sábado, 10 de novembro de 2012

A Questão do Filioque

Papa Bento XVI com o Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I


O termo "Filioque" é uma designação latina cujo significado literal significa "e do filho". Este tem sido um dilema vivenciado há séculos pela Igreja Católica tanto do Oriente regida pelos diversos Patriarcados Ortodoxos,  como no Ocidente pela figura do Papa. 

Tal dilema deixa claro a inconsistência da Trindade, também chamada pelos mesmos de "Santíssima Trindade", criada em 325 d.C. no Concílio de Nicéia, tomando por base as religiões politeístas Egípcia Antiga e Hindu, embora a Igreja nunca tenha assumido isso claramente como já era de se esperar.
Entenda qual é o problema:

Catolicismo

Altar Católico Tradicional

Entre os católicos a trindade é composta por Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, porém esses três são um só Deus, e por isso devem ser adorados igualmente. Não obstante, segundo o credo latino, o mesmo proclama: "Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo seu único filho, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria (...)". Podemos perceber com isso que Jesus se originou do "Poder do Espírito Santo", logo estaria subordinado a ele. O que estranha então o gerador do "Salvador" ser lembrado depois dele. Assim como Maria (R.A.), mãe de Jesus (A.S.) não ser posta na Trindade, pois de acordo com a oração da Ave Maria diz-se que a mesma deu origem ao Criador Supremo de tudo quando afirma: "Santa Maria, mãe de Deus". 
E seria um argumento fraco ao dizer que neste caso o "deus" em questão seria Jesus (A.S.), uma vez que já provamos no A Nova Cruzada por A+B que o Messias não é Deus. Basta ler o artigo intitulado "Jesus é Deus?"
Outras questão seria: Se Jesus (A.S.) supostamente fosse Deus, ele teria sido criado em algum momento, logo não seria eterno, pois eternidade guarda o conceito de sempre ter existido e nunca inexistir, ou seja: sem começo nem fim. E Deus de fato é ETERNO.
Mas voltemos a questão central: No Credo Latino, adotado pela Igreja do Ocidente, Jesus se originou do Espírito Santo.

Agora vejamos como Ortodoxia Cristã encara a questão do Filioque:

Ortodoxia

Altar Ortodoxo

Para  o cristão ortodoxo o conceito trinitário é muito semelhante ao primeiro. No entanto sua profissão de fé, conhecida como "Símbolo Apostólico Constantinopolitano" declara: "Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, luz da luz, Deus Verdadeiro de Deus Verdadeiro, gerado, não criado. consubstancial ao Pai. Por ele todas coisas foram feitas. E por nós homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. (...) Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, ele que falou pelos profetas". Aqui podemos ver que embora similar ao conceito católico ocidental, os católicos do Oriente, ou ortodoxos, afirmam que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, ou seja, estes dois seriam superiores ao último. E percebemos que embora ele afirme no início que crê em um único Deus, não só Lhe atribui mais dois parceiros, como também o colocam na posição de divindades Soberanas.
Além do trecho destacado em vermelho, note também que no início do credo ortodoxo, a própria oração declara que ele foi nascido, ou seja, originado do Pai, para logo em seguida dizer que se originou do Pai e do Espírito Santo.

“Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros. Não digais: ‘Trindade!’ Abstende-vos disso, que será melhor para vós; Sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião.” ( Sagrado Alcorão 4:171)

Mas como surgiu tanto conflito de idéias se a Trindade supostamente seria bíblica e real? Simples: Os homens são falhos e quando tentam fraudar a Palavra Original de Deus, mais cedo ou mais tarde a verdade sempre vem a tona e prevalece.
Para saber como a Trindade se originou recomendamos que assista o vídeo abaixo:


Fonte de Pesquisa: Livro "A Chave dos Dogmas" de Omar Israfil Dawud Bin Ibrahim