terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Jesus (A.S.) é Emanuel (Deus conosco)?


Mateus Evangelista
"Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (Emuanuel traduzido é: Deus conosco)." (Mt.1:22-23)

Caro leitor, diante do vídeo e do excerto acima se torna óbvio o fato de que o Profeta Jesus (A.S.) é de fato Emanuel (Deus conosco). Correto?
Agora analisemos meticulosamente a passagem de Mt. 1:22. Nela o Evangelista Mateus atesta que "o Senhor disse pelo Profeta". Mas que profeta seria esse? Bem, trata-se do Profeta Isaías (A.S.). Portanto vejamos o que de fato Deus disse por meio dele (A.S.) de acordo com diversas versões da Bíblia:: 

"Portando, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

"Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Atualizada  (ARA) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006

"Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a jovem que está grávida dará à luz um filho e porá nele o nome de Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Profeta Isaías
Agora vejamos a mesma passagem na Bíblia de Jerusalém, conhecida como uma das melhores traduções e uma das melhores Bíblias de Estudo no Brasil atualmente:

"Pois sabeis que o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a jovem está grávida e dará luz um filho e dar-lhe-á o nome de Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia de Jerusalém - Editora Paulus - 2002

Vejamos agora o mesma passagem de acordo com a Bíblia Hebraica, conhecida pela exatidão da tradução dos termos por ter sido traduzida diretamente do hebraico para o português:

"Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('Deus está conosco')." (Is.7:14) - Bíblia Hebraica - Editora Sêfer - 2006

Atentemos agora para o que diz agora a nota de roda-pé da Bíblia de Jerusalém sobre o termo destacado em vermelho:

"A tradução grega traz 'a virgem', precisando assim o termo hebraico 'almah' que designa, quer a donzela, quer uma jovem casada recentemente (ou seja, não mais virgem) sem explicar mais". (Bíblia de Jerusalém - Editora Paulus - Pág. 1265. Edição de 2002).

Leiamos agora o que diz o site Judeus.org sobre esse versículo:

"Tradução grosseira da palavra almá (almah), a palavra 'almah' significa uma 'jovem mulher' e não uma virgem. Fato reconhecido por estudiosos sérios da Bíblia. A palavra hebraica para virgem é 'bâtul', e virgindade 'batulim'." E o exegeta judeu continua: "o versículo no (idioma) original em hebraico diz 'ha'almah', ou seja 'a jovem mulher' , ou 'a moça' como preferem alguns exegetas. 
O texto diz 'a jovem mulher' ou 'a moça', e não diz 'uma jovem mulher'. Este 'a' especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo: ...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de,  eis que uma moça grávida dará à luz um filho."

Antes de mais nada podemos ver que houve uma manipulação no termo em grego para forçar que a profecia pareça com o que se quer provar em Mt.1:22-23. Mas ainda assim analisemos se esta profecia se refere a Jesus (A.S.), o Messias?

"Eis que a jovem está grávida...

Ora! Percebemos pela informação acima de acordo com as melhores traduções (Bíblia de Hebraica e Bíblia de Jerusalém) que o Profeta Isaías (A.S.) fala no presente. E é sabido que ele viveu no período compreendido entre 765 a.C. a 681 a.C. logo, vários e vários século antes de Maria (A.S.) e por consequência do próprio Profeta Jesus (A.S.). Ou seja, em seu tempo a mulher que daria à luz a Emanuel já estava grávida.

"E (ela) o chamará Emanuel"


Bem, vemos aqui quem chamará será a mãe de Emanuel e nãos os demais.

Porém leiamos agora a seguinte passagem:


Lucas Evangelista
"E eis que em teu ventre conceberás, e dará à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus." (Lc.1:31) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

"Pôr-lhe-ás o nome de Jesus"

De acordo com a profecia do Antigo Testamento a mãe deveria apor à criança o nome de Emanuel. Porém de acordo com a ordem de Deus por meio do Anjo Gabriel a ordem foi dar o nome de Jesus. Para que a profecia se cumprisse, o Messias então não deveria se chamar Emanuel e não Jesus de acordo com o livro de Isaías?

Contexto Histórico

Se lermos todo o capítulo 7 do livro de Isaías, veremos que esta profecia não se aplica de forma alguma ao Profeta Jesus (A.S.). Por que?
Antes de mais nada porque Is.7:14 fala sobre a profecia feita para o rei judeu Acaz para amenizar o seu temor da invasão de dois reis (de Damasco e da Síria) que se preparavam para invadir Jerusalém cerca de 600 anos antes de Jesus (A.S.). O ponto de vista de Isaías era que este evento aconteceria num futuro breve (e não 600 anos, como quer o Cristianismo).
Se nos aprofundarmos ainda mais poderemos ler em:

"Na verdade, antes que este menino (Emanuel) saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis." (Is.7:16) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Por fim, para que não reste mais dúvidas, leiamos a confirmação do versículo anterior em:

"Porque, antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, se levarão as  riquezas de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria." (Is.8:14) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Logo este versículo põe por terra qualquer conexão com o Profeta Jesus (A.S.) que teria nascido 600 anos depois.

No entanto nós muçulmanos cremos que o Profeta Jesus (A.S.) seja o Messias, pois o Sagrado Alcorão respalda isto, porém na Bíblia, todas as vezes que vemos alguma profecia utilizando como base o Antigo Testamento para dar sustentação à messianidade de Jesus (A.S.) vemos claramente que ela foi distorcida como ocorre com esta.
Porém leiamos o que Allah diz no Sagrado Alcorão:

"Lembra-lhes de quando os anjos disseram: 'Ó Maria! Por certo Allah te alvissara um Verbo, vindo dEle, seu nome é O Messias, Jesus, Filho de Maria, sendo honorável nesta vida terrena e na Derradeira Vida, e dos achegados a Allah. E falará aos homens, no berço, e na maturidade, e será dos íntegros.'" (Sagrado Alcorão 3:45-46).

Por fim vemos que a alegação de que os muçulmanos renegam a Jesus (A.S.) como o Messias e Profeta de Deus não passa de uma farsa, mas não podemos dizer o mesmo no que se trata da Bíblia, pois o Antigo Testamento que temos em mão jamais deu eco a condição messiânica do Respeitável filho de Maria.
Como então depois disto ficam hinos como os que vemos abaixo? Pense...

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Ano do 3

Não, não se assustem, ao contrário do que possa parecer pelo título, este artigo não trata de numerologia, até mesmo porque nós muçulmanos não a utilizamos. Porém este mês estamos completando 3 anos de A Nova Cruzada, e desde o ano passado é sabido por todos que temos participado do concurso TOP BLOG, que classifica os melhores blogs. No ano de 2010 participamos tendo ficado com o TOP 100, ou seja dentre os 100 mais votados na categoria Religião. Para nossa surpresa este ano chegamos ao TOP 3. Tudo isso graças a Allah em primeiro lugar e depois a todos os nossos leitores. Por isso nós do A Nova Cruzada agradecemos a todos e desejamos estar com você leitor nos próximos anos. Você é muito importante para nós.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Para a Igreja ou Para a Balada?

Para a igreja ou para a balada? Esta pergunta que para muitos jovens ocidentais poderia ser normal, na Suécia não tem mais razão de ser, pois  o Pastor Olle Idestrom levou a balada para dentro da igreja. Isso mesmo, transformou o seu templo de adoração a Deus em uma espécie de boite exótica onde a música eletrônica toca a toda; os raios lasers colorem a penumbra enquanto a missa (culto) ocorre embalada por "gritinhos" e "trenzinhos" da congregação. Ou seria melhor dizer: da platéia?
Diante dessa mais nova bizarrice nos perguntamos: Será que o intuito de tal evento é de fato adorar a Deus ou meramente arrumar uma diversão para o fim de semana e um meio de encher o bolso do pastor com os ingressos (ou melhor dizendo, as ofertas)? Os frequentadores em meio a tanto barulho e distrações sensoriais, conseguem sentir a presença de Deus? Enfim, a boite está armada, alguém duvida que dentro em pouco começará também a pegação? Ops... Desculpe, a Azaração Gospel.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cristãos Sionistas - Parte II

De acordo com o livro "A Questão Jerusalém", editado por Ali Kazak, então Embaixador da Palestina na Austrália e Nova Zelândia, em 1997, e reeditado pela Delegação Especial Palestina no Brasil em 1999, o objetivo de Israel era tomar as terras dos palestinos e expulsá-los de seu território. Os habitantes da Jerusalém moderna em 1945, estimados em 24.000 cristãos e 21.000 muçulmanos , fugiram ou foram mortos quando atacados por sionistas ou pseudo-judeus em maio de 1948. Em dezembro do mesmo ano , a ONU exigiu repatriação dos palestinos ou que fosse paga indenização aos que não desejassem retornar, mas Israel não o fez. Em 1967, após a tomada da cidade velha , Israel fez uma nova tentativa frustrada para expulsar os palestinos e tomar suas terras. O governo da Jordânia estimava os refugiados em cerca de 410.248. A ONU solicitou, mais uma vez, sua repatriação e num gesto simbólico, para não ficar mal diante das Nações Unidas, Israel repatriou 14.000 enquanto, "por debaixo dos panos", ao mesmo tempo expulsava 17.000 palestinos.
Voltando um pouco mais no tempo começamos a ver que alguns paradoxos começaram a existir desde Theodor Herzl (1890-1904), tido como principal fundador do Sionismo, que se baseava nos movimentos colonialistas europeus. Em seu livro "O Estado Judeu", publicado em 1896 ele descreve o Sionismo como: "uma parte da trincheira européia contra a Ásia, um posto avançado da civilização contra a barbárie." Ora, o que Herzl chamava de civilização? Nesta ótica não eram, por exemplo os pacíficos índios nas Américas mais civilizados s belicosos europeus? Porém os árabes já tinham neste período mostrado ao mundo que estavam bem longe de serem bárbaros, pois tinha contribuído em diversos campos para com a ciência e a matemática.
Theodor Hertzl
Bem, se a intenção de Theodor Hertzl era de acabar também com o anti-semitismo, veremos mais adiante que ele nada mais fez senão inflamá-lo.
Percebemos que mais a frente, depois da primeira guerra mundial, os britânicos assumiram três promessas mutuamente contraditórias para o futuro da Palestina. Em 1916, no acordo de Sykes-Picot, com o governo francês e o russo, eles propunham que a Palestina fosse colocada sob administração internacional. Já a correspondência de Hussein Mac Mahon de 195-1916 asseverava que a Palestina seria incluída dentro da Zona de Independência Árabe. E na Declaração de Balfour de 2 de novembro de 1917, encorajava a colonização da Palestina por judeus sob proteção britânica.
Mas se você acha que toda essa trama ambiciosa terminou por aí, está redondamente enganado. A intenção de Hertzl de acabar com o anti-semitismo era mais uma vez pura farsa, pois a nova política de exílio provocou sim o aumento indiscriminado do anti-semitismo na Europa, o que culminou com a segunda guerra mundial.
Pense bem leitor, você acha realmente que Adolf Hitler levantou certo dia de mau humor e decidiu que daquele dia em diante iria exterminar os judeus por puro capricho? Óbvio que não. Não estou porém com isso que Hitler tinha razão, pois não há qualquer justificativa para se exterminar um povo como ele fez, com o Holocausto Judaico e como Israel faz hoje, com o Holocausto Palestino. Ocorre que na manchete do Daily Express, um jornal  de Londres, no dia 24 de março de 1933 estava estampado em letras garrafais: "Judéia declara guerra à Alemanha - Judeus de todo o mundo unidos em ação. Boicote das mercadorias alemãs." Este boicote iniciado pelo congresso mundial judaico e pelos líderes sionistas enfureceu Hitler que passou então a posição de inimigo moral dos judeus, sem distinguir sionistas dos que eram apenas judeus fiéis a Torah, que são completamente avessos ao sistema sionista, como diz o Rabino Schwartz de uma organização judaica ortodoxa anti-sionista e pró-Palestina de nome Neturei Karta no The New York Times em 30 de setembro de 1997:

"O Estado sionista ou qualquer organização sionista, ou uma que se autodenomina 'Conselho Ortodoxo Mundial' e qualquer indivíduo envolvido neste tema, não representa os Judeus Fiéis à Torah."


Dizia ainda:

"O Sionismo é uma heresia, e os verdadeiros judeus não são contaminados pelo sionismo. Judeus verdadeiros não se envolvem com as atividades sionistas. De acordo com a Torah, não nos é permitido insultar, humilhar ou dominar um povo."


"Toda terra deve ser devolvida à nação Palestina, e outras terras ocupadas devem ser devolvidas à Síria e ao Líbano."


"Políticos sionistas e seus companheiros de viagem, mesmo se aparentarem religiosidade, não falam pelo povo judeu. De fato a conspiração sionista contra a tradição e leis judaicas tornam o sionismo e todos os seus efeitos e entidades os arqui-inimigos do povo judeu!"


O que nos espanta em nossas pesquisas é que os sionistas paradoxalmente de fato tinham interesse no Holocausto judaico e islâmico (feito desde a fundação de Israel com os Palestinos). Pois muitos destes criminosos que se auto-intitularam judeus indevidamente, colaboraram inclusive financeiramente com a Alemanha nazista e em diversos momentos fazia acordos com os nazistas da Hungria para que o Holocausto Judaico fosse levado adiante, porém com a liberação de uma "elite" extremamente seleta de judeus mais "jovens, saudáveis e inteligentes", dispostos a participarem da invasão da Palestina, enquanto o restante poderia perecer cruelmente nas câmaras de gás.
Tratando assim como o vaqueiro que conduz o gado, os sionistas juntamente com os nazistas seguiam sua trajetória rumo ao poder, matando uns e acuando outros, de modo que os fugitivos tinham apenas como opção o Oriente Médio, onde ao chegarem eram incorporados às fileiras sionistas para massacrarem o povo palestino.
Uma ilusão criada na cabeça dos demais é de que a "Democracia Israelense" como quer fazer crer o Estado de Israel que são a única e autêntica democracia no Oriente Médio, gerando assim o pretexto de segurança que é fortemente sustentado pelos sionistas no qual eles devem ser a quarta potência militar do mundo para se defender da ameaça dos supostos "terroristas" alegados pelos mesmos, hostilizando assim os árabes tidos por eles como primitivos , violentos, e iletrados, o que não passa de uma descarada mentira.
Podemos então comparar tal democracia israelense com o apartheid na África do Sul, ou a Índia na época em que Mahatma Gandhi conquistou sua independência.
O ódio israelense pelos proprietários originais da terra é tão grande que chegaram mesmo ao ponto de mudarem o nome de diversos locais e cidades de nomes árabes para hebraico, e a bandeira de Israel nas cores branca e azul celeste, símbolos da paz e da tranquilidade, inspirados no Talit (espécie de véu utilizado pelos homens para cobrir a cabeça durante as orações, assim como os árabes utilizam a Kafiah), o véu para a oração. Hoje poderia ter seu azul substituído pelo vermelho do sangue de tantos mártires palestinos, derramado em sua terra; e seu branco pacifista poderia dar lugar ao negro das trevas da ignorância, do preconceito racial e da intolerância, ou quiçá, segundo o ocidente, ao luto pela morte de tantos civis inocentes.
Para aqueles cristãos que pensam que Israel é um paraíso judaico na terra, só podemos dizer que estão profundamente enganados, pois em seu Estado localizado entre o verdadeiro muro das lamentações , o que é o muro da segregação, como Israel mesmo o chama, pois separa judeus de palestinos, tendo apenas os palestinos uma pequena passagem e tendo que se submeter da forma mais torpe às revistas e etc., os civis de Israel têm sua liberdade tolhida, os procedimentos judiciais e os direitos humanos básicos são negados por lei aos que não cumprem os requisitos raciais e religiosos, excluindo os árabes, os não judeus, os cristãos. Até mesmo qualquer tipo de protesto ou manifestação contrária ao Estado de Israel, mesmo que esses sejam pacíficos, são reprimidos com metralhadoras, prisões e torturas para obterem covardemente confissões forçadas como sendo estes, terroristas inimigos de judeus em geral e não de Israel propriamente dito.
Por fim, um cristão defender Israel e ir contra a Palestina é o mesmo que um cristão na suposta crucificação de Jesus (A.S.) torcer por Judas Iscariotes ao invés do Messias.
Convido-o agora a assistir os vídeos abaixo:

Protesto em Israel Contra Negros



Menino Judeu Protesta Contra Israel e Sofre Repressão da Polícia Israelense


Rabino Judeu Protesta Contra Israel


Com tudo isso, pergunto: você ainda acha que a Israel Sionista de hoje é a mesma Israel citada na Bíblia, que segundo a mesma será estabelecida pelo Messias em seu retorno? Refilta...
Mas se ainda acha, assista esse vídeo sobre como uma TV Israelense trata ao Messias, Jesus, Filho de Maria:

TV Israelense Ridiculariza Jesus





Como os Sionistas Tratam os Cristãos em Israel

Cristãos Sionistas - Parte I

Esta semana chegou às minhas mãos um jornal pentecostal em que como sempre o governo sionista de Israel era colocado como vítima. Até aí isso obviamente não me surpreendeu. A machete dizia: "Mais uma vez, o mundo se levanta contra Israel". Ora, pensemos um pouco: será que todo o mundo está errado e apenas Israel e os E.U.A. estão certos? Ou será que as atrocidades e arbitrariedades de Israel chegaram a um ponto limite onde já se tornou impossível de esconder da humanidade?
Tal título até então não me chamou atenção, pois já é sabido o quanto certas igrejas IDOLATRAM Israel, como se o próprio governo israelense corroborasse o Cristianismo e respaldasse seus ensinamentos. Ledo engano, pois nem os judeus e menos ainda os sionistas reconhecem Jesus (A.S.) como o Messias, profeta de Deus, enviado de Deus e etc.
Mas voltando a matéria, o que realmente me fez ficar boquiaberto, se é que alguma coisa nesse meio ainda possa me surpreender, foi o fato de colocarem a oposição a Israel como uma oposição a Bíblia, pois na página que trata da matéria na íntegra lemos: "O que as profecias bíblicas falam sobre a oposição a Israel no final dos tempos e as verdades sobre o Oriente Médio omitidas pela maior parte da imprensa."
Porém será mesmo que a Bíblia respalda essa Israel que temos hoje? Será que o Judaísmo e seus dignatários concordam com Israel e com o alegado em tal jornal? Vejamos:
O texto bíblico que tais pentecostais sionistas utilizam como argumento é: "A salvação vem dos judeus." (Jo.4:22). Porém os mesmos se esquecem que os próprios judeus segundo consta na Bíblia, foram os responsáveis por renegarem seus profetas e também pela suposta morte de Jesus (A.S.), não o aceitando como o Messias. Por este motivo o próprio Jesus (A.S.) disse:

"Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os que foram enviados, quantas vezes quis reunir teus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas não quiseste! Eis que vossa casa ficará abandonada. Sim, eu vos digo, que não me vereis até o dia em que direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor." (Lc.13:34)

"Então começou a verberar as cidades onde havia feito a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: 'Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito se teriam arrependido, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas eu vos digo: no Dia do Julgamento haverá menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós. E tu Cafarnaum, por acaso te elevarás até o céu? Antes, até o inferno descerás. Porque se em Sodoma tivessem sido realizados os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas eu vos digo que no Dia do Julgamento haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para vós.'" (Mt.11:20-24).

Tais passagens foram corroboradas por Allah no Sagrado Alcorão quando disse:

"Os que renegaram a Fé, dentre os filhos de Israel, foram amaldiçoados pela boca de David e de Jesus, filho de Maria. Isso porque desobedeceram e cometeram agressão." (Sagrado Alcorão - 5:78).

Rabino protesta contra Israel
Talvez você possa perguntar sobre o que temos contra os judeus, ou Jerusalém, e mais amplamente contra Israel. Podemos dizer que muito pelo contrário , não há nada contra o Judaísmo. Note que, por exemplo, no Alcorão Allah mesmo não generaliza, pois diz que "os que renegam a Fé, dentre os filhos de Israel, foram amaldiçoados." Ora, a palavra "dentre" já demonstra que não foram todos os filhos de Israel que a renegaram, logo de forma alguma o Islam tem os judeus (que não nossos primos) como amaldiçoados. O muçulmano que não respeita a religião judaica, comete um grande erro, pois esta foi baseada na Torah que foi originalmente revelada por Allah a um de seus profetas, ou seja,  a Moisés (A.S.).
O que desejamos mostrar até então é que se a idolatria por Israel é justificada por Jo.4:22, ela é anulada por Lc.13:34 e Mt.11:20-24).

Inconsistência Bíblica do Estado de Israel

Embora possa se alegar um motivo profético para a fundação do Estado de Israel, como poderemos ver ele é inteiramente inconsistente. Pois a tese que é defendida como motivo para a criação desta terra prometida , encontra-se no livro de Isaías. Porém como veremos, Israel como Estado constituído só passaria existir com a vinda do Messias. Leia:

"Naquele dia, o Senhor tornará a estender a sua mão para resgatar o resto de seu povo, a saber, aquilo que restar na Assíria, e no Egito, em Patros, em Cuch e no Elam, em Senaar, em Emat, nas ilhas do mar. ele erguerá um sinal para as nações e reunirá os banidos de Israel. Ajuntará os dispersos de Judá dos quatro cantos da terra." (Is. 11:11-12).

Levando em consideração que segundo a crença judaica, Jesus (A.S.) não é o Messias, e que até hoje os judeus aguardam o seu prometido enviado de Deus para reunir o povo judeu sob seu comando, um Estado formado antes da ordem  messiânica é um ultraje à própria autoridade do Messias.
Lembramos que para nós, Jesus (A.S.) de fato é o Messias.

Os Terrores do Sionismo

D. Damaskinos Mansour
Segundo D. Damaskinos Mansour, Arcebispo Metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquena no Brasil: "O cristianismo ortodoxo recusa, de forma absoluta a crença sionista do século XX, apoiada por alguns setores evangélicos radicais e tortuosos que alegam o retorno do povo de Israel para a Terra Santa (Palestina)." [Do livro: A Questão Jerusalém]
O que talvez esses mesmos evangélicos, aos quais D. Damaskinos se refere, desconheçam, são os terrores e as arbitrariedades cometidas pelo governo sionista de Israel.
A principal desculpa e aparente motivação para a invasão da Palestina era ade que aquelas terras pertenciam aos seus antepassados. Ora! Que antepassados, se, por exemplo, os judeus ashkenazin descendem dos cossacos russos convertidos ao judaísmo por um decreto do Czar no século VIII? Que antepassados judeus este povo pode ter no Oriente Médio? Seus antecessores estão bem enterrados no leste-europeu.
Ao pesquisarmos mais profundamente sobre o assunto para que pudéssemos abordá-lo com mais propriedade para este artigo, descobrimos uma das maiores ironias sobre a motivação do movimento sionista para a ocupação da Palestina que não passa de pretexto descabido para ocultar um intuito obscuro e envolto nas brumas além do óbvio interesse na erradicação do povo árabe. Seus primos, quiçá irmãos já de tanto tempo e que sempre vieram incomodando devido a puro capricho segundo a Bíblia conta, de Sara e de Isaac, motivo pelo qual, de acordo com o livro sagrado já deturpado, Hagar foi abandonada no deserto.
Vemos claramente a falta de valores e a ganância desmedida dos pseudo-judeus sionistas quando criaram o mito de "Uma terra sem povo, para um povo sem terra". O que ocorre leitor, é que esta ficção criada de que a Palestina era um local desabitado, servindo apenas de pouso para as tribos nômades árabes vez por outra, e aguardava apenas ser habitada, mais uma vez não passava de uma grande farsa, como tantas outras. Assim como ocorreu com o "Descobrimento do Brasil", onde ao chegarem os portugueses, índios já estavam em nossas terras. Do mesmo modo a "terra sem povo" já possuía uma verdadeira nação habitando-a. Desta forma houve o pretexto necessário para tentar eliminar um povo, juntamente com sua identidade, nacionalidade, cultura e títulos de direito de posse dos palestinos que vivem naquelas terras há tempos  imemoráveis.
Assim após a tentativa dos Cristãos dominarem a Palestina com as cruzadas medievais, tentativa essa que embora não tenha tido sucesso completo, acabou por integrar nesta terra - palco de pregação e perseguição de tantos profetas - a judeus, muçulmanos e cristãos, que desde então após o fim das batalhas passaram a conviver harmonicamente em toda a Palestina e mais precisamente em Jerusalém, cidade cujo nome ironicamente significa "Cidade da Paz".
[Continua]

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quem é o Nosso Senhor e Salvador?

Infelizmente muitos missionários evangélicos na atualidade como o da matéria anterior dizem que os muçulmanos vão para o inferno por não estudarmos a "palavra de Deus" e por não conhecermos e reconhecermos Jesus (A.S.) como Senhor e Salvador.
Porém será mesmo que não estudamos a palavra de Deus? Será mesmo que temos que reconhecer a Jesus (A.S.) como Senhor e Salvador quando ele próprio nunca disse isso? Ou será que falta nestes mesmos missionários o estudo de seu próprio livro sagrado (a Bíblia)?
Será mesmo que todo cristão está salvo? Será que o velho jargão "Uma vez salvo, sempre salvo" encontra respaldo na Bíblia?
Vejamos primeiramente o que encontramos nos anexos da Bíblia de Estudo do Evangelista que tivemos acesso há certo atrás e vejamos a resposta do A Nova Cruzada (em destaque na cor vermelha) às mesmas alegações:

O Cristão Está Salvo?

Eles alegam que sim baseados em:

"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Rm.10:13).

Porém, tal dito de Paulo de Tarso encontra oposição no próprio Jesus (A.S.) quando este supostamente diz:

"Nem todo aquele que me diz 'Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos e em teu nome que expulsamos demônios e em teu nome que fizemos muitos milagres? Então eu lhes declararei: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mt.7:21-23).

Logo depois tentam alegar o motivo desta salvação utilizando:

"Com efeito, também Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, a fim de vos conduzir a Deus." (1Pe.3:18).

Mas se nos aprofundarmos na própria Bíblia veremos que tal afirmativa carece de coerência quando lemos nela mesma o seguinte:

"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso  cairá sobre este.  Mas se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatuto, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembranças contra ele; pela justiça que praticou, viverá." (Ez.18:20-22).

Ora, notemos que a justiça do justo ficará sobre ele e a perversidade do perverso ficará sobre ele, e quem peca é que deve ser punido de acordo com o que os próprios cristãos creem ser a palavra de Deus. Logo como pode ser o que vemos em 1Pe.3:18 (o justo pagar pelos injustos)? Se Deus não é contraditório, e nós muçulmanos cremos que de fato não o é, algo então está errado entre ambas as passagens.
Mas então podem afirmar que Jesus (A.S.) é o único Senhor e Salvador (o que diga-se de passagem o próprio Jesus (A.S.) nunca disse) baseado na seguinte passagem escrita supostamente por Pedro que diz:

"Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno." (2Pe.3:18).

YHWH - Nome de Deus
em hebraico

Agora,  em quem devemos confiar mais: nas palavras atribuídas a Pedro ou ao próprio Deus? Pois bem antes de Jesus (A.S.) o Deus Único e Eterno mesmo disse:

"Todavia, eu sou o Senhor, teu Deus desde a terra do Egito, portanto, não conhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador senão eu." (Os.13:4).

Logo, assim como diz o Deus Altíssimo na própria Bíblia cristã o único salvador é Ele e nenhum outro.
Quem estaria indo para o caminho que pode conduzir ao inferno? Nós muçulmanos que adoramos ao Criador de tudo e de todos, conhecido por Adonai ou Elohim por judeus, por Yahweh por católicos, Jeovah pelos protestantes tradicionais e Allah por nós muçulmanos e todos os judeus e cristãos de língua árabe, ou os tais cristãos que adoram e depositam a sua salvação em uma criatura de Allah  que é seu enviado, seu messias, profeta e etc; mas acima de tudo Seu servo? Quem estaria praticando idolatria?

"Ouve, Israel, o Senhor, teu Deus, é o único Senhor". (Dt.6:4)

"E Jesus respondeu-lhe: 'O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor."
(Mc.12:29)

"Deus dá testemunho de que não há mais divindade além d'Ele; os anjos e os sábios O confirmam Justiceiro; não há mais divindade além d'Ele, o Poderoso, o Prudentíssimo." (Sagrado Alcorão - 3:18).

E então? A quem você prefere adorar e depositar a confiança da sua salvação? Nós muçulmanos já fizemos nossa opção:

Allah: Deus em Árabe

Recomendamos que leia também: Quem é Allah?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Verdade Sobre os Missionários Cristãos

Paulo de Tarso
"Procedi, com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus, para os que vivem sobre o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me de fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho , com o fim de me tornar cooperador com ele." (1Cor. 9:20-23 - Bíblia - Almeida Revista e Atualizada - SBB - 2006).

"Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda." (Fp.1:18 - Bíblia - Almeida Revista e Corrigida - SBB - 2009).

Logo depois Paulo exorta: 

"Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam". (Fp.3:17 - Bíblia - Almeida Revista e Corrigida - SBB - 2009).

Caro leitor, leia os excertos acima. Todos de autoria de Paulo de Tarso, a quem os cristãos chamam de "Apóstolo de Jesus". Veja que no primeiro ele diz se fazer judeu para os judeus, seguidor da lei para os que seguem a lei, anarquista para os que vivem sem lei, fraco para os fracos  e etc. Ou seja, ele não é nem uma coisa e nem outra, apenas forja, mente, finge para conseguir ganhar a confiança dos demais, e depois como se esse fosse um meio louvável para tal, ele justifica: "Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele". Mas será mesmo que Paulo estava cooperando com o evangelho deixado por Jesus? Veja que ele diz FINGIR no segundo excerto. E que se Cristo é anunciado com fingimento ou com a verdade, ele se regozija, ou seja, se alegra com isso. Depois ele exorta para que os seus seguidores o imitem, ou seja, mintam, dissimulem para levar Jesus aos demais.
Infelizmente aqueles que se dizem missionários cristãos, [que sinceramente prefiro chamar de "missionários paulinistas", uma vez que não seguem o ensinamento deixado por Jesus (A.S.), mas por Paulo, pois ambos são antagônicos] têm seguido fielmente tais exortações, abandonando assim o que Jesus (A.S.) realmente ensinou.
Leiamos agora atentamente o que Jesus (A.S.) segundo a Bíblia disse nos evangelhos com o qual Paulo de Tarso diz cooperar usando de suas mentiras e subterfúgios:

"Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas porque vos digo a verdade, não me credes." (Jo.8:44-45 - Bíblia - Almeida Revista e Corrigida - SBB - 2009).

"... A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem erguidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus". (Jo.3:19-21 - Bíblia - Almeida Revista e Atualizada - SBB - 2006).

Isto posto, assistamos o vídeo abaixo em que um "missionário paulinista" é entrevistado:


Pensemos agora:

  1. Se o próprio missionário, o suposto Pr. Nassib crê que está fazendo a vontade de Deus, por que não mostra o rosto, escondendo-o na penumbra e ocultando a sua identidade? A resposta encontra-se no seguinte dito já lido acima atribuído a Jesus (A.S.): Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem erguidas as suas obras.
  2. Se ele confia e tem fé plena em Deus, e que Deus protege e apóia o seu trabalho, porque se oculta utilizando a desculpa da segurança, quando lemos no Evangelho o seguinte: "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão em línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados." (Mc.16:17-18 - Bíblia - Almeida Revista e Atualizada - SBB - 2006). Ora, se de acordo com a promessa atribuída a Jesus (A.S.) na Bíblia, Deus protegerá o crente dos perigos mais mortais como pegar em serpentes e ingerir substâncias venenosas, será que não protegerá esse mesmo crente de outros perigos mortíferos? Ou será que o próprio missionário aqui apresentado com o codinome Nassib não acredita no que prega? Se for isso, qual outro título poderíamos chamá-lo além de CHARLATÃO?
  3. Como seguir o que tal pessoa ensina quando ela própria não compreende e nem pratica o ensinamento deixado pelo próprio mestre que ela alega falsamente seguir? Neste caso Jesus (A.S.).
  4. Por que tais missionários não sobem até às "bocas de fumo" de favelas em suas próprias cidades para evangelizar traficantes, os quais esses sim talvez não tenham ouvido falar sobre Jesus (A.S.), e se ouviram, ainda não seguem seus ensinamentos? 
  5. Você acha confiável uma pessoa que precisa mentir e se esconder de todas as formas para pregar algo que ela mesma crê ser bom para ela própria e para os demais?
  6. Você de fato crê que a motivação por trás de tais missões em países árabes e entre muçulmanos (mesmo brasileiros) é apenas a de fazer com que os muçulmanos conheçam a Jesus (A.S.) que diga-se de passagem, é citado 25 vezes no Sagrado Alcorão da forma mais honrosa e mostrando seus verdadeiros ensinamentos?
  7. Não seria o item anterior apenas uma forma de aumentar a arrecadação para tais instituições e para tais indivíduos, além de terem passagens internacionais financiadas por um povo fiel porém incauto? 
  8. Veja agora como agem diversos missionários que vão para outros países. Tomemos como exemplo estes missionários que foram para a África:
Precisamos falar mais alguma coisa?...
Pense....

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aviso ao Leitor - Equipe do ANC no Hajj


Caro Leitor do A Nova Cruzada


É com grande felicidade que comunicamos que durante o período compreendido entre os dias 28 de outubro de 2011 a 14 de novembro de 2011, nosso blog não terá novas postagens, uma vez que nós do A Nova Cruzada (Omar e Fatimah) estaremos no Hajj (a peregrinação à Maka), cumprindo um dos cinco pilares do Islam, obrigatório para todo aquele que tenha condições financeiras e de saúde.
Como fomos presenteados por nossa comunidade e por diversos Shuyukh (plural de Sheikh) com essa possibilidade, nossa felicidade se torna ainda maior, pois de outro modo não teríamos condições para tal. 
Rogamos a Allah Subhana wa Ta'ala que abençoe imensamente a família, a saúde e os bens de todos aqueles que tornaram o cumprimento do Hajj possível para nós.

Ma Salam,

A Nova Cruzada

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Maria Como uma Divindade: O Alcorão Errou?

É muito comum no meio pentecostal ouvirmos acusações aos católicos, de que os mesmos idolatram a Maria, mãe do Profeta Jesus (A.S.). No entanto muitos não param para pensar no sentido da palavra idolatria, que significa "adoração a ídolos". Logo, os mesmos afirmam que os católicos adoram à Maria. Ora, quem é o único ser digno de adoração? Não seria Deus? Então de acordo com a linha de raciocínio dos mesmos, os católicos adoram a Maria, tanto quanto a Jesus (A.S.) como se estes fossem dois deuses.
Existem teorias e mais teorias no meio pentecostal que dizem que o Profeta Muhammad (S.A.S.) errou ao escrever o Sagrado Alcorão quando afirmou:

"E lembra-lhes de quando Allah dirá: 'Ó Jesus, filho de Maria! Disseste tu aos homens: 'Tomai-me e a minha mãe por dois deuses, além de Allah?". (Sagrado Alcorão - 5:116).

Primeiramente é necessário dizer que o Sagrado Alcorão não foi escrito pelo Profeta Muhammad (S.A.S.). Não foi ele o seu autor, mas Deus, que por intermédio do Anjo Gabriel ia revelando a mensagem (ditada) ao Mensageiro de Deus (S.A.S.) que por sua vez ditava aos seus companheiros de mais ilibada reputação e confiabilidade.
Como então podemos admitir que Deus tenha errado? Seria no mínimo incoerente. Allah não afirmou que os cristãos adoram uma trindade na qual Maria é um dos componentes. Ele disse na ayah acima que os cristãos já no século VII d.C.. estavam adorando a Jesus (A.S.) e sua mãe como duas divindades. Para aqueles que ainda são céticos a esse respeito, recomendamos que vejam atentamente a imagem abaixo, conhecida na Igreja Católica, como o Divino Pai Eterno. Nela Deus é representado como um ancião de longas barbas, o que de acordo com a Torah, a Bíblia e o próprio Alcorão é inadmissível. No entanto vejamos quem aparece juntamente com a Trindade como se fosse igualmente uma divindade, assim como os católicos vêm a Jesus e ao Espírito Santo.
Cremos que não seja necessário nos alongarmos mais, visto que contra fatos não há argumentos, e uma vez que uma imagem vale mais que mil palavras.

Imagem do "Divino Pai Eterno".
Maria aparece junto à trindade como uma deusa.
Sobre Maria e a Trindade, recomendamos que assistam os vídeos abaixo:




domingo, 9 de outubro de 2011

Por Que Os Sacrifícios de Expiação Cessaram?


A suposta crucificação de Jesus (A.S.)
Quantas vezes leitor você já ouviu dizer que Jesus (A.S.) se sacrificou por você? E esta tem sido a forma apelativa do Cristianismo durante séculos a fio impor um sentimento de culpa a seus adeptos  por algo que não seria de sua responsabilidade mesmo que houvesse ocorrido, pois na própria Bíblia lemos:

"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.
Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá. (Ez.18:20-22) - Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006.

Adão (A.S.) e Eva no Paraíso.
Da passagem acima exposto podemos tirar a lição de que nós não somos responsáveis pelo pecado cometido por Adão (A.S.) e Eva, até mesmo porque embora a Bíblia e a Torah não relatem, o Sagrado Alcorão o faz, afirmando que os pais da raça humana se arrependeram de seu pecado e foram perdoados por Deus. Veja:

"Adão obteve do seu Senhor algumas palavras de inspiração, e Ele o perdoou, porque é o Remissório, o Misericordiosíssimo." (Sagrado Alcorão - 2:37)

Logo o pecado original proclamado pela Igreja tão fortemente por mais de 2.000 anos NÃO EXISTE. Toda criança nasce completamente pura ( em estado de fitra). Em contrapartida a partir do momento que tomamos consciência de nossos próprios atos, passamos a ser responsáveis por cada pecado que cometemos, e ninguém paga pelo pecado do seu próximo.
Levando isso em consideração leiamos o que diz o Sagrado Alcorão, que neste caso corrobora o texto bíblico acima: 

"E nenhum pecador arcará com culpa alheia." (Sagrado Alcorão - 35:18).

Ora, se um pecador não paga pelo pecado de outrem, por que uma pessoa inocente, sem pecados, como foi o caso do Profeta Jesus (A.S.) pagaria com sua própria vida pelos nossos erros? E ainda assim, se hoje questionarmos a um cristão se este é pecador, se ele for sensato e honesto para consigo mesmo dirá obviamente que sim. De que então teria valido o suposto sacrifício de Jesus (A.S.) na cruz se seus seguidores continuam pecando e sendo pecadores? Além do mais, onde estaria a justiça e a coerência divina em um inocente pagar pelos culpados?
O que isso acarreta? Desculpas para se continuar praticando o que é pecaminoso, pois se Jesus (A.S.) "já pagou" por tudo o que eu pequei e ainda vou pecar, o que me impede de continuar pecando? Seria essa uma conduta moral inadequada, mas bastante cômoda.
Mas você deve estar se perguntando: onde estamos querendo chegar com isso tudo? 

O Sacrifício

Existe entre os cristãos a crença de que o sacrifício expiatório de animais terminou porque Jesus (A.S.) que identificado nos Evangelhos como "O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo.1:29, 36) já morreu por nós e assim como o cordeiro, expiou os nosso pecados, e por esse motivo os sacrifícios pararam de ser oferecidos a Deus. Será mesmo?
Primeiro analisemos que sentido faria o sacrifício de Jesus (A.S.) de acordo com a própria Bíblia: Embora seja evidente que Jesus (A.S.) tenha sido um homem, quando se trata de provar fatos a certos cristãos todo tipo de prova é necessária para evitar suas derivações filosóficas mirabolantes e abstratas. Vejamos na Bíblia a prova da humanidade de Jesus (A.S.): "Cristo Jesus, homem." (1Tm.2:5) - Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006.
Continuando em (1Tm.2:6) lemos: "O qual deu a si mesmo por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos." (Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006.) Vejamos porém se o sacrifício de um ser humano é válido, permitido e agradável a Deus: "Não farás assim ao Senhor, teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor e que ele odeia fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram aos seus deuses. Tudo a que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás." (Dt.12:31-32). E ainda: "Deram culto a seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço; pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios e derramaram sangue inocente, o sangue deu seus filhos e filhas, que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue. Assim, se contaminaram com as suas obras e se prostituíram nos seus feitos. Acendeu-se, por isso, a ira do Senhor contra o seu povo, e ele abominou a sua própria herança..." (Sl.106:36-40).   Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006. Ora, será que o mesmo Deus que abominava sacrifícios humanos de repente mudou de idéia? Improvável, para não dizer incoerente.
Se os judeus não creem que Jesus (A.S.) é o messias, ou um profeta de Deus e etc. E se para eles o fato de Jesus (A.S.) ter vivido ou morrido não faz a menor diferença, pois segundo sua crença Jesus (A.S.) na melhor das hipóteses não passou de um homem comum (porém há linhas no judaísmo que afirma que ele tenha sido um charlatão) por que eles pararam de oferecer sacrifícios também? Por que Jesus (A.S.) já morreu por nossos pecados e é o Cordeiro de Deus? Não. A resposta encontraremos no Sidur, livro em que se encontra todas as liturgias judaicas utilizada pelos judeus diariamente. Nele, durante o Shacharit (Ofício da Manhã) se lê: "Que seja de Tua vontade, ó Eterno, nosso Deus e Deus de nossos pais, ter compaixão de nós e perdoar todos os nossos pecados, outorgar a remissão de todas as nossas iniquidades e perdoar todas as nossas transgressões; e que, com brevidade, reconstruas o Teu Santo Templo, prontamente, em nossos dias, de maneira que possamos oferecer, diante de Ti, o Sacrifício Contínuo para a nossa remissão, conforme prescreveste a nosso respeito na tua Torá, por intermédio de Moisés, Teu servo, diretamente da Tua Glória, assim como foi dito..(depois segue Nm.28)". Sidur Completo - Editora Sêfer.
Analisados os pontos acima podemos chegar a conclusão de que o fim dos sacrifícios de animais no meio judaico-cristão nada tem haver com a suposta imolação de Jesus (A.S.). Primeiro porque ele jamais pagaria pelo pecado de outrem como já provamos nas escrituras; segundo porque o sacrifício humano é abominável a Deus como pudemos também constatar; terceiro porque se o Templo estivesse ainda erguido, os sacrifícios continuariam, e é isso que os judeus pedem diariamente em suas orações matinais; quarto porque comparar um profeta de Deus, o Messias, a um animal é altamente pejorativo. Em suma: NÃO, JESUS (A.S.) NÃO MORREU POR VOCÊ! Faça sua parte o melhor que possa, saia do comodismo, peça constantemente o perdão de Deus pelos seus pecados, tome a firme resolução de não voltar a praticar tais atos e saiba que Ele é justo, mas confie também em Sua misericórdia.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ismael (A.S.) e Isaque (A.S.): Verdades e Mitos


Quem foi o primogênito e o filho da promessa de Abraão de acordo com a Torah e a Bíblia? Para judeus e cristãos durante séculos e séculos a resposta tem sido sempre a mesma: Isaque (A.S.), sem sobra de dúvidas. Mas se analisarmos os próprios textos destes livros sagrados veremos que não é bem assim.
Lemos por exemplo:

“Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai. Então, Sarai, mulher de Abrão tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã. Ele a possuiu, e ela concebeu.” (Gn.16:1-4) – Bíblia João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006.

Primeiramente vemos que Sara, esposa do Profeta Abraão (A.S.) não podia ter filhos, por isso deu a sua serva como mulher a seu esposo. Porém o termo “mulher” tem despertado muitas divergências, pois de um lado muçulmanos e judeus afirmam que esta palavra neste contexto tem o sentido de “esposa”, enquanto os cristãos afirmam que ela era apenas uma “concubina” de Abraão. Ora, se consultarmos o dicionário Michaelis veremos que o significado de concubina é: 1 Mulher ilegítima; amásia, barregã. 2 Rameira. Agora vejamos o significado de Amásia no mesmo dicionário: amante, concubina. Vejamos também de Barregã: Mulher amancebada, amásia, concubina. E por último vejamos o significado de Rameira: meretriz, prostituta.
Mediante o acima exposto é difícil crermos que um profeta de Deus, que é referência para todo o seu povo também dentre os profetas, tenha tido relações com uma amante ou com uma prostituta, pois desse modo seria ele um adúltero e mereceria a morte por apedrejamento como ensinado pela própria Bíblia ou Torah.
Porém aqui felizmente não é este o caso, pois Agar, ou Hagar (como no hebraico) foi dada de fato como “esposa” à Abraão, e logo como tal, passou a ter o mesmo status de Sara, pois era e não sua amante, como poderemos ler a seguir:

“Depois de Abrão ter vivido em Canaan por dez anos, sua esposa Sarai tomou Hagar, a egípcia, sua escrava, e a deu a seu marido Abrão como esposa.(Bereshit ou Gn.16:3) – A Torá Viva – Anotada pelo Rabino Arieh Kaplan – Editora Maayanot – 2.000.

Isto resolvido, por já sabermos que Hagar era tão esposa quanto Sara, e por isso o filho proveniente deste casamento não era ilegítimo nem para Hagar, nem para Abrão (A.S.), e na verdade nem mesmo para Sara, pois ela autorizou a união, mesmo que tenha ficado com ciúmes depois. De acordo com a Bíblia, ela já tinha autorizado a união, e o casamento com sua permissão já havia se consumado. Logo, o filho proveniente da união de Abraão (A.S.) e Hagar de forma alguma era um bastardo.
Então sempre haverá aqueles que dirão que na verdade o filho amado por Abraão (A.S.) seria Isaque (A.S.), e partido desta linha de raciocínio poderíamos questionar então senso de justiça de um profeta de tal renome. Porém vejamos a seguinte passagem e o que ela nos revela:

“Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis e povos procederão dela. Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho?? Dará à luz Sara com seus noventa anos? Disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de ti. (Gn.17:15-18) Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006)

Vejamos que mesmo Deus tendo prometido um filho a Abraão (A.S.) ele se lembra e pede para que Isamel (A.S.) seu filho primogênito (e até então unigênito) viva diante da presença de Deus.
Analisemos agora o período de nascimento de Ismael (A.S.) e de Isaque:

“Era Abrão de oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu à luz Ismael.” (Gn.16:16).

“Tinha Abraão cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.” (Gn.21:5)
Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006)

Percebemos pelo exposto acima que Ismael (A.S.) era 14 anos mais velho que seu irmão Isaque, e como tal, Ismael era o primogênito.
Então alguns poderão dizer que a primogenitura de Isaque foi ganha em detrimento da de Ismael por meio do versículo a seguir, e que ele (Isaque) é que de fato é então o “filho da promessa”:

“A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque.” (Gn.17:21). Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006).

Mas vejamos a promessa que foi feita com referência a Isaque (A.S.):

“Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis e povos procederão dela. (Gn.17:15-16). Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006).

Agora vejamos se a mesma promessa não foi feita à Isamel (A.S.):

“Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação.” (Gn.17:20) Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006).

Sabemos claramente que de Isaque (A.S.) vieram os judeus, e de Ismael (A.S.) vieram os muçulmanos. Bem, quem é a maior nação hoje, judeus ou muçulmanos? De acordo com o Escritório Central de Estatísticas de Israel há cerca de 13,3 milhões de judeus em todo mundo. Já os muçulmanos em 2009 passavam a marca de 1,5 bilhões. Hoje, já formam 25% da população mundial. Quem se tornou a maior nação?
Se isso ainda não bastasse podemos ler na Bíblia:

Profeta Abraão (A.S.) prestes a sacrificar
seu filho, o Profeta Ismael (A.S.).
“Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui!
Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Mosiá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que te mostrarei.” (Gn.22:1-2).
Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006).

Não é necessário ser nenhum gênio para entendermos que é inviável que neste excerto Deus esteja se referindo a Isaque (A.S.), sendo seu nome posteriormente colocado nos manuscritos como um acréscimo tardio, pois durante 14 anos Ismael (A.S.) foi de fato o filho único, já Isaque (A.S.) nunca o foi, pois quando nasceu seu irmão Ismael (A.S.) já existia, logo concluímos que quem foi levado para o holocausto foi Ismael (A.S.) e não Isaque (A.S.).
Poço de Zam-Zam próximo à Meca, na Arábia
Quando falamos que Agar e seu filho Ismael (A.S.) foram para a Arábia, atual Arábia Saudita, ouvirmos acusações de que estamos sendo tendenciosos. Em especial quando afirmamos categoricamente que o poço da passagem abaixo se refere ao poço de Zam Zam, onde anualmente milhares de muçulmanos o visitam durante os ritos do Hajj (Peregrinação à Meca). Leia a passagem:

“Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e, indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz. Deus estava com o rapaz, que cresceu, habitou no deserto e se tornou flecheiro; habitou no deserto de Parã, e sua mãe o casou com uma mulher da terra do Egito.” (Gn.21:19-21).
Bíblia João Ferreira de Almeida Reviste a Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil – SBB – 2006).

Sobre tal poço, vejamos o que o Rabino Arieh Kaplan diz na nota de roda-pé de sua “A Torá Viva”:

“Ibn Ezra o identifica com Zimum (ou em outras versões Zimzum), onde os árabes matem um festival anual. Este é Zenzem perto de Meca. De acordo com isso portanto, Hagar dirigiu-se para a Península Arábica e não em direção ao Egito.”  (A Torá Viva) Pg. 74 – Editora Maayanot.

Elohim: mesma raíz semítica de Allah
Outro grande mito sobre os muçulmanos é que Allah é um deus particular dos muçulmanos. Quanto a isso vejamos o que a própria Bíblia diz:

“Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.” (Gn.17:7)

Allah: mesma raíz de Elohim
Logo podemos chegar a conclusão que o Deus de judeus, muçulmanos e cristãos originalmente que é verdadeiro Deus, Uno e Único, e não o adorado desde 325 d.C. por cristãos após o Concílio de Nicéia que se tornou por gosto de um grupo de homens, trino e uno.
O nome Allah provém como já dito neste blog tantas vezes da raiz semítica “Elloh”, em comum entre o hebraico e o árabe, que no plural majestático no hebraico passa para Elohim. Ou seja não há qualquer divergência quanto a isso entre muçulmanos e judeus.
Enfim, com este artigo esperamos ter esclarecido mais um dos muitos mitos criados por aqueles que desconhecem além de sua própria religião também ao Islam.

domingo, 2 de outubro de 2011

Saiba Mais Sobre Seus Direitos e Lute Por Eles!!!

Nereide e seu marido Hassan Vallido
Toda mulher muçulmana que usa Hijab (vestimenta que inclui o véu) tem o direito de retirar qualquer documento com foto trajada da forma islâmica.
É absolutamente legal a retirada de documentos com fotos onde os cabelos fiquem cobertos pelo lenço desde que o rosto fique a mostra.
Todos os funcionários públicos ou de instituições particulares deveriam saber disso, mas mesmo os que sabem, costumam exigir a apresentação de uma declaração de uma instituição islâmica reconhecida, confirmando a obrigatoriedade do uso do Hijab pelo Islam.
Na Constituição Federal do Brasil, em seu título II, ‘Dos Direitos e Garantias Fundamentais’, lê-se:
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...)
II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei;
VI – É inviolável a liberdade de consciência de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias.
VIII – Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
Discriminação religiosa é crime! Enquadra-se no art. 20 da Lei Caó (lei nº 7.716/89 alterada pelas leis nº 8.081/90 e 9.459/97. Lei nº 12.288/20.07.2010) conforme abaixo:
Art. 1º - Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20º - Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: Reclusão de um a três anos e multa.

*Informações retiradas do artigo de Jamila Hussein, para o Jornal Nurul Islam, da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro (março-abril de 2011 / Ano I – Nº 4).

A irmã Jamila Hussein escreveu o artigo em questão para expor o preconceito sofrido por ela e outras irmãs nos aeroportos, onde no momento do embarque, muçulmanas eram levadas a uma saleta e, constrangidas, eram obrigadas a retirar seus Hijabs para serem revistadas, enquanto as freiras passavam direto, sem necessidade de revista. A irmã esclareceu que uma simples decisão da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) não tem mais força que a Constituição Brasileira e que, nestes casos, as irmãs podem educadamente se recusarem a retirar o véu e caso o funcionário insista, para evitar a perda do vôo, você pode até submeter-se à revista, mas sob a condição de antes solicitar o nome e a matrícula do agente para anotar. Se ele se recusar, solicite a presença de seu superior, pois é seu direito ter esses dados para que você possa fazer posteriormente um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima, a fim de encaminhar uma queixa ao Ministério Público, contribuindo assim para coibir este tipo de atitude.
No artigo postado aqui no “A Nova Cruzada”, em 10 de janeiro de 2011, “Hijab, A Identidade da Muçulmana”, fiz questão de postar minha própria identidade, tirada sem problemas no “Poupa Tempo de Bangu”, Rio de Janeiro, RJ. A única exigência feita foi uma declaração de uma instituição islâmica reconhecida (a minha comunidade), confirmando que eu sou muçulmana e a obrigatoriedade do uso do Hijab pelo Islam. Fui muito bem tratada por todos os funcionários e no prazo de três dias úteis recebi minha identidade, que poderia ter ficado pronta no mesmo dia, caso não fosse uma alteração que foi feita no meu nome.
O artigo encorajou diversas irmãs a também buscarem seus direitos de tirarem seus documentos com fotos usando Hijab. Uma destas irmãs, Nereide Vallido, de São Paulo, não teve a mesma facilidade...
Assim que leu o artigo no blog, a irmã Nereide, empolgada, foi ao Poupa Tempo em São Paulo, onde foi atendida “daquele jeitinho” que nós brasileiros já estamos acostumados a sermos tratados pelos órgãos públicos e disseram a ela que não adiantava esperar, que ela teria que agendar o atendimento pela internet ou pelo telefone. Voltando para casa, ela tentou “por semanas” agendar o atendimento pelo telefone, pois o agendamento não era feito pela internet como informado. Quando finalmente ela conseguiu o agendamento, a data marcada foi para o mês seguinte. Ela passou por esperas e filas, preenchimentos e conferências dos documentos que ela levou, inclusive o certificado da Mesquita. Então saiu de lá com um protocolo, o documento ficaria pronto no prazo de 1 mês e 15 dias. Após este período de espera, com o protocolo, o marido de Nereide, Hassan Vallido, foi buscar o documento dela. Após quase uma hora na fila, a atendente disse que ele tinha que levar os documentos originais de Nereide novamente. Indignado, mas mantendo a paciência, ele sugeriu que deveria haver algum equívoco, pois estava ali com um protocolo, que provava que todos os documentos já haviam sido apresentados e devidamente conferidos, portanto, bastava que ela entregasse o RG de sua esposa. Foi um tal de “chama um”, “chama outro”, até que por fim veio a chefe do setor dizendo que ele deveria trazer um outro documento da mesquita ou o RG não seria emitido. Voltou para casa novamente, sem o documento... Duas semanas após entregar um novo documento da mesquita que havia sido exigido, o irmão Hassan ficou por mais de 3 horas esperando para ser atendido, e vendo que “a coisa” não ia se resolver, ele disse que não sairia de lá sem o documento e caso saísse, fazia questão do nome da chefe do setor para fazer um BO para encaminhar ao Ministério Público por discriminação religiosa... Por fim, um Juiz de pequenas causas veio, e ele mesmo entregou o RG da Nereide ao Hassan.
Foi praticamente uma “novela”, mas a irmã Nereide, na semana passada, depois de tanto tempo, finalmente conseguiu seu RG!... Agora em outubro, ela terá que renovar sua carteira de Habilitação... Será que teremos outra novela?... Espero que não!