quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Islam é Proselitista?

Imposição do Islam, intolerância religiosa, Proselitismo, essas são algumas das inúmeras acusações feitas especialmente por missionários cristãos ao Islam. Mas será que elas procedem? É o que veremos neste artigo.
O que segue abaixo no próximo tópico é um excerto do livro "Os Direitos Humanos no Islam", de autoria do Dr. Zakaria El Berry:

Tolerância Religiosa no Islam
Quando Omar Ibn Al Khatab, o segundo Califa, foi com um contingente de seu exército a Jerusalém para concluir um tratado de paz com seus habitantes, ele viu as ruínas de uma construção quase soterrada. Quando inquiriu sobre aquilo, foi-lhe dito que fora um templo judaico, destruído pelos romanos. Ele, então, começou a remover a terra e transportá-la em seu manto para longe dali, gesto que foi imitado pelo seu exército. Em pouco tempo o templo estava limpo e foi reaberto para o culto dos judeus.
No tratado concluído com os habitantes de Jerusalém, Omar escreveu: "Eis o que o servo de Deus, Omar Ibn Al Khatab, o Emir dos Crentes, garante ao povo de Jerusalém:
Ele lhes garante a paz, e a segurança, a proteção deles e de suas propriedades, de suas igrejas e templos. Suas igrejas não poderão ser ocupadas por outros, nem podem ser demolidas ou reduzidas, e as propriedades das igrejas não poderão ser violadas. Eles não poderão ser oprimidos por causa de sua religião, e nenhum deles poderá ser injuriado".
No tratado que Omar Ibn Al As concluiu com o povo do Egito lemos: "Eis o que Omar Ibn Al As garante ao povo do Egito: Ele lhes garante a segurança e a proteção deles e de suas propriedades, de seus templos, de seus cultos, de suas igrejas, de suas terras, e de seus mares, sem lhes acrescentar ou diminuir em nada".
Quando Omar Ibn Al Khatab estava dentro da Igreja do Santo Sepulcro, e a hora da oração muçulmana chegou, ele foi orar fora da igreja. Quando lhe foi perguntado a respeito, respondeu:
"Temi que se tivesse orado dentro da igreja, poderiam os muçulmanos, em tempo futuro, reivindicá-la para suas próprias orações, sob o pretexto de que 'Omar orou dentro dela', e a transformariam em mesquita". Uma mesquita foi erigida no local onde Omar orou e continua até hoje como um evidente testemunho da tolerância e de justiça do Islam e de sua garantia à liberdade religiosa".
É válido lembrar que até os dias de hoje a guardiã das chaves da Igreja do Santo Sepulcro é uma família muçulmana, devido às inúmeras brigas que ocorrem entre os próprios cristãos.
Também não podemos deixar de lembrar que o próprio Omar que assegurou o direito de judeus e cristãos em Jerusalém, foi assassinado por um cristão por diversas punhaladas quando estava dirigindo a oração do alvorecer. Omar cambaleou e quando caiu ao chão pode ver o rosto de seu agressor. Ao vê-lo ainda conseguiu dizer: "Graças Senhor, por ele não ser um muçulmano".
Ainda nos dias atuais igrejas, mesquitas e sinagogas convivem em harmonia em diversas cidades do mundo.

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