quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desmascarando a Bíblia de Estudo do Evangelista

Há alguns meses atrás tivemos acesso à Bíblia de Estudo do Evangelista, publicada pela IBB. De acordo com o que dela lemos, o seu objetivo é orientar os evangelistas das mais diversas instituições evangélicas, munindo-os de informações inclusive sobre as diversas religiões as quais os mesmos chamam de "seita".
O mais interessante é notar como essas próprias instituições às quais esta Bíblia é destinada, se encaixam tão bem nesta mesma definição. Também é espantosa a qualidade da informação passada, pois estas são eivadas de preconceito e falsidades, o que mostra claramente o "comprometimento" que seus editores têm com a verdade, e por conseqüência com a Palavra de Deus.
No apêndice destinado ao estudo das "seitas" encontramos uma série de disparates. Porém vamos nos ater ao Islam, pois cada um deve buscar fazer a "apologética" de sua própria fé.
Abaixo reproduzimos o texto que pode ser encontrado na referida Bíblia, e depois faremos os devidos esclarecimentos.

Islamismo

Doutrina:

Deus
Para o muçulmano Alá é o único Deus verdadeiro. Comunica-se com os homens através de anjos e profetas. Alá é um Deus vingador, cheio de ira. Por isso os muçulmanos fazem coisas horrendas em nome de Alá como matar, provocar terror e morrer. O ideal de um muçulmano é ser obediente a tal ponto de impedir a ira de Alá sobre sua vida, ganhando a vida eterna e a benção nesta vida, que significa uma vida luxuosa, tendo na comida e no sexo a maior fonte de prazer.

Refutação:
Como para o muçulmano Alá é um Deus vingador, cabe-nos mostrar o Deus que a Bíblia nos apresenta, como criador de todas as coisas, que criou o homem e à sua imagem e semelhança, preocupando-se com o homem, cercando-o de cuidados em amor e resgatando sua alma.
Com o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro o homem pode relacionar-se e ter paz.

A Nova Cruzada Explica:

Partamos agora às explicações e não tenhamos medo de encarar a verdade, pois de acordo com a Bíblia Jesus (A.S.) disse: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."  (Jo.8:32).
Enfrentemos a veracidade dos fatos de que diversos líderes cristãos de hoje, não estão capacitados para orientar a ninguém, nem a si mesmos, "são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco." (Mt.15:14). E se "Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos", a esses não agraciou com tal dádiva. Sinal de que não foram eleitos à nada pelo Senhor dos mundos.
Mas voltemos às suas alegações:
Islamismo - Na verdade a palavra correta seria Islam, pois todo "ismo" foi criado pelo homem e não por Deus. Veja por exemplo que em nenhum momento o Profeta Moisés (A.S.) deu o nome de Judaísmo à sua religião, nem Jesus chamou de Cristianismo à sua doutrina. Porém seus pretenso seguidores é que as rotularam assim. Não encontramos na Torah (Pentateuco) nem uma única vez a palavra "Judaísmo", como também não encontramos nos evangelhos o termo "Cristianismo". Porém encontramos sim no Sagrado Alcorão a seguinte declaração de Allah: "Para Allah a religião é o Islam" (3:19).
Logo o muçulmano não segue o Islamismo, mas o Islam.
Islam é uma palavra árabe que provem do termo Salam, que significa "Paz". Islam também significa "submissão, rendição (a Deus)".

Allah - Primeiramente a grafia para a transliteração correta da palavra em árabe é ALLAH, e não Alá como o autor escreveu. 

No texto acima o autor nos diz "Como para o muçulmano Alá é um Deus vingador, cabe-nos mostrar o Deus que a Bíblia nos apresenta". Ora, que nós muçulmanos saibamos só existe um único Deus, e não o Deus dos muçulmanos e o Deus da Bíblia. Se os mesmos confessam isso, seria uma declaração clara de que são politeístas?
Se tanto o autor como o editor tivessem se preocupado mais em passar informações corretas que ganhar dinheiro com sua publicação, teriam descoberto que o nome Allah vem da raiz em comum com os três idiomas semíticos a saber: árabe, hebraico e aramaico. A raiz original é "Elloh", que em seu plural majestático no hebraico passa para Elohim, que é Deus. E que por sinal é fartamente citado na Bíblia com tal nome. Em especial no Antigo Testamento. Logo, Allah é o mesmo Elohim da Bíblia. Ignorância ou parcialidade? Você responde.
Depois lemos: "Para o muçulmano Alá é o único Deus verdadeiro. Comunica-se com os homens através de anjos e profetas. Alá é um Deus vingador, cheio de ira. Por isso os muçulmanos fazem coisas horrendas em nome de Alá como matar, provocar terror e morrer".
Porém para converter o muçulmano, o evangelista deve deixá-lo ciente do seguinte fato: "Como para o muçulmano Alá é um Deus vingador, cabe-nos mostrar o Deus que a Bíblia nos apresenta, como criador de todas as coisas, que criou o homem e à sua imagem e semelhança, preocupando-se com o homem, cercando-o de cuidados em amor e resgatando sua alma.
Com o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro o homem pode relacionar-se e ter paz."

Porém analisemos os fatos: 

O Sagrado Alcorão possui 114 capítulos, ou Suratas. Em 113 delas a seguinte frase é a primeira que lemos: "Em nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso". Ora, pode ter clemência e misericórdia aquele que não possui amor? Vejamos então o que o divino amor bíblico de Deus nos recomenda: "Quando surgir em teu meio um profeta ou um intérprete de sonhos, e te apresentar um sinal ou um prodígio, - se este sinal ou prodígio que ele anunciou se realiza e ele te diz: 'Vamos seguir outros deuses (que não conheceste) e servi-los', - não ouças as palavras desse profeta ou desse intérprete de sonhos. Porque é Iahweh vosso Deus que vos experimenta, para saber se de fato amais a Iahweh vosso Deus com todo o vosso coração e com todo o vosso ser. Seguireis a Iahweh vosso Deus e a Ele temereis, observareis Seus mandamentos e obedecereis à sua voz, a Ele servireis e a ele vos apegareis. Quanto ao profeta ou intérprete de sonhos, deverá ser morto, pois pregou a rebeldia contra Iahweh vosso Deus, que vos fez sair da terra do Egito e vos resgatou da casa da escravidão, para te afastar do caminho que Iahweh teu Deus te ordenou caminhar. Deste modo extirparás o mal do teu meio.

Se teu irmão - filho do teu pai ou da tua mãe, - teu filho, tua filha, ou a mulher que repousa em teu seio, ou o amigo que é como tu mesmo, quiser te seduzir secretamente dizendo: 'Vamos servir a outros deuses', deuses que nem tu nem teus pais conheceram, - deuses de povos vizinhos, próximos ou distantes de ti, de uma extremidade da terra à outra, - não lhe darás consentimento, não o ouvirás, e que teu olho não tenha piedade dele; não use de misericórdia e não esconda o seu erro. Pelo contrário: deverás matá-lo! Tua mão será a primeira a matá-lo e, a seguir, a mão de todo o povo. Apedreja-o até que morra, pois tentou afastar-te de Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. E todo Israel ouvirá, ficará com medo e nunca mais se fará uma ação má como esta em teu meio.
Caso ouças dizer que, numa das cidades que Iahweh teu Deus te dará para aí morar, homens vagabundos, procedentes do teu meio, seduziram os habitantes de sua cidade dizendo: 'Vamos servir a outros deuses', que, não conhecestes, deverás investigar, fazendo uma pesquisa e interrogando cuidadosamente. Caso seja verdade, se o fato for consumado, se esta abominação foi praticada em teu meio, deverás então passar a fio de espada os habitantes daquela cidade. Tu a sacrificarás como anátema, juntamente com tudo o que nela existe. Reunirás todos os seus despojosno no meio da praça pública, e queimarás completamente a cidade e todos os seus despojos para Iahweh teu Deus. Ela ficará em reuínas para sempre e nunca mais será reconstruída. Nada do que for sacrificado como anátema ficará em tua mão, para que Iahweh abençôe o furor da sua cólera e te conceda o perdão, tenha piedade de ti e te multiplique, conforme jurou aos teus pais, nocaso de teres obedecido à voz de Iahweh teu Deus, observando todos os seus mandamentos , que hoje te ordeno, e praticando o que é reto aos olhos de Iahweh teu Deus. (Dt.13:2-19)".

Agora quando a questão de satisfação na comida e no sexo, é realmente estranho, para um povo que faz jejum um mês no ano e recomenda fazer jejum duas vezes na semana. Quanto ao sexo, mais estranho ainda, quando só se pode ter relacionamento com o próprio cônjuge, e mesmo assim com certas restrições, como se abster durante o período menstrual e também de certas práticas como o sexo anal por exemplo.
Cremos que o grande problema seja a ignorância por vontade própria, e a acusação sem conhecermos os nossos próprios pontos fracos. 
Senhores editores da Bíblia de Estudo do Evangelista, é no mínimo vergonhoso tal difamação. Não combina em nada com os princípios cristãos que os senhores deveriam defender.

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