quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cristãos Sionistas - Parte II

De acordo com o livro "A Questão Jerusalém", editado por Ali Kazak, então Embaixador da Palestina na Austrália e Nova Zelândia, em 1997, e reeditado pela Delegação Especial Palestina no Brasil em 1999, o objetivo de Israel era tomar as terras dos palestinos e expulsá-los de seu território. Os habitantes da Jerusalém moderna em 1945, estimados em 24.000 cristãos e 21.000 muçulmanos , fugiram ou foram mortos quando atacados por sionistas ou pseudo-judeus em maio de 1948. Em dezembro do mesmo ano , a ONU exigiu repatriação dos palestinos ou que fosse paga indenização aos que não desejassem retornar, mas Israel não o fez. Em 1967, após a tomada da cidade velha , Israel fez uma nova tentativa frustrada para expulsar os palestinos e tomar suas terras. O governo da Jordânia estimava os refugiados em cerca de 410.248. A ONU solicitou, mais uma vez, sua repatriação e num gesto simbólico, para não ficar mal diante das Nações Unidas, Israel repatriou 14.000 enquanto, "por debaixo dos panos", ao mesmo tempo expulsava 17.000 palestinos.
Voltando um pouco mais no tempo começamos a ver que alguns paradoxos começaram a existir desde Theodor Herzl (1890-1904), tido como principal fundador do Sionismo, que se baseava nos movimentos colonialistas europeus. Em seu livro "O Estado Judeu", publicado em 1896 ele descreve o Sionismo como: "uma parte da trincheira européia contra a Ásia, um posto avançado da civilização contra a barbárie." Ora, o que Herzl chamava de civilização? Nesta ótica não eram, por exemplo os pacíficos índios nas Américas mais civilizados s belicosos europeus? Porém os árabes já tinham neste período mostrado ao mundo que estavam bem longe de serem bárbaros, pois tinha contribuído em diversos campos para com a ciência e a matemática.
Theodor Hertzl
Bem, se a intenção de Theodor Hertzl era de acabar também com o anti-semitismo, veremos mais adiante que ele nada mais fez senão inflamá-lo.
Percebemos que mais a frente, depois da primeira guerra mundial, os britânicos assumiram três promessas mutuamente contraditórias para o futuro da Palestina. Em 1916, no acordo de Sykes-Picot, com o governo francês e o russo, eles propunham que a Palestina fosse colocada sob administração internacional. Já a correspondência de Hussein Mac Mahon de 195-1916 asseverava que a Palestina seria incluída dentro da Zona de Independência Árabe. E na Declaração de Balfour de 2 de novembro de 1917, encorajava a colonização da Palestina por judeus sob proteção britânica.
Mas se você acha que toda essa trama ambiciosa terminou por aí, está redondamente enganado. A intenção de Hertzl de acabar com o anti-semitismo era mais uma vez pura farsa, pois a nova política de exílio provocou sim o aumento indiscriminado do anti-semitismo na Europa, o que culminou com a segunda guerra mundial.
Pense bem leitor, você acha realmente que Adolf Hitler levantou certo dia de mau humor e decidiu que daquele dia em diante iria exterminar os judeus por puro capricho? Óbvio que não. Não estou porém com isso que Hitler tinha razão, pois não há qualquer justificativa para se exterminar um povo como ele fez, com o Holocausto Judaico e como Israel faz hoje, com o Holocausto Palestino. Ocorre que na manchete do Daily Express, um jornal  de Londres, no dia 24 de março de 1933 estava estampado em letras garrafais: "Judéia declara guerra à Alemanha - Judeus de todo o mundo unidos em ação. Boicote das mercadorias alemãs." Este boicote iniciado pelo congresso mundial judaico e pelos líderes sionistas enfureceu Hitler que passou então a posição de inimigo moral dos judeus, sem distinguir sionistas dos que eram apenas judeus fiéis a Torah, que são completamente avessos ao sistema sionista, como diz o Rabino Schwartz de uma organização judaica ortodoxa anti-sionista e pró-Palestina de nome Neturei Karta no The New York Times em 30 de setembro de 1997:

"O Estado sionista ou qualquer organização sionista, ou uma que se autodenomina 'Conselho Ortodoxo Mundial' e qualquer indivíduo envolvido neste tema, não representa os Judeus Fiéis à Torah."


Dizia ainda:

"O Sionismo é uma heresia, e os verdadeiros judeus não são contaminados pelo sionismo. Judeus verdadeiros não se envolvem com as atividades sionistas. De acordo com a Torah, não nos é permitido insultar, humilhar ou dominar um povo."


"Toda terra deve ser devolvida à nação Palestina, e outras terras ocupadas devem ser devolvidas à Síria e ao Líbano."


"Políticos sionistas e seus companheiros de viagem, mesmo se aparentarem religiosidade, não falam pelo povo judeu. De fato a conspiração sionista contra a tradição e leis judaicas tornam o sionismo e todos os seus efeitos e entidades os arqui-inimigos do povo judeu!"


O que nos espanta em nossas pesquisas é que os sionistas paradoxalmente de fato tinham interesse no Holocausto judaico e islâmico (feito desde a fundação de Israel com os Palestinos). Pois muitos destes criminosos que se auto-intitularam judeus indevidamente, colaboraram inclusive financeiramente com a Alemanha nazista e em diversos momentos fazia acordos com os nazistas da Hungria para que o Holocausto Judaico fosse levado adiante, porém com a liberação de uma "elite" extremamente seleta de judeus mais "jovens, saudáveis e inteligentes", dispostos a participarem da invasão da Palestina, enquanto o restante poderia perecer cruelmente nas câmaras de gás.
Tratando assim como o vaqueiro que conduz o gado, os sionistas juntamente com os nazistas seguiam sua trajetória rumo ao poder, matando uns e acuando outros, de modo que os fugitivos tinham apenas como opção o Oriente Médio, onde ao chegarem eram incorporados às fileiras sionistas para massacrarem o povo palestino.
Uma ilusão criada na cabeça dos demais é de que a "Democracia Israelense" como quer fazer crer o Estado de Israel que são a única e autêntica democracia no Oriente Médio, gerando assim o pretexto de segurança que é fortemente sustentado pelos sionistas no qual eles devem ser a quarta potência militar do mundo para se defender da ameaça dos supostos "terroristas" alegados pelos mesmos, hostilizando assim os árabes tidos por eles como primitivos , violentos, e iletrados, o que não passa de uma descarada mentira.
Podemos então comparar tal democracia israelense com o apartheid na África do Sul, ou a Índia na época em que Mahatma Gandhi conquistou sua independência.
O ódio israelense pelos proprietários originais da terra é tão grande que chegaram mesmo ao ponto de mudarem o nome de diversos locais e cidades de nomes árabes para hebraico, e a bandeira de Israel nas cores branca e azul celeste, símbolos da paz e da tranquilidade, inspirados no Talit (espécie de véu utilizado pelos homens para cobrir a cabeça durante as orações, assim como os árabes utilizam a Kafiah), o véu para a oração. Hoje poderia ter seu azul substituído pelo vermelho do sangue de tantos mártires palestinos, derramado em sua terra; e seu branco pacifista poderia dar lugar ao negro das trevas da ignorância, do preconceito racial e da intolerância, ou quiçá, segundo o ocidente, ao luto pela morte de tantos civis inocentes.
Para aqueles cristãos que pensam que Israel é um paraíso judaico na terra, só podemos dizer que estão profundamente enganados, pois em seu Estado localizado entre o verdadeiro muro das lamentações , o que é o muro da segregação, como Israel mesmo o chama, pois separa judeus de palestinos, tendo apenas os palestinos uma pequena passagem e tendo que se submeter da forma mais torpe às revistas e etc., os civis de Israel têm sua liberdade tolhida, os procedimentos judiciais e os direitos humanos básicos são negados por lei aos que não cumprem os requisitos raciais e religiosos, excluindo os árabes, os não judeus, os cristãos. Até mesmo qualquer tipo de protesto ou manifestação contrária ao Estado de Israel, mesmo que esses sejam pacíficos, são reprimidos com metralhadoras, prisões e torturas para obterem covardemente confissões forçadas como sendo estes, terroristas inimigos de judeus em geral e não de Israel propriamente dito.
Por fim, um cristão defender Israel e ir contra a Palestina é o mesmo que um cristão na suposta crucificação de Jesus (A.S.) torcer por Judas Iscariotes ao invés do Messias.
Convido-o agora a assistir os vídeos abaixo:

Protesto em Israel Contra Negros



Menino Judeu Protesta Contra Israel e Sofre Repressão da Polícia Israelense


Rabino Judeu Protesta Contra Israel


Com tudo isso, pergunto: você ainda acha que a Israel Sionista de hoje é a mesma Israel citada na Bíblia, que segundo a mesma será estabelecida pelo Messias em seu retorno? Refilta...
Mas se ainda acha, assista esse vídeo sobre como uma TV Israelense trata ao Messias, Jesus, Filho de Maria:

TV Israelense Ridiculariza Jesus





Como os Sionistas Tratam os Cristãos em Israel

2 comentários:

  1. Salaam!

    Sei que o ser humano é livre para acreditar no que quiser, mas respeitar a crença dos outros mais do que um direito é um dever.... é horrível pensar que ainda tem pessoas com uma mentalidade tão pequena a ponto de ridicularizar a fé dos outros... não é a toa que apesar de tanto conhecimento e tecnologia a impressão que temos é que muitos estão "parados" no tempo da ignorância....

    ResponderExcluir
  2. Aleikum Asalam
    É verdade Dani, e o que mais espanta é que os cristãos sionistas são os mesmos que "idolatram" um estado que renega e repudia o messias e mestre deles, enquanto os muçulmanos que acreditam em Jesus (A.S.) como messias, profeta, servo de Deus, verbo de Deus e etc... esses são tidos como infiéis...
    Enfim.. são os paradoxos desta classe...
    Não dos cristãos coerentes. Mas dessa classe...

    ResponderExcluir