quarta-feira, 1 de junho de 2011

São João: Festa Pagã ou Cristã?

Começa hoje o mês de junho, e com ele no Brasil as festas juninas que foram trazidas pelos europeus para o nosso país. A Quadrilha por exemplo teve origem nos bailes da Corte. 
O nome "junina" tem origem na homenagem feita pelos cristãos católicos a São João Batista. Logo a festa seria "joanina". No entanto a origem desta comemoração está intimamente ligada a outro dia sagrado para os católicos e a outro São João, o Evangelista.
Enquanto o dia de São João Batista é celebrado no dia 24 de junho, o de São João Evangelista é comemorado em 27 de Dezembro. Mas o que isso quer dizer?
Desde o período pré-cristão os romanos pagãos adoravam a um deus que era apresentado com duas faces que representavam a dualidade: começo e fim, passado e futuro, positivo e negativo, verão e inverno e etc. Este deus também deu origem ao nome do mês de janeiro, que em inglês é chamado January, pois esse é o mês que abre o ano e Janus era conhecido por seus devotos como "O deus das portas". Também tinha o título de "o deus da indecisão", pois de acordo com a mitologia uma cabeça falava uma coisa e a outro o contrário desta. Suas cabeças vigiavam simbolicamente os dois solstícios pelo fato dos antigos entenderem que esses eram portas para o Sol.
Com o advento do Cristianismo para que seu culto fosse aceito, a Igreja mesclou o que para ela era tido como profano com o seu sagrado, e transformou as comemorações de Janus nos dias de São João Batista (24 de junho), comemorado no solstício de inverno, e de São João Evangelista (27 de dezembro), comemorando o solstício de verão, ambos de acordo com o hemisfério sul.
Escultura do deus Janus no Vaticano
O solstício de inverno (São João Batista - 24 de junho) estava relacionado para os antigos com o nascimento do Sol, da luz, e daí veio o costume de se acender a fogueira de São João.
Como já vimos diversas vezes neste blog as igrejas cristãs (católicas e protestantes) desde os tempos mais remotos não pouparam esforços para obter seguidores, mesmo que para isso tivessem que se adequar a práticas pagãs e idólatras, às quais elas mesmas se opunham publicamente. E então nos perguntamos: Onde estão os verdadeiros ensinamentos de Jesus nestas instituições?
Vemos tantos missionários aqui e ali querendo converter os muçulmanos para o Cristianismo, mas este mesmo carece de bases sólidas, pois o que seria a sua "pedra angular", ou seja, Jesus, já foi retirada a tempos dos edifícios simbólicos das catedrais cristãs, sejam católicas ou protestantes.

2 comentários:

  1. Salam!
    Ótimo post,não sabia disso,fiquei chocada!Realmente os ensinamentos de Jesus foram deixados de lado.
    http://amulhereoislam.wordpress.com/

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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