domingo, 17 de março de 2013

Quem é o Homem do Sudário?

Omar Israfil Dawud Bin Ibrahim em exposição no Rio de Janeiro
Quem já não ouviu falar na exposição itinerante chamada "Quem é o Homem do Sudário?"?
Esta exposição que ocorre normalmente em uma estrutura montada em Shoppings tenta reproduzir um ambiente histórico primitivo da época de Jesus para assim nos transportar no tempo. Objetos tais como flagelos, coroa de espinhos e diversos painéis ensinando como ocorriam os ritos fúnebres, bem como análises científicas sobre este misterioso tecido são apresentadas. Mas afinal, quem é o Homem do Sudário? Seria de fato Jesus?
Pouco provável, uma vez que segundo as descobertas científicas, o nariz do homem do sudário estava quebrado, e a Bíblia diz: 

"Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado." - João 19:36

Ora! Então chegamos a um impasse, pois se  este for o sudário de Jesus, a Bíblia estará errada, e se a Bíblia estiver certa, este provavelmente pertenceu a um homem qualquer da época. Ambas as hipóteses podem ser perfeitamente conciliáveis porém se aceitarmos o que o Sagrado Alcorão nos diz a respeito da crucificação, não haverá como a Bíblia estar certa neste ponto, pois o Alcorão diz:

"E por seu dito: 'Por certo, matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah.' Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado. E, por certo, os que discrepam a seu respeito estão em dúvida acerca disso." - Sagrado Alcorão 4:157

Agora deixemos de lado qualquer sentimento religioso, analisemos cientificamente os fatos e assistamos a um documentário exibido no Discovery Channel a esse respeito:


Mediante o aqui exposto, tire por si mesmo as conclusões. Pense... 

terça-feira, 12 de março de 2013

O Nome Religioso em Pauta

Simão, discípulo de Jesus (A.S.) mais tarde chamado "Pedro"
Esta semana soubemos por intermédio de um irmão muçulmano que uma conhecida sua - uma senhora neopentecostal - criticou os muçulmanos que adotam nomes islâmicos. Dentre suas críticas la afirmava que tal prática era ridícula, desnecessária, e que quem o fazia é porque queria passar por alguma coisa que não era. Talvez árabe.
É provável que esta senhora não tenha atentado que no seu próprio livro sagrado, que é sem dúvida o mais vendido, mas o menos lido e menos ainda estudado, existem diversos casos de pessoas que receberam nomes espirituais, ou religiosos.
Vejamos alguns exemplos:

Abraão

"E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;" - (Gênesis 17:5).

Sara

"Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome." - (Gênesis 17:15).

Jacó

"Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste." - (Gênesis 32:28)

Pedro

"A Simão, a quem pôs o nome de Pedro," - (Marcos 3:16)

Paulo

"Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,
Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?" - (Atos 13:9-10).

Podemos dizer que tais pessoas foram ridículas ou adotaram desnecessariamente estes nomes?
Todo etnocentrismo se deve ao fato de sequer tentar entender o que se desconhece, mas acima de tudo a falta de estudo de seu próprio livro sagrado a saber: a Bíblia. No entanto Deus adverte na própria Bíblia fortemente quanto a isso quando diz: 

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." - (Oséias 4:6).

Pense nisso...

domingo, 10 de março de 2013

Celibato ou Castidade? Qual Destes Constitui Um Bom Sacerdote?



“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2:18)

Esta simples narrativa nos traz a origem da mulher, do casamento e da família. Trata do plano e ordem de Deus para os homens.

“E a sogra de Simão (Pedro) estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela.” (Marcos 1:30)
[“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” (João 1:42)]
Simão Pedro foi o primeiro Papa na Igreja Católica. Um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, nascido aproximadamente em 10 a.C, exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67. Ele tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador da Igreja. Foi considerado o primeiro bispo de Roma, apesar de não existir consenso histórico sobre sua ida à capital do Império Romano. O cargo de primeiro Papa lhe foi dado anos depois, pois tal título começou a ser usado cerca de dois séculos mais tarde.

Ou seja: Pedro, o fundador da Igreja Católica e também seu primeiro bispo e seu primeiro Papa era casado. Por que então os padres devem ser celibatários e são proibidos pela mesma igreja criada por Pedro, que era casado, de constituírem matrimônio? Faz sentido?

"O celibato não é essencial ao sacerdócio." (Papa João Paulo II).

As necessidades humanas:

Segundo a teoria de Abraham H. Maslow, cada ser humano esforça-se para satisfazer necessidades escalonadas que se satisfazem dos níveis inferiores aos superiores. Ou seja; tendo as necessidades escalonadas nos níveis inferiores como as mais importantes. Esta teoria assume que todas as pessoas são iguais e desconhece que o que é uma necessidade para uma pessoa, pode não ser para outra, portanto, todas têm as mesmas necessidades.


Necessidades Fisiológicas: Relacionam-se com o ser humano como ser biológico. São as mais importantes já que têm a ver com as necessidades de manter-se vivo, de respirar, comer, beber, dormir, ter relações sexuais, etc.

A proibição da satisfação de uma necessidade fisiológica, pode acarretar em transtornos físicos e/ou mentais...


Foi Deus que criou o ser humano e os animais sexuados. E Ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:

“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.” (Pv 5.18-19).

Dentro do Catolicismo, existem várias vertentes, dentre elas:
 - Igreja Católica Apostólica Romana
 - Igreja Católica Apostólica Anglicana
 - Igreja Ortodoxa Católica do Oriente
 - Igreja Católica Apostólica Brasileira
 - Igreja Católica Carismática
 - Igreja Católica Apostólica Romana Independente
 - Igreja Católica Liberal
 - Igreja Apostólica Gnóstica Rosea Crusis
Das vertentes citadas, somente a Igreja Católica Apostólica Romana proíbe os sacerdotes de contraírem matrimônio. Por que será?



Vejamos:

Castidade: “O verdadeiro amor conjugal e matrimonial, onde a relação sexual é vivida dignamente, só é possível graças à castidade conjugal.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castidade). Note que “castidade” é o mesmo que “fidelidade” e não abstinência...

Celibato: Do latim caelibatus, estado daquele que não é casado. Na sua definição literal, é uma pessoa que se mantém solteira, porém sem a obrigação de manter a castidade, podendo ter relações sexuais. (Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione)...

Êpa!... Então proíbe o casamento, uma instituição sagrada, mas não proíbe relações sexuais dos então “sacerdotes não casados”?... Como assim?!!!

Vimos anteriormente que Deus não criou o homem para ser celibatário (neste contexto entenda-se celibatário como aquele que se abstém de relações sexuais) e vimos também que o sexo é uma necessidade fisiológica básica e que se negligenciada pode causar transtornos (parafilias / perversões sexuais). Vimos que dentre as Igrejas Católicas, somente a Apostólica Romana é inflexível quanto ao casamento dos sacerdotes.

De acordo com a definição de “celibato” do Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione, o proibido seria apenas o casamento e não as relações sexuais.

Deus não é contra o prazer sexual. Foi Ele quem fez o sexo e o deu de presente para o ser humano. O problema está no sexo que é praticado fora do casamento. Quando nos criou Deus sabia como poderíamos desfrutar plenamente do prazer sexual. Vendo que é dentro de um contexto de profunda intimidade e segurança (só dentro do casamento isto pode ser desfrutado plenamente) que a pessoa pode realizar-se sexualmente, Deus estabeleceu em Sua Lei que as relações sexuais devem ser mantidas após o matrimônio.” / “Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo... Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele.” (1 Coríntios 6:12,13, 18-20 BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)” / “Mas eu digo: Já que existe tanta imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria esposa, e cada mulher, o seu próprio marido”. (1 Coríntios 7:2 BLH)” / “O que Deus quer de vocês é isto: que sejam completamente dedicados a ele e que fiquem livres da imoralidade”. (1 Ts 4:3 BLH – no original, a palavra para imoralidade se refere à fornicação, sexo fora do casamento).”  (http://www.bibliaonline.net/acervo/8/pt-BR)

Veja os seguintes links:




Será que os sacerdotes católicos ligados aos incontáveis escândalos sexuais estão priorizando a definição do dicionário à definição bíblica do que é certo e errado nas Leis de Deus?

Até que ponto devemos julgar e culpar estes homens que atormentados pela proibição de uma necessidade fisiológica perdem a dignidade e a moral, e acabam desta forma cedendo a comportamentos sexuais grotescos, tais como homossexualismo e pedofilia dentre outros? Será que não devemos também (e principalmente) questionar a instituição em questão, visto que esta é a única que mantém tal exigência?

Retornemos então à pergunta feita no início: Por que os Padres Católicos Apostólicos Romanos devem ser celibatários? (Não podem casar)

Recordemos então de nossas aulas de História, que explicavam claramente que esta condição imposta pela igreja era/é pura e simplesmente uma questão econômica, visto que os Padres Católicos Apostólicos Romanos não trabalham, limitando-se apenas ao Serviço Clerical, portanto não constituem “patrimônio próprio”, sendo considerados “Herdeiros da Igreja”, pois usufruem dos bens da Igreja enquanto vivem. 
Assim sendo, se eles se casassem suas esposas e filhos, como seus herdeiros naturais, passariam também a serem “Herdeiros da Igreja”, aniquilando totalmente o patrimônio desta instituição.
Ao passo que os sacerdotes das demais vertentes, além do Serviço Clerical, mantêm seus empregos, constituindo assim patrimônio próprio através do qual sustentam suas esposas e filhos e lhes garantem o que será herdado após suas mortes, não comprometendo o patrimônio das instituições que representam.

O que é coerente?
Que o sacerdote tenha uma família (esposa e filhos), um emprego e uma vida social normal (sadia) além de seu Serviço Clerical, ou que “em no me deste Serviço Clerical” o sacerdote seja privado de suas necessidades básicas de ser humano e como resultado disto acabe se tornando um desajustado monstruoso?

A igreja deveria optar por padres castos ou permanecer com seu grande número de podres padres celibatários?