segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Paganismo do Natal

Diferente do que a maioria dos cristãos pensam, o Natal nada tem haver com o nascimento do Profeta Jesus (A.A.S.), a quem Paulo de Tarso e a Igreja de Roma divinizaram. Árvores enfeitadas, guirlandas nas portas, isso é bem anterior a comemoração cristã. Há registros históricos de que os os celtas, que viveram há cerca milênios antes de nossa era adoravam em sua religião politeísta a uma deusa e um deus, a quem chamavam respectivamente de "Grande Mãe" e "Deus Cornífero". A maioria de seus rituais eram feitos sob um grande carvalho, árvore tida como sagrada por este povo, a qual enfeitavam pendurando coisas que achavam belas, como também pedidos aos seus deuses, pois essa era para eles uma espécie de pontes entre o céu e a terra, ou melhor: entre suas divindades e os seres humanos. A própria guirlanda era feita no inverno com folhas de pinheiro, pois eram as únicas que permaneciam verdes nesse período. Com elas entrelaçadas eram formados círculos e então eram penduradas nas portas como boas-vindas aos deuses.
Seja como for já é sabido por diversos historiadores laicos e cristãos hoje em dia que o Profeta Jesus (A.A.S.) não nasceu no dia 25 de dezembro, mas essa era a data de homenagear ao deus sol, ou melhor, o Sol Invictus, que foi substituído por Jesus no período de Constantino Magno, com a intenção de cristianizar o paganismo.
A própria figura mítica de Papai Noel como é conhecido no Brasil, ou Pai Natal como é chamado em Portugal ou ainda Santa Claus de acordo os países de língua inglesa, é algo a se refletir, pois segundo a tradição, este homem foi o próprio São Nicolau (como chamado pela tradição cristã), nascido na Turquia, mais tarde se tornou bispo. Um homem de bom coração que distribuia presentes e dinheiro em caridade. Até o final do século XIX era representado com uma roupa de inverno predominantemente verde e marrom. Porém em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova versão para esta personagem, que mais tarde, em 1931 foi adotada pela Coca-Cola em uma campanha publicitária. Desta vez da forma como já conhecemos na atualidade, ou seja, com suas vestes vermelhas e brancas.
Se pararmos para raciocinar ainda veremos que a valorização aos presentes e o enfoque comercial do natal se tornou tão grande, que se não fosse a profanação cometida por se mesclar cristianismo e paganismo, esta seria cometida pelos pais das crianças ao mentirem para seus filhos a respeito da existência de Papai Noel.
Este inclusive é um ponto muito importante, pois a criança cresce aprendendo desde cedo que Papai Noel é real, e apenas mais a frente descobrirá que seus pais que deveriam ser os seus exemplos, mentiram para ela, e assim ela fará com seus filhos, criando desta maneira um ciclo vicioso de mentiras. Desta forma que estaremos comemorando o nascimento de um Profeta da estirpe de Jesus (A.A.S.)? 
Nós muçulmanos não comemoramos apenas o aniversário de Jesus, mas nos abstemos de comemorar os nossos próprios, como também o de todos os outros Profetas, inclusive o do Profeta Muhammad (S.A.A.S.).
Reflita leitor: se você não é cristão não há por que comemorar o natal, e se o é também não, pois esta data nada tem haver com o nascimento de Jesus (A.A.S.).

Um comentário:

  1. Salam irmão!
    Tem algum post seu explicando porque nós, muçulmanos, não comemoramos nossos aniversários? Eu sei o motivo e já li várias coisas sobre isso, mas nunca sei explicar quando me perguntam e acho seu modo de esclarecer as coisas simplesmente fantástico! Então, talvez me ajude.
    Que Allah sempre te abençoe!

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