eu não assistirmos os jogos do Brasil. Alguns chegavam a ponto de perguntar se não o fazíamos por sermos árabes. A verdade é que somos brasileiros, cariocas, porém somos avessos à forma como o povo se deixa iludir com tão pouco, sendo necessário apenas "Pão e Circo". Pense leitor: Se o brasileiro fosse tão interessado por política como o é por futebol, já seríamos certamente um país de primeiro mundo!
O brasileiro chora agora, mas a sua alienação dói muito mais no final do mês ao receber um salário mínimo miserável, que mal dá para sustentar sua família, dói quando um ente querido é morto por uma bala perdida, dói quando você vê as condições dos hospitais públicos e pessoas inocentes morrerem passivamente nas filas de espera, dói a ignorância de um povo que só é patriota de quatro em quatro anos para torcer pelo futebol, enquanto o Brasil de verdade escorre pelo esgoto do esquecimento e da indignidade a cada dia. Pense... quem você acha que ganha com a Copa do Mundo? Nós?