sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Justiça Relativa dos E.U.A.

Caro leitor, qual seria a diferença entre duas mulheres adúlteras que tenham assassinado os seus respectivos maridos? Bem, aos olhos da razão nenhuma. Porém vemos que para o mundo a coisa não funciona bem assim, pois todos ficamos sabendo da condenação à pena de morte da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que causou grande comoção em todos. Os E.U.A. foi inclusive um dos governos que se levantou contra tal ato pois alegava que era uma violação dos Direitos Humanos e que ele, um país civilizado não poderia permitir isso em pleno século XXI, e assim prosseguiu com seu discurso hipócrita. Porém pasmem, isto valia apenas para o Irã, pois esta semana Teresa Lewis, uma cidadã norte americana foi condenada pela Suprema Corte dos E.U.A. à pena de morte pelo mesmo motivo que Ashtiani: "assassinato do marido". Diga-se de passagem que o ato criminoso foi incentivado pelo amante. 
Embora o adultério não seja visto em terras norte americanas como um crime a ser punido ela não foi culpada por este, porém cá entre nós, os delitos foram exatamente os mesmos: "assassinato do marido e adultério".
A execução de Teresa Lewis está marcada para daqui a dois dias, prazo tão curto assim anunciado para que não possa causar a mesma mobilização que o caso Ashtiani.
Tal incidente nos leva fatalmente à uma reflexão: Por que será que quando os Estados Unidos ou Israel mexem com energia nuclear não há qualquer problema, mas quando é o Irã, todos se voltam contra? Por que quando uma mulher é condenada à morte em outro país que não compactue com o Sionismo este é brutal e cruel, mas quando está de acordo com a política  e a "justiça" hipócrita sionista tudo é justificável? Pense...

Um comentário:

  1. Sr. Omar, gostei muito do seu blog, e principalmente nesse seu post sobre o caso americano. Para mim, a pena de morte, não é justificável, porém, se as leis dos países, sejam eles quais forem, permitirem a pena de morte, não sou eu que irei ser contra, afinal o Estado é constituído de cidadãos que aprovam e dão suporte as leis. Realmente a midia no Ocidente, foi parcial e mesquinha, e no caso americano, foi noticiado como algo "exótico" mas não foi noticiado com alarde, como o fato iraquiano. O senhor e concerteza as outras pessoas que leem seu blog, sabem( se nao souberem, saberão agora) que como o Irã, não quer se submeter as pressões ocidentais, será taxado sempre como um "Rogue State", ou seja um Estado a "margem" do sistema. É só pesquisar sobre o caso dos Judeus, que nada tem a ver como o Sionismo, um Judeu de verdade, que segue a Torá não irá compactuar com o Sionismo, vide, citando o Irã, o fato de haverem Judeus no Irã, desde o tempo do império persa, muito antes do surgimento do Islã, e que pela constituição Iraniana, além de terem voz e assento no parlamento Iraniano, e voz no conselho dos Aiatólás, não se ve em nenhum momento, nenhum tipo de perseguição aos judes, no Irã. O fato real, como o senhor deve saber, é que Israel, junto com os Estados Unidos, farão de tudo para demonizar a imagem do Irã, pervertendo tudo que o presidente do Irã for dizer.

    Convenhamos que Israel, não assinou o tratado de não-proliferação de armas nucleras, tendo inclusive, tentado vender armas nucleares para a africa do sul, na época do Apartaid, e que até os dias de hj, nunca negou, nem confirmou que possui, armas atomicas. O Grande medo de Israel, é mais algum outro pais do Oriente Médio, ter armas nucleares, de acordo com a ONU, de todos os países do mundo, somente 4 não assinaram o tratado( Coreira do Norte, India, Paquistão e Israel).

    De qualquer modo, parabéns pelo seu blog, e que ele continue crescendo.

    Ass; Bruno Karvas

    ResponderExcluir