quinta-feira, 29 de março de 2012

Leão de Judá Não Cola

Depois do Guaraná Jesus, que foi comprado pela Coca-Cola, agora chegou a vez de mais uma marca gospel de refrigerantes invadir o mercado: Leão de Judá Cola.
O dono da marca Moisés Magalhães diz ter recebido auxílio de seu Assessor de Marketing, o Espírito Santo.
Moisés Magalhães afirma ainda que o Espírito Santo revelou a ele que a Coca-Cola é um refrigerante do Diabo, e que por isso deve ser combatido. Fala ainda em cocaína, acusando seu concorrente numa propaganda que no mínimo fere a ética profissional, ainda mais quando se trata de alguém que deseja fazer um apelo religioso, afinal crê-se ainda que moral e ética deve andar lado a lado com a religião.
No comercial que aparece em um vídeo no youtube, o qual já teve mais de 100.000 acessos, Moisés diz que o Espírito Santo mostrou a ele que o rótulo da Coca-Cola ao avesso está escrito "Alô Diabo". Ora! Foi o Espírito Santo que o mostrou ou os boatos doentios que vem se espalhando pela internet no meio pentecostal? Acredite leitor, eu e minha esposa já tentamos ler o que dizem, e no máximo estaria escrito: "Alô Diavo". Seria esse um diabo português? Uma vez que é comum no sotaque de Portugal se trocar o "B" pelo "V"? Pois para se ler algo semelhante a um "B" a letra deveria ser fechada e com uma haste bem maior.
De acordo com Moisés Magalhães o Espírito Santo, que parece não perder em nada para os Mega Empresários disse a ele: "Vai e lança o Leão de Judá Cola e substitua a Coca-Cola no Brasil e no Mundo."
O comercial institucional que mais parece uma pregação evangélica não acaba suas bizarrices por aí. Obviamente Moisés afirma que enquanto a Leão de Judá foi criada pelo Espírito Santo, a Coca-Cola foi criada pelo Diabo. Além disso uma imagem nos espanta, não apenas por não caber no contexto do comercial, como também por parecer fazer apologia à violência. Bem, pelo menos se o Sr. Moisés Magalhães fosse um muçulmano e aparecesse nessa imagem seria prova mais que cabal que ele é um terrorista, incentivando os que assistem o vídeo a tal, mas como o mesmo é evangélico... isso não se aplica. Estranhos parâmetros o da sociedade.
Fica aqui apenas uma dúvida: Após as mega igrejas com rentabilidade melhor que muitas multinacionais, qual será agora o interesse do Espírito Santo na expansão de "sua" empresa no ramo de refrigerantes? Derrotar o Diabo também no campo corporativo do marketing? No mínimo patético não?
Assista logo abaixo o vídeo do comercial:

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