domingo, 10 de março de 2013

Celibato ou Castidade? Qual Destes Constitui Um Bom Sacerdote?



“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2:18)

Esta simples narrativa nos traz a origem da mulher, do casamento e da família. Trata do plano e ordem de Deus para os homens.

“E a sogra de Simão (Pedro) estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela.” (Marcos 1:30)
[“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” (João 1:42)]
Simão Pedro foi o primeiro Papa na Igreja Católica. Um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, nascido aproximadamente em 10 a.C, exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67. Ele tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador da Igreja. Foi considerado o primeiro bispo de Roma, apesar de não existir consenso histórico sobre sua ida à capital do Império Romano. O cargo de primeiro Papa lhe foi dado anos depois, pois tal título começou a ser usado cerca de dois séculos mais tarde.

Ou seja: Pedro, o fundador da Igreja Católica e também seu primeiro bispo e seu primeiro Papa era casado. Por que então os padres devem ser celibatários e são proibidos pela mesma igreja criada por Pedro, que era casado, de constituírem matrimônio? Faz sentido?

"O celibato não é essencial ao sacerdócio." (Papa João Paulo II).

As necessidades humanas:

Segundo a teoria de Abraham H. Maslow, cada ser humano esforça-se para satisfazer necessidades escalonadas que se satisfazem dos níveis inferiores aos superiores. Ou seja; tendo as necessidades escalonadas nos níveis inferiores como as mais importantes. Esta teoria assume que todas as pessoas são iguais e desconhece que o que é uma necessidade para uma pessoa, pode não ser para outra, portanto, todas têm as mesmas necessidades.


Necessidades Fisiológicas: Relacionam-se com o ser humano como ser biológico. São as mais importantes já que têm a ver com as necessidades de manter-se vivo, de respirar, comer, beber, dormir, ter relações sexuais, etc.

A proibição da satisfação de uma necessidade fisiológica, pode acarretar em transtornos físicos e/ou mentais...


Foi Deus que criou o ser humano e os animais sexuados. E Ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:

“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.” (Pv 5.18-19).

Dentro do Catolicismo, existem várias vertentes, dentre elas:
 - Igreja Católica Apostólica Romana
 - Igreja Católica Apostólica Anglicana
 - Igreja Ortodoxa Católica do Oriente
 - Igreja Católica Apostólica Brasileira
 - Igreja Católica Carismática
 - Igreja Católica Apostólica Romana Independente
 - Igreja Católica Liberal
 - Igreja Apostólica Gnóstica Rosea Crusis
Das vertentes citadas, somente a Igreja Católica Apostólica Romana proíbe os sacerdotes de contraírem matrimônio. Por que será?



Vejamos:

Castidade: “O verdadeiro amor conjugal e matrimonial, onde a relação sexual é vivida dignamente, só é possível graças à castidade conjugal.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castidade). Note que “castidade” é o mesmo que “fidelidade” e não abstinência...

Celibato: Do latim caelibatus, estado daquele que não é casado. Na sua definição literal, é uma pessoa que se mantém solteira, porém sem a obrigação de manter a castidade, podendo ter relações sexuais. (Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione)...

Êpa!... Então proíbe o casamento, uma instituição sagrada, mas não proíbe relações sexuais dos então “sacerdotes não casados”?... Como assim?!!!

Vimos anteriormente que Deus não criou o homem para ser celibatário (neste contexto entenda-se celibatário como aquele que se abstém de relações sexuais) e vimos também que o sexo é uma necessidade fisiológica básica e que se negligenciada pode causar transtornos (parafilias / perversões sexuais). Vimos que dentre as Igrejas Católicas, somente a Apostólica Romana é inflexível quanto ao casamento dos sacerdotes.

De acordo com a definição de “celibato” do Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione, o proibido seria apenas o casamento e não as relações sexuais.

Deus não é contra o prazer sexual. Foi Ele quem fez o sexo e o deu de presente para o ser humano. O problema está no sexo que é praticado fora do casamento. Quando nos criou Deus sabia como poderíamos desfrutar plenamente do prazer sexual. Vendo que é dentro de um contexto de profunda intimidade e segurança (só dentro do casamento isto pode ser desfrutado plenamente) que a pessoa pode realizar-se sexualmente, Deus estabeleceu em Sua Lei que as relações sexuais devem ser mantidas após o matrimônio.” / “Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo... Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele.” (1 Coríntios 6:12,13, 18-20 BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)” / “Mas eu digo: Já que existe tanta imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria esposa, e cada mulher, o seu próprio marido”. (1 Coríntios 7:2 BLH)” / “O que Deus quer de vocês é isto: que sejam completamente dedicados a ele e que fiquem livres da imoralidade”. (1 Ts 4:3 BLH – no original, a palavra para imoralidade se refere à fornicação, sexo fora do casamento).”  (http://www.bibliaonline.net/acervo/8/pt-BR)

Veja os seguintes links:




Será que os sacerdotes católicos ligados aos incontáveis escândalos sexuais estão priorizando a definição do dicionário à definição bíblica do que é certo e errado nas Leis de Deus?

Até que ponto devemos julgar e culpar estes homens que atormentados pela proibição de uma necessidade fisiológica perdem a dignidade e a moral, e acabam desta forma cedendo a comportamentos sexuais grotescos, tais como homossexualismo e pedofilia dentre outros? Será que não devemos também (e principalmente) questionar a instituição em questão, visto que esta é a única que mantém tal exigência?

Retornemos então à pergunta feita no início: Por que os Padres Católicos Apostólicos Romanos devem ser celibatários? (Não podem casar)

Recordemos então de nossas aulas de História, que explicavam claramente que esta condição imposta pela igreja era/é pura e simplesmente uma questão econômica, visto que os Padres Católicos Apostólicos Romanos não trabalham, limitando-se apenas ao Serviço Clerical, portanto não constituem “patrimônio próprio”, sendo considerados “Herdeiros da Igreja”, pois usufruem dos bens da Igreja enquanto vivem. 
Assim sendo, se eles se casassem suas esposas e filhos, como seus herdeiros naturais, passariam também a serem “Herdeiros da Igreja”, aniquilando totalmente o patrimônio desta instituição.
Ao passo que os sacerdotes das demais vertentes, além do Serviço Clerical, mantêm seus empregos, constituindo assim patrimônio próprio através do qual sustentam suas esposas e filhos e lhes garantem o que será herdado após suas mortes, não comprometendo o patrimônio das instituições que representam.

O que é coerente?
Que o sacerdote tenha uma família (esposa e filhos), um emprego e uma vida social normal (sadia) além de seu Serviço Clerical, ou que “em no me deste Serviço Clerical” o sacerdote seja privado de suas necessidades básicas de ser humano e como resultado disto acabe se tornando um desajustado monstruoso?

A igreja deveria optar por padres castos ou permanecer com seu grande número de podres padres celibatários?


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