domingo, 3 de julho de 2011

Novos Tempos: Brasil Sem Islamofobia

Caro leitor, você se lembra em algum momento no Brasil em que os meios de comunicação foram imparciais, levando o povo a verdade nua e crua, sem máscaras? Certamente não, pois isso de fato nunca ocorreu em nosso país.
Quem não se recorda por exemplo da alegação de que o Presidente de nosso país, Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração? Ora, que tipo de arma ele estava usando que seria mais fácil ele próprio apontá-la para o seu coração que para sua cabeça ou qualquer outro lugar de seu corpo? Esta é mais uma "historinha para boi dormir" de nossa imprensa tendenciosa e maquiavélica. E se ela já era assim no século passado, em pleno século XXI a coisa não mudou. Basta ver a capa da Revista Veja de abril deste ano, onde este veículo de (des)informação difama os muçulmanos do Brasil e alega falsamente tero obtido informações com órgãos secretos internacionais.
Leitor, pense um pouco conosco: você acha que se isso fosse verdade, o FBI, CIA e Interpol passariam suas informações secretas para uma revista brasileira? Com que intuito abriram seus arquivos secretos investigativos? Sandice... E esta é qualidade de leitura que você deseja para si? Não faça de seu cérebro uma lixeira. Você merece mais. Por isso indicamos aqui em uma outra matéria a revista Carta Capital, que ainda mantem a sua ética profissional.
Felizmente as coisas no Brasil estão mudando, e muitos estão acordando para a tão antiga manipulação midiática. Um exemplo claro disso foi o discurso feito pelo Deputado Protógenes Queiroz na tribuna do Plenário Ulysses Guimarães como pode ser visto nos vídeos abaixo: 



Além deste protesto público do Deputado, podemos ver que a lei enfim também está começando a ser aplicada em nosso país. Exemplo disso é que A Juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35º Vara Cível de São Paulo, condenou a Revista Veja e a Editora Abril pela reportagem: "A Rede do Terror no Brasil". A ação foi movida pela União Nacional Islâmica - UNI por intermédio do Dr. Abdi Abdouni, advogado e também muçulmano.
A condenação será a publicação do direito de resposta ocupando o mesmo espaço da matéria difamatória e criminosa que a Veja havia publicado anteriormente. De acordo com o Dr. Abdi Abdouni: "As ofensas contidas no texto impugnado causam lesões aos direitos da coletividade muçulmana, dando ensejo, ao direito de resposta reinvidicado".
Para os mais incrédulos, segue abaixo a sentença expedida pela juíza:

A verdade é que ainda falta muito para que a islamofobia seja tratada como crime no Brasil e punida como se deve, mas os primeiros passos já estão sendo dados, e como disse Lao Tsé: "Uma longa caminhada se começa pelo primeiro passo".

2 comentários:

  1. Nesse caso do Getúlio, foi ainda mais berrante, porque em volta do tiro, não tinha pólvora o suficiente, logo o tiro partiu de mais longe. A menos que ele fosse o The Flash rsrsrsrs
    Só rindo desses absurdos que a mídia fala, mesmo!

    No caso da Revista Veja (quanto absurdo), achei a decisão exemplar e uma das mais justas já tomadas! Tá certo que essa revista está cheia de processos, mas pelo menos, isso não passou batido! Vou adorar ver essa reportagem de direito de resposta da Comunidade Muçulmana Brasileira!

    Parabéns ao Deputado Protógenes, ao Dr. Abdi Abdouni e a União Islâmica!

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  2. Parabéns pelo blog e pelas matérias. Infelizmente para alguns ditos profissionais, o que me entristece, já que também sou jornalista, não é a falta de senso mas sim a falta de base escolar. Não conhecem ou preferem esquecer o que aprenderam na escola. Para saber um pouco mais, é só lembrar das matérias da sexta e sétima série sobre as cruzadas, reforma religiosa, primeiros códigos de leis, expansão, tratados de medicina e matemática e por aí se segue, para saber o que é o Islam. Só que infelizmente, o que vende são as chamadas sensacionalistas. E se não tenho matéria, então vamos criar uma! Uma pena que em pleno século XXI ainda tenha que dizer o velho ditado russo do século XIX... "talvez a única verdade no jornal, seja a data".

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