terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Jesus (A.S.) é Emanuel (Deus conosco)?


Mateus Evangelista
"Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (Emuanuel traduzido é: Deus conosco)." (Mt.1:22-23)

Caro leitor, diante do vídeo e do excerto acima se torna óbvio o fato de que o Profeta Jesus (A.S.) é de fato Emanuel (Deus conosco). Correto?
Agora analisemos meticulosamente a passagem de Mt. 1:22. Nela o Evangelista Mateus atesta que "o Senhor disse pelo Profeta". Mas que profeta seria esse? Bem, trata-se do Profeta Isaías (A.S.). Portanto vejamos o que de fato Deus disse por meio dele (A.S.) de acordo com diversas versões da Bíblia:: 

"Portando, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

"Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Atualizada  (ARA) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2006

"Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a jovem que está grávida dará à luz um filho e porá nele o nome de Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Profeta Isaías
Agora vejamos a mesma passagem na Bíblia de Jerusalém, conhecida como uma das melhores traduções e uma das melhores Bíblias de Estudo no Brasil atualmente:

"Pois sabeis que o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a jovem está grávida e dará luz um filho e dar-lhe-á o nome de Emanuel." (Is.7:14) - Bíblia de Jerusalém - Editora Paulus - 2002

Vejamos agora o mesma passagem de acordo com a Bíblia Hebraica, conhecida pela exatidão da tradução dos termos por ter sido traduzida diretamente do hebraico para o português:

"Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('Deus está conosco')." (Is.7:14) - Bíblia Hebraica - Editora Sêfer - 2006

Atentemos agora para o que diz agora a nota de roda-pé da Bíblia de Jerusalém sobre o termo destacado em vermelho:

"A tradução grega traz 'a virgem', precisando assim o termo hebraico 'almah' que designa, quer a donzela, quer uma jovem casada recentemente (ou seja, não mais virgem) sem explicar mais". (Bíblia de Jerusalém - Editora Paulus - Pág. 1265. Edição de 2002).

Leiamos agora o que diz o site Judeus.org sobre esse versículo:

"Tradução grosseira da palavra almá (almah), a palavra 'almah' significa uma 'jovem mulher' e não uma virgem. Fato reconhecido por estudiosos sérios da Bíblia. A palavra hebraica para virgem é 'bâtul', e virgindade 'batulim'." E o exegeta judeu continua: "o versículo no (idioma) original em hebraico diz 'ha'almah', ou seja 'a jovem mulher' , ou 'a moça' como preferem alguns exegetas. 
O texto diz 'a jovem mulher' ou 'a moça', e não diz 'uma jovem mulher'. Este 'a' especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo: ...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de,  eis que uma moça grávida dará à luz um filho."

Antes de mais nada podemos ver que houve uma manipulação no termo em grego para forçar que a profecia pareça com o que se quer provar em Mt.1:22-23. Mas ainda assim analisemos se esta profecia se refere a Jesus (A.S.), o Messias?

"Eis que a jovem está grávida...

Ora! Percebemos pela informação acima de acordo com as melhores traduções (Bíblia de Hebraica e Bíblia de Jerusalém) que o Profeta Isaías (A.S.) fala no presente. E é sabido que ele viveu no período compreendido entre 765 a.C. a 681 a.C. logo, vários e vários século antes de Maria (A.S.) e por consequência do próprio Profeta Jesus (A.S.). Ou seja, em seu tempo a mulher que daria à luz a Emanuel já estava grávida.

"E (ela) o chamará Emanuel"


Bem, vemos aqui quem chamará será a mãe de Emanuel e nãos os demais.

Porém leiamos agora a seguinte passagem:


Lucas Evangelista
"E eis que em teu ventre conceberás, e dará à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus." (Lc.1:31) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

"Pôr-lhe-ás o nome de Jesus"

De acordo com a profecia do Antigo Testamento a mãe deveria apor à criança o nome de Emanuel. Porém de acordo com a ordem de Deus por meio do Anjo Gabriel a ordem foi dar o nome de Jesus. Para que a profecia se cumprisse, o Messias então não deveria se chamar Emanuel e não Jesus de acordo com o livro de Isaías?

Contexto Histórico

Se lermos todo o capítulo 7 do livro de Isaías, veremos que esta profecia não se aplica de forma alguma ao Profeta Jesus (A.S.). Por que?
Antes de mais nada porque Is.7:14 fala sobre a profecia feita para o rei judeu Acaz para amenizar o seu temor da invasão de dois reis (de Damasco e da Síria) que se preparavam para invadir Jerusalém cerca de 600 anos antes de Jesus (A.S.). O ponto de vista de Isaías era que este evento aconteceria num futuro breve (e não 600 anos, como quer o Cristianismo).
Se nos aprofundarmos ainda mais poderemos ler em:

"Na verdade, antes que este menino (Emanuel) saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis." (Is.7:16) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Por fim, para que não reste mais dúvidas, leiamos a confirmação do versículo anterior em:

"Porque, antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, se levarão as  riquezas de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria." (Is.8:14) Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB - 2009

Logo este versículo põe por terra qualquer conexão com o Profeta Jesus (A.S.) que teria nascido 600 anos depois.

No entanto nós muçulmanos cremos que o Profeta Jesus (A.S.) seja o Messias, pois o Sagrado Alcorão respalda isto, porém na Bíblia, todas as vezes que vemos alguma profecia utilizando como base o Antigo Testamento para dar sustentação à messianidade de Jesus (A.S.) vemos claramente que ela foi distorcida como ocorre com esta.
Porém leiamos o que Allah diz no Sagrado Alcorão:

"Lembra-lhes de quando os anjos disseram: 'Ó Maria! Por certo Allah te alvissara um Verbo, vindo dEle, seu nome é O Messias, Jesus, Filho de Maria, sendo honorável nesta vida terrena e na Derradeira Vida, e dos achegados a Allah. E falará aos homens, no berço, e na maturidade, e será dos íntegros.'" (Sagrado Alcorão 3:45-46).

Por fim vemos que a alegação de que os muçulmanos renegam a Jesus (A.S.) como o Messias e Profeta de Deus não passa de uma farsa, mas não podemos dizer o mesmo no que se trata da Bíblia, pois o Antigo Testamento que temos em mão jamais deu eco a condição messiânica do Respeitável filho de Maria.
Como então depois disto ficam hinos como os que vemos abaixo? Pense...

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Ano do 3

Não, não se assustem, ao contrário do que possa parecer pelo título, este artigo não trata de numerologia, até mesmo porque nós muçulmanos não a utilizamos. Porém este mês estamos completando 3 anos de A Nova Cruzada, e desde o ano passado é sabido por todos que temos participado do concurso TOP BLOG, que classifica os melhores blogs. No ano de 2010 participamos tendo ficado com o TOP 100, ou seja dentre os 100 mais votados na categoria Religião. Para nossa surpresa este ano chegamos ao TOP 3. Tudo isso graças a Allah em primeiro lugar e depois a todos os nossos leitores. Por isso nós do A Nova Cruzada agradecemos a todos e desejamos estar com você leitor nos próximos anos. Você é muito importante para nós.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Para a Igreja ou Para a Balada?

Para a igreja ou para a balada? Esta pergunta que para muitos jovens ocidentais poderia ser normal, na Suécia não tem mais razão de ser, pois  o Pastor Olle Idestrom levou a balada para dentro da igreja. Isso mesmo, transformou o seu templo de adoração a Deus em uma espécie de boite exótica onde a música eletrônica toca a toda; os raios lasers colorem a penumbra enquanto a missa (culto) ocorre embalada por "gritinhos" e "trenzinhos" da congregação. Ou seria melhor dizer: da platéia?
Diante dessa mais nova bizarrice nos perguntamos: Será que o intuito de tal evento é de fato adorar a Deus ou meramente arrumar uma diversão para o fim de semana e um meio de encher o bolso do pastor com os ingressos (ou melhor dizendo, as ofertas)? Os frequentadores em meio a tanto barulho e distrações sensoriais, conseguem sentir a presença de Deus? Enfim, a boite está armada, alguém duvida que dentro em pouco começará também a pegação? Ops... Desculpe, a Azaração Gospel.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cristãos Sionistas - Parte II

De acordo com o livro "A Questão Jerusalém", editado por Ali Kazak, então Embaixador da Palestina na Austrália e Nova Zelândia, em 1997, e reeditado pela Delegação Especial Palestina no Brasil em 1999, o objetivo de Israel era tomar as terras dos palestinos e expulsá-los de seu território. Os habitantes da Jerusalém moderna em 1945, estimados em 24.000 cristãos e 21.000 muçulmanos , fugiram ou foram mortos quando atacados por sionistas ou pseudo-judeus em maio de 1948. Em dezembro do mesmo ano , a ONU exigiu repatriação dos palestinos ou que fosse paga indenização aos que não desejassem retornar, mas Israel não o fez. Em 1967, após a tomada da cidade velha , Israel fez uma nova tentativa frustrada para expulsar os palestinos e tomar suas terras. O governo da Jordânia estimava os refugiados em cerca de 410.248. A ONU solicitou, mais uma vez, sua repatriação e num gesto simbólico, para não ficar mal diante das Nações Unidas, Israel repatriou 14.000 enquanto, "por debaixo dos panos", ao mesmo tempo expulsava 17.000 palestinos.
Voltando um pouco mais no tempo começamos a ver que alguns paradoxos começaram a existir desde Theodor Herzl (1890-1904), tido como principal fundador do Sionismo, que se baseava nos movimentos colonialistas europeus. Em seu livro "O Estado Judeu", publicado em 1896 ele descreve o Sionismo como: "uma parte da trincheira européia contra a Ásia, um posto avançado da civilização contra a barbárie." Ora, o que Herzl chamava de civilização? Nesta ótica não eram, por exemplo os pacíficos índios nas Américas mais civilizados s belicosos europeus? Porém os árabes já tinham neste período mostrado ao mundo que estavam bem longe de serem bárbaros, pois tinha contribuído em diversos campos para com a ciência e a matemática.
Theodor Hertzl
Bem, se a intenção de Theodor Hertzl era de acabar também com o anti-semitismo, veremos mais adiante que ele nada mais fez senão inflamá-lo.
Percebemos que mais a frente, depois da primeira guerra mundial, os britânicos assumiram três promessas mutuamente contraditórias para o futuro da Palestina. Em 1916, no acordo de Sykes-Picot, com o governo francês e o russo, eles propunham que a Palestina fosse colocada sob administração internacional. Já a correspondência de Hussein Mac Mahon de 195-1916 asseverava que a Palestina seria incluída dentro da Zona de Independência Árabe. E na Declaração de Balfour de 2 de novembro de 1917, encorajava a colonização da Palestina por judeus sob proteção britânica.
Mas se você acha que toda essa trama ambiciosa terminou por aí, está redondamente enganado. A intenção de Hertzl de acabar com o anti-semitismo era mais uma vez pura farsa, pois a nova política de exílio provocou sim o aumento indiscriminado do anti-semitismo na Europa, o que culminou com a segunda guerra mundial.
Pense bem leitor, você acha realmente que Adolf Hitler levantou certo dia de mau humor e decidiu que daquele dia em diante iria exterminar os judeus por puro capricho? Óbvio que não. Não estou porém com isso que Hitler tinha razão, pois não há qualquer justificativa para se exterminar um povo como ele fez, com o Holocausto Judaico e como Israel faz hoje, com o Holocausto Palestino. Ocorre que na manchete do Daily Express, um jornal  de Londres, no dia 24 de março de 1933 estava estampado em letras garrafais: "Judéia declara guerra à Alemanha - Judeus de todo o mundo unidos em ação. Boicote das mercadorias alemãs." Este boicote iniciado pelo congresso mundial judaico e pelos líderes sionistas enfureceu Hitler que passou então a posição de inimigo moral dos judeus, sem distinguir sionistas dos que eram apenas judeus fiéis a Torah, que são completamente avessos ao sistema sionista, como diz o Rabino Schwartz de uma organização judaica ortodoxa anti-sionista e pró-Palestina de nome Neturei Karta no The New York Times em 30 de setembro de 1997:

"O Estado sionista ou qualquer organização sionista, ou uma que se autodenomina 'Conselho Ortodoxo Mundial' e qualquer indivíduo envolvido neste tema, não representa os Judeus Fiéis à Torah."


Dizia ainda:

"O Sionismo é uma heresia, e os verdadeiros judeus não são contaminados pelo sionismo. Judeus verdadeiros não se envolvem com as atividades sionistas. De acordo com a Torah, não nos é permitido insultar, humilhar ou dominar um povo."


"Toda terra deve ser devolvida à nação Palestina, e outras terras ocupadas devem ser devolvidas à Síria e ao Líbano."


"Políticos sionistas e seus companheiros de viagem, mesmo se aparentarem religiosidade, não falam pelo povo judeu. De fato a conspiração sionista contra a tradição e leis judaicas tornam o sionismo e todos os seus efeitos e entidades os arqui-inimigos do povo judeu!"


O que nos espanta em nossas pesquisas é que os sionistas paradoxalmente de fato tinham interesse no Holocausto judaico e islâmico (feito desde a fundação de Israel com os Palestinos). Pois muitos destes criminosos que se auto-intitularam judeus indevidamente, colaboraram inclusive financeiramente com a Alemanha nazista e em diversos momentos fazia acordos com os nazistas da Hungria para que o Holocausto Judaico fosse levado adiante, porém com a liberação de uma "elite" extremamente seleta de judeus mais "jovens, saudáveis e inteligentes", dispostos a participarem da invasão da Palestina, enquanto o restante poderia perecer cruelmente nas câmaras de gás.
Tratando assim como o vaqueiro que conduz o gado, os sionistas juntamente com os nazistas seguiam sua trajetória rumo ao poder, matando uns e acuando outros, de modo que os fugitivos tinham apenas como opção o Oriente Médio, onde ao chegarem eram incorporados às fileiras sionistas para massacrarem o povo palestino.
Uma ilusão criada na cabeça dos demais é de que a "Democracia Israelense" como quer fazer crer o Estado de Israel que são a única e autêntica democracia no Oriente Médio, gerando assim o pretexto de segurança que é fortemente sustentado pelos sionistas no qual eles devem ser a quarta potência militar do mundo para se defender da ameaça dos supostos "terroristas" alegados pelos mesmos, hostilizando assim os árabes tidos por eles como primitivos , violentos, e iletrados, o que não passa de uma descarada mentira.
Podemos então comparar tal democracia israelense com o apartheid na África do Sul, ou a Índia na época em que Mahatma Gandhi conquistou sua independência.
O ódio israelense pelos proprietários originais da terra é tão grande que chegaram mesmo ao ponto de mudarem o nome de diversos locais e cidades de nomes árabes para hebraico, e a bandeira de Israel nas cores branca e azul celeste, símbolos da paz e da tranquilidade, inspirados no Talit (espécie de véu utilizado pelos homens para cobrir a cabeça durante as orações, assim como os árabes utilizam a Kafiah), o véu para a oração. Hoje poderia ter seu azul substituído pelo vermelho do sangue de tantos mártires palestinos, derramado em sua terra; e seu branco pacifista poderia dar lugar ao negro das trevas da ignorância, do preconceito racial e da intolerância, ou quiçá, segundo o ocidente, ao luto pela morte de tantos civis inocentes.
Para aqueles cristãos que pensam que Israel é um paraíso judaico na terra, só podemos dizer que estão profundamente enganados, pois em seu Estado localizado entre o verdadeiro muro das lamentações , o que é o muro da segregação, como Israel mesmo o chama, pois separa judeus de palestinos, tendo apenas os palestinos uma pequena passagem e tendo que se submeter da forma mais torpe às revistas e etc., os civis de Israel têm sua liberdade tolhida, os procedimentos judiciais e os direitos humanos básicos são negados por lei aos que não cumprem os requisitos raciais e religiosos, excluindo os árabes, os não judeus, os cristãos. Até mesmo qualquer tipo de protesto ou manifestação contrária ao Estado de Israel, mesmo que esses sejam pacíficos, são reprimidos com metralhadoras, prisões e torturas para obterem covardemente confissões forçadas como sendo estes, terroristas inimigos de judeus em geral e não de Israel propriamente dito.
Por fim, um cristão defender Israel e ir contra a Palestina é o mesmo que um cristão na suposta crucificação de Jesus (A.S.) torcer por Judas Iscariotes ao invés do Messias.
Convido-o agora a assistir os vídeos abaixo:

Protesto em Israel Contra Negros



Menino Judeu Protesta Contra Israel e Sofre Repressão da Polícia Israelense


Rabino Judeu Protesta Contra Israel


Com tudo isso, pergunto: você ainda acha que a Israel Sionista de hoje é a mesma Israel citada na Bíblia, que segundo a mesma será estabelecida pelo Messias em seu retorno? Refilta...
Mas se ainda acha, assista esse vídeo sobre como uma TV Israelense trata ao Messias, Jesus, Filho de Maria:

TV Israelense Ridiculariza Jesus





Como os Sionistas Tratam os Cristãos em Israel

Cristãos Sionistas - Parte I

Esta semana chegou às minhas mãos um jornal pentecostal em que como sempre o governo sionista de Israel era colocado como vítima. Até aí isso obviamente não me surpreendeu. A machete dizia: "Mais uma vez, o mundo se levanta contra Israel". Ora, pensemos um pouco: será que todo o mundo está errado e apenas Israel e os E.U.A. estão certos? Ou será que as atrocidades e arbitrariedades de Israel chegaram a um ponto limite onde já se tornou impossível de esconder da humanidade?
Tal título até então não me chamou atenção, pois já é sabido o quanto certas igrejas IDOLATRAM Israel, como se o próprio governo israelense corroborasse o Cristianismo e respaldasse seus ensinamentos. Ledo engano, pois nem os judeus e menos ainda os sionistas reconhecem Jesus (A.S.) como o Messias, profeta de Deus, enviado de Deus e etc.
Mas voltando a matéria, o que realmente me fez ficar boquiaberto, se é que alguma coisa nesse meio ainda possa me surpreender, foi o fato de colocarem a oposição a Israel como uma oposição a Bíblia, pois na página que trata da matéria na íntegra lemos: "O que as profecias bíblicas falam sobre a oposição a Israel no final dos tempos e as verdades sobre o Oriente Médio omitidas pela maior parte da imprensa."
Porém será mesmo que a Bíblia respalda essa Israel que temos hoje? Será que o Judaísmo e seus dignatários concordam com Israel e com o alegado em tal jornal? Vejamos:
O texto bíblico que tais pentecostais sionistas utilizam como argumento é: "A salvação vem dos judeus." (Jo.4:22). Porém os mesmos se esquecem que os próprios judeus segundo consta na Bíblia, foram os responsáveis por renegarem seus profetas e também pela suposta morte de Jesus (A.S.), não o aceitando como o Messias. Por este motivo o próprio Jesus (A.S.) disse:

"Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os que foram enviados, quantas vezes quis reunir teus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas não quiseste! Eis que vossa casa ficará abandonada. Sim, eu vos digo, que não me vereis até o dia em que direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor." (Lc.13:34)

"Então começou a verberar as cidades onde havia feito a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: 'Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito se teriam arrependido, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas eu vos digo: no Dia do Julgamento haverá menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós. E tu Cafarnaum, por acaso te elevarás até o céu? Antes, até o inferno descerás. Porque se em Sodoma tivessem sido realizados os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas eu vos digo que no Dia do Julgamento haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para vós.'" (Mt.11:20-24).

Tais passagens foram corroboradas por Allah no Sagrado Alcorão quando disse:

"Os que renegaram a Fé, dentre os filhos de Israel, foram amaldiçoados pela boca de David e de Jesus, filho de Maria. Isso porque desobedeceram e cometeram agressão." (Sagrado Alcorão - 5:78).

Rabino protesta contra Israel
Talvez você possa perguntar sobre o que temos contra os judeus, ou Jerusalém, e mais amplamente contra Israel. Podemos dizer que muito pelo contrário , não há nada contra o Judaísmo. Note que, por exemplo, no Alcorão Allah mesmo não generaliza, pois diz que "os que renegam a Fé, dentre os filhos de Israel, foram amaldiçoados." Ora, a palavra "dentre" já demonstra que não foram todos os filhos de Israel que a renegaram, logo de forma alguma o Islam tem os judeus (que não nossos primos) como amaldiçoados. O muçulmano que não respeita a religião judaica, comete um grande erro, pois esta foi baseada na Torah que foi originalmente revelada por Allah a um de seus profetas, ou seja,  a Moisés (A.S.).
O que desejamos mostrar até então é que se a idolatria por Israel é justificada por Jo.4:22, ela é anulada por Lc.13:34 e Mt.11:20-24).

Inconsistência Bíblica do Estado de Israel

Embora possa se alegar um motivo profético para a fundação do Estado de Israel, como poderemos ver ele é inteiramente inconsistente. Pois a tese que é defendida como motivo para a criação desta terra prometida , encontra-se no livro de Isaías. Porém como veremos, Israel como Estado constituído só passaria existir com a vinda do Messias. Leia:

"Naquele dia, o Senhor tornará a estender a sua mão para resgatar o resto de seu povo, a saber, aquilo que restar na Assíria, e no Egito, em Patros, em Cuch e no Elam, em Senaar, em Emat, nas ilhas do mar. ele erguerá um sinal para as nações e reunirá os banidos de Israel. Ajuntará os dispersos de Judá dos quatro cantos da terra." (Is. 11:11-12).

Levando em consideração que segundo a crença judaica, Jesus (A.S.) não é o Messias, e que até hoje os judeus aguardam o seu prometido enviado de Deus para reunir o povo judeu sob seu comando, um Estado formado antes da ordem  messiânica é um ultraje à própria autoridade do Messias.
Lembramos que para nós, Jesus (A.S.) de fato é o Messias.

Os Terrores do Sionismo

D. Damaskinos Mansour
Segundo D. Damaskinos Mansour, Arcebispo Metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquena no Brasil: "O cristianismo ortodoxo recusa, de forma absoluta a crença sionista do século XX, apoiada por alguns setores evangélicos radicais e tortuosos que alegam o retorno do povo de Israel para a Terra Santa (Palestina)." [Do livro: A Questão Jerusalém]
O que talvez esses mesmos evangélicos, aos quais D. Damaskinos se refere, desconheçam, são os terrores e as arbitrariedades cometidas pelo governo sionista de Israel.
A principal desculpa e aparente motivação para a invasão da Palestina era ade que aquelas terras pertenciam aos seus antepassados. Ora! Que antepassados, se, por exemplo, os judeus ashkenazin descendem dos cossacos russos convertidos ao judaísmo por um decreto do Czar no século VIII? Que antepassados judeus este povo pode ter no Oriente Médio? Seus antecessores estão bem enterrados no leste-europeu.
Ao pesquisarmos mais profundamente sobre o assunto para que pudéssemos abordá-lo com mais propriedade para este artigo, descobrimos uma das maiores ironias sobre a motivação do movimento sionista para a ocupação da Palestina que não passa de pretexto descabido para ocultar um intuito obscuro e envolto nas brumas além do óbvio interesse na erradicação do povo árabe. Seus primos, quiçá irmãos já de tanto tempo e que sempre vieram incomodando devido a puro capricho segundo a Bíblia conta, de Sara e de Isaac, motivo pelo qual, de acordo com o livro sagrado já deturpado, Hagar foi abandonada no deserto.
Vemos claramente a falta de valores e a ganância desmedida dos pseudo-judeus sionistas quando criaram o mito de "Uma terra sem povo, para um povo sem terra". O que ocorre leitor, é que esta ficção criada de que a Palestina era um local desabitado, servindo apenas de pouso para as tribos nômades árabes vez por outra, e aguardava apenas ser habitada, mais uma vez não passava de uma grande farsa, como tantas outras. Assim como ocorreu com o "Descobrimento do Brasil", onde ao chegarem os portugueses, índios já estavam em nossas terras. Do mesmo modo a "terra sem povo" já possuía uma verdadeira nação habitando-a. Desta forma houve o pretexto necessário para tentar eliminar um povo, juntamente com sua identidade, nacionalidade, cultura e títulos de direito de posse dos palestinos que vivem naquelas terras há tempos  imemoráveis.
Assim após a tentativa dos Cristãos dominarem a Palestina com as cruzadas medievais, tentativa essa que embora não tenha tido sucesso completo, acabou por integrar nesta terra - palco de pregação e perseguição de tantos profetas - a judeus, muçulmanos e cristãos, que desde então após o fim das batalhas passaram a conviver harmonicamente em toda a Palestina e mais precisamente em Jerusalém, cidade cujo nome ironicamente significa "Cidade da Paz".
[Continua]