domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cai o Ditador e Nasce a Esperança do Califado

"O povo não deve temer o seu governo, o governo deve temer o seu povo". Esta frase dita pelo personagem "V" no filme "V de Vingança" se tornou clara nessas ultimas semanas para a Tunísia, mas principalmente para o Egito, que depois de mais de duas semanas de protestos nas ruas, conseguiram derrubar o seu ditador, Hosni Mubarak, que assumiu o poder em plano de emergência e fico arbitrariamente por trinta anos.
Durante o governo corrupto de Mubarak o povo viu um próspero Egito afundando cada vez mais na miséria, e o seu povo sendo cada vez mais oprimidos. Nas mesquitas, os Shuiukh (plural de Sheikh) só podiam falar em seu sermão o que o governo autorizasse, senão o Sheikh sairia do mimbar (espécie de pulpito de onde o Imam ou Sheikh fazem o sermão) direto para a prisão e com certeza seria também torturado. Ou seja, não havia liberdade nem mesmo para se adorar a Deus. Enquanto isso a fome e o desemprego aumentavam em uma velocidade assombrosa.
Emblema da Fraternidade Muçulmana
Hoje o povo conseguiu provocar a renúncia de Mubarak, porém o futuro do Egito ainda é incerta. Como isso os governo de Israel e E.U.A. estão também na corda bamba quanto a sua posição no Oriente Médio, pois o seu lambe-botas felizmente caiu.
Todos agora temem que os tão temidos "radicais muçulmanos" assumam. Porém quem são esses radicais? São grupos partidários como a Fraternidade Muçulmana e o Hizb Ut Tahrir. Mas ainda assim por que são tão temidos? Embora a imagem que Israel e E.U.A queiram passar seja a de que a Fraternidade Muçulmana e o Hizb Ut Tahrir sejam terroristas e radicais, a verdade é que não encontramos na história, ninguém que se comparasse em atrocidades a esses dois países. Talvez possamos dizer que o aluno aprendeu bem com o Mestre, e ambos passaram a ser espelhos do tão famoso Adolf Hitler.
Mas qual é a proposta da Fraternidade Muçulmana e do Hizb Ut Tahrir? A volta a Sharia, do sistema de califado, em que todos sem distinção de serem muçulmanos ou não serão tratados como iguais, com verdadeira justiça, e não com a falsa democracia defendida por esses países. Então sim a nossa geração conhecerá o que é de fato um Estado Islâmico, pois até então não há nenhum no mundo. Insh'Allah (Se Deus quiser) o Egito seja o primeiro. De nossa parte, nós do A Nova Cruzada estamos pedindo a Allah para que isto ocorra, não apenas no Egito mas em todo o mundo. Allahu Alan (Deus sabe melhor).

2 comentários:

  1. Olá, Omar!

    Não tinha conhecimento de que as coisas no Egito eram assim: os sheikhs serem obrigados a falar o que o ditador mandava, sob pena de reclusão e tortura!

    Mas numa Ditadura, o pensamento religioso e filosófico são sempre podados, para o povo não questionar e não reivindicar nada!

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